G-10 das favelas: moradores querem atrair investimentos e transformar exclusão em startups

E a violência?

Na vizinhança onde mora o carioca Herbert Veloso, de 20 anos, pedir comida por aplicativo é difícil: poucos entregadores e empresas aceitam chegar até os endereços que ficam no Complexo do Alemão, que abriga um dos maiores conjuntos de favelas da Zona Norte do Rio e que, não raramente, atrai atenção no noticiário nacional em episódios relacionados a crimes, assassinatos e operações policiais.

São problemas sociais que atingem, além do Alemão, muitas outras favelas e periferias de cidades em todo o país, mas viraram oportunidade de negócios para o programador, que pretende lançar até dezembro a versão definitiva do aplicativo de entregas Brotaki, “mistura de Rappi e iFood”, na definição dos criadores.

Voltada para os clientes e comerciantes da favela em que ele vive e trabalha, a ferramenta já está em fase de testes.

“Tem muita gente na favela que tem necessidade de ser atendida e não tem ninguém oferecendo o serviço. O buraco dessa exclusão gera um nicho de negócio absurdo”, diz Herbert, um dos sócios fundadores da startup de tecnologia Agência Cptech, formada por jovens desenvolvedores.

A empresa funciona no contêiner da ONG Educap, que oferece oportunidades de educação para os moradores e foi onde os empreendedores estudaram programação no Alemão.

A ideia do Brotaki é resolver dois problemas importantes: aumentar as vendas dos comerciantes locais e possibilitar um serviço, até então, inacessível aos moradores da favela.

“A gente viu que muito comerciante trabalhava com esses aplicativos e depois acabava saindo do aplicativo, porque não dava certo. Pensamos: qual o problema?”, diz o sócio da startup, que também cria e gerencia perfis nas redes sociais para as empresas da região, além de prestar outros serviços em tecnologia, como a criação de sites corporativos.

“No prazo de um ano estaremos rodando 100% do nosso produto, mostrando que nasce muita coisa boa dentro da favela. Soluções que resolvem não só o problema da favela, mas que podem ser levadas para outras regiões”, diz o empreendedor, que acaba de ganhar um apoio para o crescimento da Agência Cptech.

A startup foi um dos 16 projetos selecionados pelo Investe Favela, fundo criado a partir do investimento de empresários e gerenciado por líderes comunitários do Complexo do Alemão, voltado a financiar startups das favelas de todo o país.

E a ideia, daqui em diante, é começar a buscar mais projetos como estes: no dia 23 de novembro, um evento em Paraisópolis batizado de Slum Summit lançará oficialmente o G-10 das favelas, bloco que, assim como os países ricos (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) do G-7, unirá forças em prol do desenvolvimento econômico e protagonismo de seus membros.

No mesmo evento, mais empreendedores das comunidades do G-10 poderão candidatar seus projetos de startups a financiamentos.

“O G-7 e o G-20 não juntam os países em blocos para decidirem os rumos deles? Queremos decidir os nossos próprios rumos”, compara Gilson Rodrigues, 35, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis desde 2009.

Foi ele quem liderou na última década, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o movimento de urbanização de Paraisópolis, favela na Zona Sul da capital paulista onde vivem cerca de 100 mil pessoas e funcionam 12 mil estabelecimentos comerciais.

As obras pararam em 2015, sob a justificativa de restrição fiscal, e não foram retomadas até hoje. Durante a crise econômica, encolheram também os lucros das empresas e, por consequência, o tamanho das doações das companhias parceiras direcionadas às favelas.

Fintech para ambulantes e camelôs

O caxiense Hugo Miranda, de 34 anos, não tinha ideia de quanto dinheiro circulava entre os comerciantes da periferia até prestar atenção ao mercado para criar a Silicon Pay, máquina de cartões de débito e crédito voltada para camelôs e mercado informal.

Estudo do Instituto Locomotiva divulgado em agosto, por exemplo, aponta que o Brasil ainda tem 45 milhões de pessoas vivendo totalmente excluídas do sistema bancário, movimentando fora dos bancos um total anual estimado em R$ 820 bilhões, especialmente no mercado informal, historicamente ignorado pelos grandes bancos no país.

“É um volume muito alto, eu não tinha ideia do quanto se transacionava dentro do setor informal e dentro das comunidades”, afima Miranda, nascido e criado em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense que fica a cerca de 15 km do Complexo do Alemão.

“Atendemos o cliente que não sabe usar a máquina e tem vergonha de falar, está com nome sujo ou o comerciante que dá o cartão para os funcionários que pedem para receber em dinheiro porque a conta (bancária) está com uma pendência e precisam levar dinheiro para casa. A gente ensina a mexer em tudo e dá um cartão preto pra ele, um cartão black pré-pago de crédito, para elevar a autoestima dele”, diz o CEO da fintech.

