Febre não é inimiga do nosso corpo

Ela é um sintoma que funciona como alerta para diversas doenças

A febre é sinal de que algo está errado em nosso corpo. É através dela que o organismo se manifesta informando que tem alguma anormalidade. E sua maneira de mostrar isso é elevando a temperatura do nosso corpo. Mas a febre não é de todo mal, ela também ajuda o sistema de defesa a afastar o agente agressor que causa as infecções.

O infectologista pediátrico Tony Tahan explica: “O corpo apresenta elevação da temperatura quando é infectado por um vírus ou bactéria no intuito de começar a combater estes agentes. Os micróbios preferem a temperatura normal do corpo (36ºC), assim, para defender dos agentes, a pessoa produz a febre para aumentar a temperatura e ajudar a eliminá-los”.

“Portanto, a febre tem seu lado benéfico que é mostrar que está acontecendo uma infecção e também ajuda no combate aos vírus e bactérias. Mas também tem seu lado ruim que são o mal-estar, risco de convulsão, indisposição, sensação de calor e suor”, acrescenta o infectologista.

Normalmente, a febre aparece quando o organismo é agredido por infecções originadas de bactérias, vírus, fungos e parasitas. Podendo surgir ainda pelas não infecciosas, como em transfusões sanguíneas incompatíveis, doenças reumáticas, doenças auto-imunes, câncerleucemia e linfoma.

De acordo com a pediatra homeopata Claudia Carneiro, “Aumentos da temperatura corporal podem ocorrer também em situações que não indicam doença, como exercício físico, ambientes muito quentes ou frios, excesso de roupa etc”.

Reações e recomendações

Quando ocorre uma elevação brusca da temperatura, existem casos em que a febre pode causar delírios e convulsões.  Como defesa para o nosso organismo o corpo é tomado por uma sonolência profunda que pode levar a pessoa a ter reações sem sentido (delírios), como foi o caso de Felipe dos Santos Oliveira, 20. “Quando ele era criança, costumava ter febre muito alta e dizia que estava vendo bichos, coisas sem sentido; eu medicava em casa, mas quase sempre não resolvia, então o levava no pronto socorro para tomar medicação injetável”, relata a mãe de Felipe, Nadja Valéria dos Santos, 43, auxiliar de produção.

Os casos de convulsão costumam atingir a faixa etária de seis meses a seis anos e a melhor forma de tratá-los é medicando com antitérmico, porém, durante a crise, a criança não deve tomar nenhuma medicação via oral e nem deve-se dar banhos, pois há risco de sucção. O melhor a se fazer no momento da convulsão é manter o indivíduo deitado para que não ocorram traumas. E  procurar o quanto antes uma unidade de saúde para avaliação médica.

Outras recomendações são: não utilizar álcool para baixar a febre, pois pode causar intoxicação ao ser inalada ou absorvida pela pele. E evitar banhos frios e gelados, eles não ajudam a diminuir a temperatura, apenas causam desconforto.

Parâmetros de temperatura

Abaixo 35º – Hipotermia
35º a 37,2º – Temperatura normal
37,2º a 37,8º- Subfebril
37,8º a 38,9º – Febre baixa
39º pra cima – Febre alta

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