Fontes solar e eólica devem injetar mais da metade da carga energética em 2022

As energias solar e eólica devem ser responsáveis pela expansão de mais da metade da carga energética prevista para entrar no sistema brasileiro em 2022. E com o aumento na produção dessas matrizes energéticas, a expectativa é que os riscos de racionamento e apagão sejam cada vez mais remotos, segundo empresários do setor

As energias solar e eólica devem ser responsáveis pela expansão de mais da metade da carga energética prevista para entrar no sistema brasileiro em 2022. E com o aumento na produção dessas matrizes energéticas, a expectativa é que os riscos de racionamento e apagão sejam cada vez mais remotos, segundo empresários do setor.

Isso porque, atualmente, a energia eólica e solar juntas representam apenas 13,6% da fonte energética brasileira, enquanto as hidrelétricas, que dependem do volume de chuvas, são responsáveis por 57,1% da produção de energia do país.

A projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra que as usinas eólicas devem manter o ritmo de expansão no Brasil e subir o atual patamar de 20,5 gigawatt (GW) de capacidade instalada no país para 26,4 GW em 2022. Pelo menos US$ 35,8 bilhões foram investidos para aumentar a capacidade da matriz nos últimos 10 anos no país.

Já a energia solar deverá ter um aumento de 3,1 GW em 2022, passando para 15,6 GW. Segundo os dados da Aneel, o setor é responsável por 12,5 GW atualmente. Para a expansão dessa matriz energética, a agência estima que foram empregados aproximadamente R$ 62 bilhões nos últimos nove anos.

Segundo a expectativa da Aneel, ambas as fontes devem manter o ritmo de crescimento dos últimos anos e seguir como líderes nos negócios de geração energética, principalmente na expansão para o mercado livre, em que empresas geradoras, comercializadoras e consumidoras negociam livremente o fornecimento de energia elétrica.

A energia solar e eólica também se mostraram relevantes durante a pior crise energética dos últimos 91 anos no Brasil, quando o baixo volume de chuvas no país reduziu drasticamente a atuação das hidrelétricas. Em setembro, por exemplo, as usinas do Sudeste/Centro-Oeste chegaram a registrar apenas 16% do volume total. Em contrapartida, no mesmo mês, a geração eólica no país foi de 10 mil megawatts (MW), melhor índice de 2021 para o setor.

“O consumo de energia tende a aumentar nos próximos anos, por conta do crescimento da população e do desenvolvimento tecnológico, principalmente pela maior demanda de automóveis elétricos. Desta forma, ampliar as fontes energéticas disponíveis no Brasil é importante e a energia solar é uma opção viável”, destacou Carolina Reis, diretora comercial do Meu Financiamento Solar.

O Brasil possui capacidade energética total 180,6 GW. Em valores absolutos, as hidrelétricas correspondem a 103 GW, enquanto as usinas eólicas 20,1. Logo em seguida aparecem o Gás Natural e a Biomassa com 16,3 e 15,5 GW, respectivamente. CNN

Por

contato@oestadorj.com.br

Webjornal Oerj - O Estado RJ > No ar desde 28/05/2007 > Promovemos o Projeto Futuro Jornalista.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e