Invadindo Bergman

Quem me conhece, sabe o quanto AMO Bergman. Não a Ingrid, mas o Ingmar. Tudo bem, a Ingrid também, mas a coluna de hoje é sobre o diretor sueco, ou melhor, sobre este documentário incrível.

O diretor Ingmar Bergman morou até o fim dos seus dias em uma ilha chamada Fårö e, nesta ilha, fez de sua casa o próprio mundo. Nesse documentário acompanhamos então alguns diretores consagrados de nosso tempo (como Ang Lee, Woody Allen) indo à tal ilha de Fårö e conversando sobre nada, além de Bergman. Desde seus processos criativos e, claro, suas obras.

A verdade é que esse filme tem como maior mérito (além da criatividade e inovação do ponto de vista narrativo) o de ter encontrado o equilíbrio entre o documental e o sentimental, sem se parecer, portanto, como um “filme feito por um fã”.

No entanto, se você for, de fato, apaixonado pelos filmes dele como eu sou, vai terminar assim: se sentindo muito, mas muito imbecil por ver que as luzes do cinema acenderam e você continua chorando rios (não, eu realmente não gosto de chorar em cinemas, embora faça isso com uma frequência considerável).

Pra finalizar, fico com uma das frases proferidas por um dos diretores convidados a irem à ilha – se não me engano, Alejandro Iñarritu : “A casa de Bergman na ilha de Farö está pros amantes do cinema como Meca para os religiosos”.

Concordo com ele.

Por

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