Feliz ano novo de novo!

Finalmente o ano está começando agora. Foram mais de 70 dias na expectativa e na preparação de projetos tipo “fazer uma dieta”, “trocar de emprego”, “criar meta anual”, etc. A verdade é que no Réveillon sempre ouvimos as pessoas comentando que depois do carnaval eu vou fazer isso ou aquilo… E não são poucas as pessoas que pensam dessa forma. Talvez um inconsciente coletivo nos leva a ter esse tipo de proposta no início do ano. E eu me pergunto: O que nos leva a esse pensamento?

Bem, sinceramente eu não consigo obter uma resposta coerente. Muitos poderão dizer que esses dias que antecedem o carnaval acabam por se perder, devido as pessoas que já começam o ano pensando no feriadão do carnaval (isso por que costuma ser prolongado em até 10 dias) em programar e organizar essas miniférias. Outros por que o mundo business só funciona após essa data. E existe aquele grupo que, independente da época do ano, falou em feriadão o foco se desvia. A verdade é que em qualquer uma das situações acima temos um motivo que se torna relevante à medida que as explicações se procedem.

Muitos profissionais não conseguem tirar férias ao longo do ano e acabam por se satisfazer com esses dez dias que acabam tendo no feriado de carnaval. Não deixa de ser uma boa opção para se divertir e descansar. Já alguns empresários, ou mesmo o comércio em geral, percebe que durante esse hiato poucos negócios são feitos ou concretizados. Por isso é um período que temos poucas novidades nesse setor. E por último e não menos importante são aqueles que conseguem tirar suas férias normalmente e não ficam presas entre o início do ano e a festa da carne, são as pessoas que curtem qualquer feriado, seja ele qual for. Adoram programar seus feriados antecipadamente e contam os dias para aproveitá-los.

Esse grupo de pessoas é muito grande e ele sempre arruma uma maneira de driblar as dificuldades que o país vive na economia. O importante é viajar, se divertir, relaxar, repor as energias, etc. E eu tenho que admitir que eles estão certos. A vida que levamos não é nada leve, muito pelo contrário, é pesada demais, tensa demais. Precisamos sim, tirar uns dias para estar entre pessoas que amamos sem que tenhamos que olhar para o relógio e pensar no trabalho. E digo mais, independente se o feriado será chuvoso ou não, o que vale é a descontração e a leveza do momento. Você acordar e não ter a preocupação de tomar um café rápido e sair correndo para não chegar atrasado no trabalho e ter que ouvir seu chefe reclamar da hora que chegou, não tem preço, ou melhor, tem sim, mas você faz uma força para pagar pelo menos uma vez ao ano.

Esse ano foi um desses que, mesmo embaixo de chuva, valeu muito a pena sair em miniférias, e eu digo mini porque ainda tem gente que está curtindo esse feriado que ainda não acabou. Chuvas, temperaturas abaixo do que é esperado nessa época do ano, mas nada disso foi motivo para muitas pessoas que pegaram a estrada desde quinta-feira passada e só voltam no próximo domingo, dia 1º de março. Até os que não viajaram, optaram por ficar em casa por algum motivo, estão felizes por ter tido a oportunidade de descansar e repor as energias. Eu fui um desses que ficou em casa repondo as energias e procurando organizar minha agenda para o ano que está se iniciando agora em março, mais precisamente em 2 de março, uma segunda feira que promete trazer todos ao mesmo momento.

Que esses mais de 70 dias “perdidos” não nos façam falta durante o restante do ano. Que consigamos atingir nossas metas e objetivos rascunhados em janeiro e só agora passados a limpo. Que nossas energias sejam suficientes para aguentar tudo que nos espera ao longo de 2020. E que tenhamos responsabilidade para entender e respeitar o que está por vir nesses dez meses que faltam para findar mais um ano em nossas vidas. Vamos acreditando sempre que a luz no fim do túnel não é um sonho e sim uma possível realidade.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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