Inteligência Emocional no Foco

Richard Boyatzis, Professor do Departamento de Comportamento Organizacional, Psicologia e Ciência Cognitiva da Universidade Case Western Reserv, em Ohio, nos Estados Unidos, relata que este comportamento é composto de hábitos profundamente arraigados. Quanto mais agimos de determinada maneira seja ela com felicidade, depressão ou excentricidade, mas ela se torna enraizada em nosso circuito cerebral e mais continuaremos a sentir e a agir de forma “vitimizada” ou sou o “Todo Poderoso.

Cito aqui alguns passos a seguir que foram elaborados pelo psicólogo Daniel Goleman, autor de livros como Inteligência Emocional, Foco e Liderança. Originalmente, suas sugestões foram publicadas em um post no Linkedin. Seu objetivo é ajudar os profissionais a conectarem seus cérebros a pensamentos emocionalmente inteligentes:

Você precisa se ver no futuro

1 – Imagine como você gostaria de ser idealmente

Erica é Gerente Senior em uma Multinacional do setor de Telecomunicações. Ela costuma se comunicar mal quando se sente estressada. Muitas vezes, ela assume um trabalho no lugar de um colega para que a tarefa seja feita corretamente. Depois de muitas reclamações de seus subordinados, os supervisores a encorajaram a participar de seminários de liderança, a ler livros de gestão e a aceitar a ajuda de mentores profissionais. Nada funcionou. Ela não conseguia se livrar dos maus hábitos.

Ao ler e estudar, Erica se imaginou conduzindo a própria empresa com a colaboração de dez colegas. Ela se via como uma força positiva em relação à sua equipe, familiares e amigos. Erica tinha um baixo nível de autoconhecimento (autoconsciência). Raramente conseguia identificar por que tinha que lutar tanto no trabalho e em casa. Tudo o que ela podia perceber era: “Nada está funcionando.” O exercício de visualizar o futuro abriu os olhos dela para elementos que estavam em seu ponto cego. Ela, então, conseguiu enxergar os impactos que seu jeito causava nas pessoas em sua vida.

2 – Olhe-se no espelho: o que é você na realidade (como os outros o veem)

Líderes podem se tornar conscientes do próprio comportamento vendo a si mesmos por meio dos olhos de quem está ao redor. Ouvir a verdade sobre o próprio comportamento pode ser desconfortável. Mas a autoilusão tende a ser pior, uma vez que pode atrapalhar a carreira até do profissional mais talentoso.

Busque a verdade sobre si mesmo. Mantenha uma atitude aberta às críticas. Vá atrás do feedback negativo, mesmo que seja cultivando um colega ou dois com a recomendação de que façam o papel de advogado do diabo sempre que possível. Receba feedback do maior número possível de pessoas incluindo chefes e outros colegas de trabalho.

3 – Construa uma ponte entre o que você é e o que gostaria de ser

Pesquisas sobre o cérebro mostram que estar mentalmente preparado para uma atividade ativa o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que o leva a agir. Mais preparação mental se traduz em desempenhar melhor as atividades. E o córtex pré-frontal está particularmente ativo quando alguém se prepara para se superar em uma resposta que daria habitualmente.

Aprender novas atividades realmente cria a possibilidade de modificar o cérebro. John, um executivo de marketing de uma grande companhia de energia, foi desafiado a abrir e administrar um escritório satélite. A função exigiria dele uma postura encorajadora com os outros e com uma abordagem otimista. A avaliação 360 graus revelaram, porém, que John era visto como um líder intimidador e autocentrado. Ele se deu conta de que para ajudar seus colegas a atingir seus objetivos, precisava conhecê-los melhor. Combinou, então, de encontrar cada integrante da equipe fora do horário de trabalho. Assim, conversariam em um contexto mais casual, no qual pudessem se sentir mais confortáveis para revelar seus sentimentos e ideias.

4 – Pratique atitudes que compõem a construção de sua “ponte”

Transforme seus planos para se tornar o que pretende ser, em atitudes cultivadas no cotidiano. A primeira delas é a mudança de comportamento.
Promover mudanças significa reprogramar o cérebro, praticando repetidas vezes novos comportamentos, para quebrar com os velhos hábitos neurais e criar um novo default comportamental. Um executivo chamado Tom usou essa estratégia para construir a ponte entre o que ele era (percebido pelos colegas como frio e duro no trato) e seu ideal (um líder visionário). No caminho para um café da manhã com um funcionário, Tom se imaginou fazendo perguntas e ouvindo as repostas.

Dedicava-se especialmente a se certificar de que havia entendido completamente a situação antes de interromper o interlocutor na tentativa de dissolver o problema apresentado pelo profissional. Ele antecipou sentimentos de impaciência e relatou a si mesmo como lidaria com esse sentimento na hora H.

Conheça sua mente

Melhorar nossa inteligência emocional ou mudar o estilo de liderança não podem acontecer em um vácuo. Precisamos praticar as novas habilidades na interação com outras pessoas e em um ambiente seguro. Precisamos ter feedback sobre como nossas ações afetam os outros. Também é fundamental acompanhar nosso progresso.

Resumindo tudo: você precisa “se ver no futuro!” Estude, pratique o que aprendeu de forma inteligente e coloque sua mente em ação para atingir todos os seus pontos de conquista.

Seja um Líder de sucesso e UM FELIZ NATAL! Eu acredito em você!

Por

* Radialista, Fotógrafa e Palestrante Motivacional.

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