Flávio Bolsonaro: após ausência, defesa sugere acareação em outubro

Flávio não constava como alvo da Furna da Onça, mas Fabrício Queiroz, seu assessor à época, era mencionado em um documento anexado ao inquérito

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) peticionou hoje pedido para que a acareação entre ele e Paulo Marinho seja realizada em 5 de outubro, no gabinete dele, em Brasília. 

A acareação foi marcada pelo Ministério Público Federal para esta segunda-feira, às 15h, na sede do MPF no Centro do Rio. Porém, apenas Paulo Marinho compareceu ao local. Segundo o advogado de Flávio, Rodrigo Roca, o parlamentar está hoje em uma agenda no estado do Amazonas.

A acareação é referente a um possível vazamento de informações quando da Operação Furna da Onça, que investiga o suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na época em que o filho “Zero Um” do presidente Jair Bolsonaro era deputado estadual.

O então suplente de Flávio Bolsonaro, Paulo Marinho, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que o senador o avisou de que as investigações poderiam atingi-lo. Flávio não constava como alvo da Furna da Onça, mas Fabrício Queiroz, seu assessor à época, era mencionado em um documento anexado ao inquérito. Ainda de acordo com Marinho, após ter sido informado da operação, Flávio exonerou Queiroz de seu gabinete. O senador nega as acusações.

Marinho repetiu as afirmações ao MPF e à PF. Para o Ministério Público, um dos dois está mentindo e o motivo da acareação é justamente tentar descobrir qual das versões é a verdadeira. 

“A defesa do Senador Bolsonaro esclarece que a sua ausência no ato de hoje se deveu a compromissos da sua agenda oficial, que o fizeram estar no Amazonas nesta data. Essa possibilidade foi levantada há cerca de um mês, por escrito, diretamente ao MPF, que não quis alterar a data apesar de expressa disposição legal. Hoje a defesa ingressou com nova petição, sugerindo a data de 05/10/2020 para a realização do ato. Quanto à tese de crime de desobediência insinuada pela Procuradoria, é lamentável sob vários aspectos. Nem o Procurador da República poderia dar ordem ao Senador e nem essa “ordem”  seria legal, pelo que constituiria uma impropriedade técnica com poucos precedentes na história do Judiciário Fluminense”, disse a assessoria do senador.

Procurado, o MPF enviou a seguinte nota: “O procurador Eduardo Benones  está analisando o documento enviado hoje ao MPF, que justifica o não comparecimento do senador, e irá avaliar quais serão as medidas cabíveis no caso.” CNN

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