G7 debateu “desinformação” da China sobre coronavírus, diz Pompeo

As duas potências EUA e china trocaram acusações sobre a origem do vírus, se envolveram em uma corrida frenética para ver quem pode obter uma vacina primeiro

Os ministros das Relações Exteriores do G7, o grupo de países mais ricos e industrializados do mundo, debateram a “campanha de desinformação” da China em uma reunião na quarta-feira (25), disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo.

“Houve muita discussão hoje sobre a campanha de desinformação intencional da China. Foi visto nas redes sociais, Foi visto nas declarações de funcionários do alto escalão do Partido Comunista, que falam sobre os EUA terem trazido o vírus para a China. É uma loucura”, disse Pompeo em entrevista coletiva após uma reunião virtual do G7.

O secretário de Estado americano disse que todos os membros do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, além dos EUA) já estão cientes da campanha de desinformação da China” e pediu a eles que trabalhem juntos para combater a “má influência” e o “autoritarismo” de Pequim.

“O Partido Comunista da China representa uma ameaça substancial à nossa saúde e ao nosso modo de vida. O Partido Comunista da China ameaça a nossa ordem liberal e livre, a ordem que é a base para a prosperidade e segurança dos países do G7”, alertou.

As declarações de Pompeo representam uma subida de tom na nova batalha entre os governos americano e chinês sobre o coronavírus. As duas potências trocaram acusações sobre a origem do vírus, se envolveram em uma corrida frenética para ver quem pode obter uma vacina primeiro, e competiram na demonstração de influência ao enviarem suprimentos médicos para diversos países afetados pela pandemia.

A batalha também está sendo travada ao nível da comunicação: o presidente dos EUA, Donald Trump, referiu-se ao patógeno como “vírus chinês” – embora ontem tenha voltado atrás – e algumas autoridades chinesas promoveram a falsa teoria de que militares americanos introduziram a doença no país asiático durante uma visita a Wuhan, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez em dezembro do ano passado.

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