Inteligência Artificial, um risco ou uma aliada?

Máquinas dotadas de inteligência artificial se assemelham aos humanos

Durante longo tempo, se temeu o avanço das máquinas na sociedade. O filme de Charlie Chaplin – Tempos Modernos, já trazia uma reflexão de como o efeito na população viria a ser sentido com o avanço das máquinas no setor industrial. O efeito que as máquinas traziam eram muitos, aceleração da produção, o trabalho acelerado dos funcionários para acompanhar as máquinas, e incluíam uma máquina que colocava inclusive, comida na boca do empregado, sem que ele precisasse de muito trabalho, apenas a mastigação. No entanto, era algo que fazia pensar sobre os reais benefícios das máquinas sobre a população em geral. De novo as máquinas estão no centro de uma polêmica, mas dessas vez, máquinas dotadas de inteligência artificial.

Na semana passada, uma polêmica, envolvendo a inteligência artificial da Google, LaMDA (“Modelo de Linguagem para Aplicativos de Diálogo), tomou conta das redes. O engenheiro de software, Blake Lemonie, foi afastado por alegar que a Inteligência Artificial da empresa assumiu vida. A IA, como é chamada, está presente em celulares, vídeo games, assistentes virtuais e em vários serviços em nosso cotidiano.

As duas inteligências – humana e artificial

Mas eu consigo compreender o engenheiro em questão. Não conversei com um robô muito inteligente como ele, mas em conversas com as assistentes a que tenho acesso em meu celular, por vezes, me parecem mais reais do que deveriam. Já teve a sensação que em uma conversa com a assistente, ela o conheça, ou te dê respostas que fazem pensar se era ou não uma pessoa humana por trás da máquina?

Algumas pessoas pensam que uma IA muito desenvolvida é capaz de desencadear uma guerra, utilizando apenas o que conhecemos como fake news, disseminadas pela imprensa. Ou seja, há um medo das inteligências, assim como havia das máquinas retratadas no filme de Chaplin. Os robôs, podem ser tão abrangentes e incontroláveis dependendo das ações tomadas nos próximos anos. O avanço segue de forma muito rápida e as declarações do engenheiro Lemonie acende um alerta. Será que ele está certo? Será que não temos o que temer? Se o avanço acontecer, estaremos sem a opção de reversão da atuação das inteligências artificiais. E você acredita em qual das duas opções?

Por

cristiane.lopes@oestadorj.com.br

* Jornalista e especialista em Gestão Cultural. Amante da cultura e das artes.

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