Miranda afirma ser esse o diferencial de sua empresa em relação aos concorrentes. “É o valor que damos ao cliente. No cartão pré-pago você bancariza ele de novo”, diz Miranda, que tomou dinheiro emprestado para comprar a primeira leva de máquinas e contou com o investimento de um empresário para comprar o segundo lote.

Criada há um ano, a Silicon Pay tem 400 clientes cadastrados em Caxias e no Complexo do Alemão, com transações mensais que giram em torno de R$ 2 milhões, segundo Miranda. A estimativa do empresário é de que, só no Alemão, existam 2 mil pontos comerciais com potencial para virarem clientes.

A meta da Silicon Pay — nome inspirado no Silicon Valley berço das startups e empresas globais de tecnologia nos Estudos Unidos — é chegar a R$ 10 milhões em transações só no Alemão em até um ano.

Miranda mora sozinho e paga as próprias contas desde os 14 anos, mas demorou a se sentir empreendedor de verdade.

Formou-se em Marketing estudando à noite e vendendo sacolas plásticas no Ceasa durante o dia, mas diz que aprendeu mesmo sobre o mundo dos negócios convivendo com empresários que o inspiram e que ele considera mentores, como Luciano Vital e Daniel Orlean, com quem diz ter conhecido a “a rotina dos empreendedores de alto padrão” para entrar no mundo das fintechs.

“O cara que cria uma startup na favela quer ser tratado como empreendedor, porque ele é. É muito mais difícil para ele empreender do que para o cara que nasceu do lado do Shopping Leblon com o investimento inicial do pai dele. O cara começa do zero e tem que vender para pagar salário. Fica endividado, sem credibilidade nenhuma”, diz Miranda, que não vê como exclusão a ausência das grandes empresas nas favelas, mas reconhece que elas estão perdendo uma enorme oportunidade de negócios, o que abre espaço para empreendedores locais.

“Naturalmente acho que eles preferem atuar em áreas melhores, com mais segurança, mais pavimentação. Destesto vitimismo”, diz. “Os empresários têm que começar a prestar atenção nessas startups que estão crescendo nas comunidades. Verdadeiros heróis, sem estrutura”, acrescenta.

Ele cita o exemplo da Cptech, de Herbert, de quem Miranda se diz grande admirador. Como muitos fundadores de startups do Vale do Silício, Miranda faliu sua primeira empresa aos 24 anos, mas, em seu novo empreendimento, acaba de receber um sonhado “capital anjo” no valor de R$ 100 mil do Investe Favela, o que ajudará a crescer em larga escala, como se exige das startups.

Mercado bilionário

O “G-10 das favelas” tem na lista as comunidades da Rocinha (RJ), Rio das Pedras (RJ), Heliópolis (SP), Paraisópolis (SP), Cidade de Deus (AM), Baixadas da Condor (PA), Baixadas da Estrada Nova Jurunas (PA), Casa Amarela (PE), Coroadinho (MA) e Sol Nascente (DF).

A ideia de criar o grupo surgiu a partir de uma pesquisa divulgada no ano passado pela Outdoor Social, empresa de impacto social voltada para classes populares que prevê que em 2019 o potencial de consumo das 10 maiores comunidades e periferias é de mais de R$ 7 bilhões.

Para chegar a esses números, a pesquisa cruzou informações sobre hábitos de consumo da Pesquisa de Orçamento Familiar, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de endividamento das famílias da Serasa Experian e do Banco Central.

“A maioria dos executivos das grandes multinacionais tende a focar suas ações de marketing nas classes de maior poder aquisitivo. Os hábitos de consumo dos moradores das periferias são pouco conhecidos e sobre eles se criaram muitos mitos e paradigmas”, diz Emília Rabello, fundadora do Outdoor Social.

A exemplo dos grandes blocos econômicos, o G-10 terá encontros regulares e termos de cooperação voltados a ampliar o impacto social de suas parcerias.

“Vamos reunir dados e bolar estratégias para que as comunidades realmente se tornem polos de negócios sustentáveis”, diz o advogado Daniel Cavaretti, 35 anos, membro da comissão organizadora do G-10.

“Podem sair grandes empreendimentos e ‘unicórnios’ da favela”, diz, em referência ao nome dado na linguagem das startups a empresas avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais.

A ideia do G-10, diz Gilson Rodrigues, de Paraisópolis, é inspirar o Brasil inteiro a olhar para a favela. “As pessoas acham que a favela é ‘coitadinho’. A gente quer mostrar que é uma potência, dá para ganhar dinheiro, dá para crescer. Não estamos em situação de ficar refém de ninguém; nem da polícia, nem de bandido, nem de político”, afirma.

