GRES Feitiço Carioca desabafa em nota à população

O que era para ser um desfile grandioso mostrou uma falta de organização e de comprometimento. Restou à escola assumir a dor

Em maio de 2020, a agremiação foi convidada a se filiar a Liga LIVRES RJ, o que foi aceito, inicialmente, para participar do Grupo C. Mais adiante, em dezembro daquele ano, quando da formação dos grupos, o convite foi alterado para Grupo B, juntamente com o GRES Chatuba de Mesquita, que também aceitou o desafio, entendendo ser grandioso o compromisso, tendo garantido o apoio da Liga para que as escolas pudessem participar da disputa de forma igualitária.​

O projeto foi modificado, a escola ganhou forma e peso, contratações de profissionais foram feitas, eis que garantida a igualdade da disputa. De acordo com a informação da assessoria de comunicação, o GRES Feitiço Carioca jamais pleiteou estar no Grupo B, o convite, em 2020, partiu da Liga, que precisava de agremiações fazer a divisão de seus grupos. Para o GRES Feitiço do Carioca, o importante é estar no Carnaval Carioca, fazer um trabalho honesto e cumprir o seu papel de agremiação carnavalesca, na série/grupo, que for.

Às vésperas do sorteio da ordem dos desfiles, a Liga teve a presidência alterada. A partir daí, com a chegada de outras pessoas para a Diretoria e de novas agremiações, o GRES Feitiço Carioca passou a ser perseguido, mesmo com o presidente, Antonio Gonçalves, sendo o Diretor Jurídico da Liga.

No dia do sorteio, o GRES Feitiço Carioca e o GRES Chatuba de Mesquita foram excluídos do direito à sorte, sendo imposto, pela Diretoria que uma agremiação abriria e a outra fecharia, apesar de, na Plenária realizada no dia anterior,​ ter sido registrado, em votação quase unânime, que todas as agremiações participariam do sorteio. Em consenso e não tendo como mudar a exigência, o GRES Feitiço Carioca passou a ser a agremiação que fecharia o Carnaval.

Em seguida, mesmo com pedido de data protocolado antes de outra Liga Carnavalesca, a RIOTUR “deu” à LIVRES, para seus dois grupos, o dia 01/05, feriado, véspera de um dia útil, segunda-feira, (quando todos trabalham/estudam normalmente).

Em razão de divergência desentendimentos, pois não concordava com posicionamentos e medidas adotadas pelo Presidente da Liga, o presidente renunciou ao cargo de Diretor Jurídico, mas se manteve à disposição da Liga, para ajudar no que fosse necessário, incluindo a parte documental, elaboração de regulamento das disputas, reuniões com órgãos, assessoria jurídica etc., tudo feito gratuitamente, e em prol do coletivo.

Em agradecimento ou talvez retaliação, a Diretoria da Liga, após segurar o dinheiro das agremiações por quase uma semana, e mesmo diante do que foi publicado em Diário Oficial, determinando o rateio do valor recebido da RIOTUR, a título de incentivo cultural, para os Grupos B e C, repassou ao GRES Feitiço Carioca e ao GRES Chatuba de Mesquita percentual equivalente à monta inferior a 50% do que foi pago às demais agremiações do Grupo B. Além disso, não queria repassar valores ao Grupo C, o que precisou de intervenção do Conselho Deliberativo, fazendo com que, na quinta-feira, dia 28/5, essas agremiações recebessem algo equivalente a 20% do que foi recebido pelas demais escolas do Grupo B. Sem nenhuma deliberação.​

Sem ter como pagar seus profissionais, a estrutura do desfile, ônibus, reboques e caminhões, a Intendente imaginou que teria que fechar as portas, pois tudo foi atrasado por causa desses entraves. O que era para ter seu desfile às 0:25, teve sua entrada somente às 2:00 da madrugada. Esse atraso não deve ser atribuído à escola. A Liga, por meio dos seus atos, infelizmente, podou a agremiação: ou pagava os profissionais ou contratava os ônibus. Diante do impasse, a escola preferiu garantir a remuneração dos profissionais.

O GRES Feitiço Carioca fez milagre. As fantasias todas na via, mas sem componentes para usá-las, pois sem dinheiro, sem ônibus: sem ônibus, sem componentes.​ Registre-se que após o cruel rateio de valores, o GRES Feitiço Carioca recebeu, diariamente, contato de “Diretores da Liga” informando que resolveria a situação, mas nada foi feito.

“A escola queria passar completa, teria feito um desfile primoroso, mas foi impedida de fazê-lo! Foi podada! Isso, infelizmente, não é Carnaval!”

O Conselho Deliberativo da Liga convocou Assembleia Geral Extraordinária para o dia 04/05, pois não concorda com o que está ocorrendo, quer rápida resolução e adoção das medidas cabíveis a reparar o dano das agremiações, incluindo aquelas que, sem qualquer apoio da Liga que as “representam”, deixaram de desfilar.

“O Carnaval precisa mudar, pois o sambista, as escolas e o público merecem respeito!”

#GRESFeitiçoCarioca

Livres – Liga Independente Verdadeira Raízes das Escolas de Samba

Por

contato@oestadorj.com.br

Webjornal Oerj - O Estado RJ > No ar desde 28/05/2007 > Promovemos o Projeto Futuro Jornalista.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e