Febre Maravilha

A ansiedade pela estreia de 'Mulher Maravilha 2' faz novos fãs redescobrir antigo seriado e origem da personagem

A heroína dos quadrinhos criada nos anos 40, ressurge no final dos anos de 2010 para revolucionar com o filme ‘Mulher Maravilha’ e as expectativas para ‘Mulher Maravilha 1984’ só aumentam.

Mesmo que recentemente tenham dado uma nova origem a personagem, por conta de um reboot nos HQs, a verdadeira origem da Mulher Maravilha sempre será idealizada por seu criador em 1941, que diz que ela foi esculpida do barro pela mãe, a Rainha da Amazonas Hipólita, pois não havia homens em Themyscira, uma ilha oculta do mundo humano. A escultura foi abençoada por todos os deuses do Olimpo, que deram vida e poderes a desejada filha da Rainha. Mandada ao “mundo dos homens” para propagar a paz, a Mulher Maravilha se torna a defensora da verdade e da igualdade. Seu laço da verdade se torma seu maior simbolo.

Por sua origem divergente e a ansiedade quanto ao novo filme, o grande interesse pela personagem fez muitos redescobrirem o seriado ‘Mulher-Maravilha’ com Linda Carter como a personagem dos quadrinhos DC.

Também foi lançado o filme sobre o criador da personagem e a sua criação, ‘Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas’.

Criação e criador

Diana de Themyscira, também é conhecida por Diana Prince, sua identidade secreta no mundos humanos e teve sua estreia na revista ‘All Star Comics’ de dezembro de 1941, nos Estados Unidos.

Escrita pelo psicólogo William Moulton Marston, usando o pseudônimo de Charles Moulton, e desenhada por H. G. Peter a história da heroína faz sucesso e ganha em maio de 1942 sua própria revista ‘Wonder Woman’ que em 1944 passou a ser publicada pela DC Comics.

Antes do sucesso da Mulher Maravilha um forte grupo opositor, julgava os quadrinhos como péssimas influências para as crianças. Enquanto William Moulton Marston, que era um psicólogo conhecido por inventar o polígrafo, saía em defesa e falava do potencial educacional dos quadrinhos. O que chamou a atenção de Max Gaines, que o contratou como consultor educacional da National Periodicals of American publications e All-American Publications, as companhias que se fundiriam e se tornariam a DC Comics.

Max Gaines encarrega William Moulton Marston de criar um personagem diferente e ele aceita o desafio, pensando que esse novo herói buscaria pela paz e pelo amor, combatendo a guerra.

Elizabeth Marston, a esposa do psicólogo, o inspira na a criação da primeira heroína de quadrinho, mas não seria a única inspiração.

O psicólogo aceita a sugestão da esposa de criar uma heroína e se inspira fisicamente a personagem na outra mulher de sua vida, Olive Byrne, a qual vivia junto com ele, sua esposa e seus filhos, em uma relação consensual.

Esse estilo de vida era porque ele achava que as mulheres deveriam ser tão livres e independentes quanto os homens, com direito a fazer escolhas. Ele inclusive incentivava o movimento sufragista, que dava as mulheres direito ao voto, além de ser um feminista assumido.

Max Gaines gostou da ideia e assim nasceu a Mulher Maravilha, a qual tem o desenho desenvolvido por H. G. Peter, escolhido porque nos anos de 1910, o desenhista fez parte da equipe artística da revista Judge e contribuiu para a página sufragista The Modern Woman.

Quando a Mulher Maravilha foi criada, o mundo dos quadrinhos era estritamente do domínio masculino, logo era importante criar um distanciamento e H. G. Peter foi a escolha perfeita.

Diferente das tramas violentas conhecida, a personagem se destacava pelas histórias que ensinavam as crianças que não deviam seguir o ideal de superioridade masculina, pois o psicólogo via como prejudicial para o desenvolvimento de uma sociedade igualitária. Além disso, a personagem não faz uso de violência, exceto em autodefesa ou em defesa de outros, e o amor é a chave para sua força.

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