“Queremos ser agentes da nossa própria transformação e com o tempo vamos nos libertar de todos esses problemas”, diz Rodrigues, que lidera a iniciativa junto com Reginaldo Lima, do Alemão, e afirma que já estão confirmados para o encontro de novembro representantes de Ceará, Rio e São Paulo, mas a ideia é estender o convite a todas as comunidades do país. “Queremos aumentar para G-20, G-30”, diz.

Um ponto importante para os organizadores da iniciativa é deixar claro que o objetivo não é arrecadar doações ou patrocínio, mas investimentos que gerem tanto retorno ao investidor quanto o desenvolvimento econômico das comunidades.

O capital será devolvido pelo empreendedor em um prazo de três a cinco anos, e o investidor tem direito a compra de participação minoritária no empreendimento.

“Tem uma relação saudável do capitalista que investe para a gente, colocou o dinheiro em uma área que tem preconceito, mas ele continua sendo o capitalista de sempre”, define Lima.

Analfabeto até os 25 anos, ele aprendeu a ler em materiais que coletava no lixo de um prédio nos arredores do Alemão e sabe o valor da oportunidade.

“Catava o lixo de um prédio e tinha um lixo de textos que me deixavam confusos. Um dia eu vi que eram de um professor de filosofia e (aquilo) começou a me provocar. Professor Paulo estava passando por um câncer super agressivo. Nos meses de vida dele, por quatro ou cinco meses, eu tive uma imersão no mundo da filosofia’, conta Reginaldo que, aos 53 anos, se tornou autodidata.

Formato financeiro

No evento do dia 23, empreendedores das comunidades poderão fazer um “pitch” — como é chamado na linguagem dos negócios o discurso de “venda” para convencer os investidores — a dois fundos: o Investe Favela e o Fundo Alicerce.

Enquanto o primeiro é liderado por Gilson e Reginaldo e criado a partir do dinheiro de empresários que preferem não terem seus nomes divulgados, o segundo é liderado pelo empresário Paulo Nogueira Batista, do grupo Alicerce Educação, e por Gilson, de Paraisópolis, que são sócios no fundo.

Batista, 35, advogado com carreira no mercado financeiro, fundou há cerca de um ano a startup de impacto social voltada a reforço educacional justamente para as periferias.

“Oferecemos educação de alta qualidade, com os melhores modelos de fora do país, por R$ 150 por mês, no contraturno da escola para famílias de classe média e mais pobres”, explica o empresário, que já tem 12 unidades em bairros como Brasilândia, Grajaú e Vila Prudente, e deve abrir mais 40 até 2020, inclusive em Paraisópolis.

O Fundo Alicerce destinará R$ 2 milhões na primeira etapa a 17 empreendimentos da periferia, que ainda serão selecionados. O critério de seleção priorizará iniciativas que vendam produtos ou serviços nos bairros do centro expandido, ou substituam produtos que a favela compra desses bairros, para melhorar a “balança comercial” das comunidades.

“Acho que a parte do empresariado que não conhece a periferia e não sabe as oportunidades que existem lá certamente tem medo de investir”, diz Batista. “Mas quem já abriu os olhos vê que é plenamente seguro. Tem muita oportunidade de ganhar dinheiro nas favelas.”

Os projetos selecionados para receber aporte dos fundos precisam, além do impacto social, darem lucro, e serem sustentáveis sem depender de doações. “Tem que vender, não adianta ser um projeto cool, um projeto bonito, que não dê dinheiro. Não adianta ser um PPT sem o XLS”, brinca o empresário.

A mineira Liza Vasconcelos Simões, 27 anos, diretora executiva do Investe Favela, diz que a diferença em investir em empresas da favela é que muitas vezes os empreendedores tiveram menos oportunidade de acesso à educação de qualidade.

“O acesso à educação nas favelas é muitas vezes interrompido, é recorrente abandonarem a escola com 13, 14 anos para começarem a trabalhar e trazer dinheiro para casa. Aí depois ficam desempregados e não têm como voltar para a escola, ficam nesse limbo”, diz, explicando que tal situação cria um abismo que afasta os jovens da periferia das aceleradoras de startups.

“É um processo pedagógico, são quase dois mundos diferentes. Uma realidade injusta, e aí você vai lá e encontra tantos empreendedores maravilhosos”, diz. “O relacionamento (entre) favela e asfalto é absolutamente difuso, o que cria um mercado paralelo, completamente potente.”

E a violência?

Na sexta-feira (04/10), enquanto uma reportagem da agência BBC, conversava com alguns moradores por telefone sobre os empreendimentos, o Alemão vivia mais um dia de tiroteios entre facções.

Vídeos espalhados pela internet mostravam tiros cruzando o céu e corpos de pessoas mortas durante os tiroteios na guerra daquela semana. No dia 1 de outubro, a favela também ficou cheia de policiais ao ser palco da reconstituição da morte de Ágatha Félix, de 8 anos, que morreu baleada no dia 20 de setembro quando voltava para casa com a mãe em uma Kombi no Alemão.

