Hiperatividade: saiba como lidar com o problema

Aprenda a identificar o TDAH em crianças hiperativas

Quem nunca observou uma criança correndo de um lado para outro, sem conseguir parar quieta em seu lugar? Parecendo estar com o “bicho carpinteiro”, ou ,ainda, aquela que parece viver “ no mundo da lua”? Pois é normal que toda criança saudável tenha energia para brincar, pular enfim, fazer coisas de criança. Mas ,quando isso passa do limite e se torna um problema sério para sua convivência escolar e familiar?

Pouco se fala de um transtorno que atinge de 3 a 5% da população, chamado TDAH( Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), que segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, o (ABDA), é um transtorno de causas genéticas que aparece na infância e acompanha o indivíduo por toda a sua vida, dando características de impulsividade, inquietude e desatenção, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde,( OMS).

E toda pessoa inquieta e desatenta é considerada portador desse transtorno? A psicóloga Elis Regina de Oliveira do Nascimento declara que somente um profissional pode dar esse diagnóstico. “A hiperatividade, não deve ser entendida com um transtorno, mas sim, um sintoma, que isoladamente não justifica o diagnóstico para TDAH”. A profissional ressalta que deve-se analisar a interação desses sintomas, sobre a impulsividade e hiperatividade.

Elis ainda destaca que “essas crianças quando a mente capta um estímulo, reagem sem pensar, sem avaliar as consequências”. “É muito comum se machucarem, sem ter a intenção de tal ato, quebrarem objetos, falarem sem refletir. Não suportam ficar sentadas em sala de aula, costumam fazer várias tarefas ao mesmo tempo, não conseguem obedecer  regras , aguardarem em filas torna-se algo penoso por demais para elas Andam a 200 km/h .Já observou pessoas que não tem paciência de esperar o ritmo da escada rolante, e vão correndo, empurrando a todos?”, completa a psicóloga.

Esse tipo de comportamento torna o ambiente familiar estressante, principalmente quando não há interação entre escola e família. Alexandre Farias, por exemplo, é pai de uma criança portadora de TDAH e criou um blog com a finalidade de desabar sobre as dificuldades enfrentadas e orientar pais que se encontram desnorteados. Lá, ele declara que “sofremos juntos com nossos filhos quando descobrimos que a escola não entendeu e nem ajudou os problemas que acompanham o TDAH”.

A pesquisa de trabalho de conclusão de curso da professora de educação física Natália Aquino, diz que “constatamos que 50% dos professores pesquisados tiveram disciplina curricular na graduação que os preparou para o trabalho com alunos com necessidades especiais, mas muitos não souberam definir claramente o que seria o transtorno, implicando na identificação do TDAH e suas necessidades, consequentemente não utilizavam metodologias específicas para incluir esses alunos.”

Enquanto isso, o projeto de lei da deputada Mara Gabrilli,(PL-07081/2010), que defende uma política nacional de proteção dos direitos da pessoa com transtorno de déficit de atenção e dislexia na educação básica, foi aprovada na Câmara dos deputados e segue para votação no Senado, que irá analisar duas emendas feitas pela própria deputada. A primeira é garantir centros de educação especial para transtornos mais severos e a segunda é a inclusão do código penal, Decreto- lei 2848/40, sobre a pena de 6 meses a 2 anos de prisão para quem utilizar de castigo corporal e ofensa psicológica em crianças e adolescentes com qualquer tipo de transtorno.

Diante de tal diagnóstico, o melhor a fazer é acolher essa criança, mostrar o quando é amada. “Não ficar se lamentando e sim enfrentar a realidade. O que nos traz sofrimento é ficar esperando por ideais inatingíveis, cada criança tem eu jeito próprio de existir. Aceite o que a vida esta trazendo como algo bom, único e precioso, a oportunidade de através dessa experiência, tornar alguém mais humano e feliz”, afirma a psicóloga Elis Regina.

Sem contar que portadores de TDAH são geralmente inteligentes e criativos. Foi o caso de figuras célebres como Albert Eisntein,  Alexander Graham Bell, Thomas Edison, Jim Carrey e até Bethoven. Todos esses tinham lá suas diferenças de personalidade. A questão aqui é como conviver e aceitar as diferenças. E de quebra recorrer aos direitos de ter uma educação inclusiva para nossos filhos.

 

 

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