“Fundei a empresa à base de muito tiroteio de madrugada, muita briga de tráfico entre facções. Criando o nome da empresa, o branding, a gente dentro. E não falo só do complexo, falo de periferia em geral’, diz Hugo Miranda, da Silicon Pay.

Herbert, da Cptech, também passou por experiências semelhantes. “Nossa sede é na ONG Educap, no Complexo do Alemão, e às vezes nós não podemos ir até o nosso local de trabalho por violência”, diz.

No dia em que a reportagem conversou com Herbert, eles preferiram não ir até o escritório porque ocorria a reconstituição de um crime. “A nossa vantagem é que trabalhamos com tecnologia, e podemos trabalhar de qualquer lugar”, diz.

Gilson, de Paraisópolis, diz que muitos investidores que deixam de aplicar dinheiro em startups nas favelas têm ideias equivocadas sobre o impacto da violência nos negócios, e a ideia é que um modelo com lideranças claras aproxime mais o capital das comunidades.

“Tem muita gente que acha que para investir na favela tem de pagar pedágio para o tráfico”, diz, acrescentando que tal problema não faz parte da rotina de Paraisópolis e de muitas outras favelas.

Capital anjo e banco na favela

Além da Cptech e da Silicon Pay, do Alemão, outro projeto que receberá investimentos na incubadora é o Banco de Paraisópolis, que terá não só conta digital, mas unidade física para também servir de efeito “pedagógico” para uma população que nunca teve conta em banco, e trabalha na maioria no setor de serviços, como faxina e portaria.

“O perfil da comunidade é um cara que guarda o dinheiro no colchão. Ele quer ver o boleto pago e guardar cinco anos para não dar problema. Então esse processo de mudança para o digital vai demorar um pouquinho”, diz Gilson Rodrigues.

O banco será criado em modelo de Empresa Simples de Crédito (ESC), por meio de uma holding que deve estar operante dentro de 20 dias. E terá também plataforma digital e um cartão pré-pago em três categorias: um sem valor mínimo, um para quantias a partir de R$ 500 e um cartão black, de R$ 1.000.

Os ricos pioneiros da favela

Mas se engana quem pensa que é nova a ideia de que se pode ganhar dinheiro na periferia. Empresários mais antigos, que vieram do Nordeste nos anos 90 sem família e sem ter onde morar, lidam hoje com a fama de “milionários” da região e servem de inspiração para os jovens empreendedores.

Manuel Cícero, por exemplo, e José Flavio de Souza Soares, ambos com 47 anos, têm histórias parecidas; sem concluir o ensino básico e sem apoio financeiro ou orientação, ambos alcançaram uma vida muito mais confortável do que imaginariam.

As decisões, para eles, eram de curtíssimo prazo: embora não tivessem recursos para a sobrevivência, usavam o dinheiro de uma venda para comprar o próximo estoque, e iam crescendo a partir daí.

“Já nasci com o dom para ganhar dinheiro desde que era criança em Triunfo, Pernambuco. Deixei minha família, meu pai, depois fui buscando um a um. Vim com o intuito de ganhar dinheiro”, diz Cícero, que hoje tem três unidades da loja de material de construção Três Irmãos em Paraisópolis.

Soares, que hoje é conhecido na favela como referência de empresário bem-sucedido na comunidade, diz que já quebrou muitas barreiras que hoje são hoje mais suaves para os novos empreendedores.

“Quando eu comecei a comprar dos grandes distribuidores, quando chegavam na favela não queriam entregar. Muitos motoristas chegavam, não entravam e falavam que foram ameaçados. Já tive que pegar mercadoria na avenida Francisco Morato, na avenida Giovanni Gronchi (vizinhas a Paraisópolis, no bairro do Morumbi) e os caminhões paravam lá. Fui quebrando esses paradigmas”, diz o dono da ESPan, loja de produtos para embalagens com 20 funcionários registrados em carteira assinada.

Na época, não havia também um plano de negócio. Soares vendia o que conseguia comprar, sacolas plásticas aqui e ali, e ia tendo ideias criativas pelo caminho.

“Quando eu juntava dinheiro para fazer um pedido mínimo eu fazia, inventava outra mercadoria”, lembra o empresário, que muitas vezes se viu endividado, sem capital de giro ou apoio de mentores ou investidores. “Hoje o preconceito é bem menor, e a favela é essa potência.”

Para Gilson Rodrigues, casos como esses mostram que o potencial de consumo nas favelas nunca esteve adormecido, como pensam muitos investidores “do asfalto”. “Nos eventos que participo sobre empreendedorismo, muitas vezes, o tema consumo nas periferias é tratado como ‘potencial adormecido’ e eu sempre digo que quem está dormindo é quem não está investindo nas favelas.” BBC

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