EUA têm oitavo dia de manifestações após morte de George Floyd

Diversas cidades decretaram toques de recolher no país para a noite desta terça-feira

Os Estados Unidos vivem nesta terça-feira (2) o oitavo dia consecutivo de manifestações após a morte de George Floyd. Os protestos se reivindicam como sendo antirracismo e contra a violência policial contra pessoas negras. Com toques de recolher decretados, confrontos entre policiais e manifestantes vem sendo registrados, sobretudo na parte da noite.

Diversas cidades decretaram toques de recolher no país para a noite desta terça-feira. Na lista, a capital Washington (o Distrito de Columbia), a cidade de Nova York, o condado de Los Angeles e outros municípios da California, e Cleveland, em Ohio.

Apesar da origem da crise ser em Minneapolis, boa parte dos olhos também estão voltados para Washington. Na noite de segunda-feira (1º), o presidente Donald Trump, que condenou a morte de Floyd, mas tem adotado postura crítica aos protestos, prometeu usar militares caso governadores não ajam contra o que chamou de “distúrbios”.

Em meio aos temores, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos elevou para o segundo nível mais alto as condições de segurança do Pentágono e outras instalações militares da capital americana. Chamado de “Charlie”, o novo protocolo é adotado quando um incidente ocorre ou há informações de inteligência indicando alguma forma de terrorismo contra autoridades ou instalações sendo considerada “provável”.

Em Los Angeles, o protesto desta tarde foi pacífico e contou a presença do prefeito Eric Garcetti. Manifestantes exibiram aos policiais placas em que “mostravam para eles que a frustração era com algo que acreditam [os manifestantes] ser algo sistêmico”, relatou a repórter da CNN, Stephanie Elam. Apesar disso, a cidade entrará na terceira noite seguida de toque de recolher obrigatório.

Em Nova York, segundo reportagem da CNNsão diversos protestos diferentes. Um dos maiores é um que partiu da sede da polícia local, que transcorre de uma forma pacífica e está no Union Square, local que foi palco de confrontos no final de semana. Está sendo realizada uma grande assembleia no local.

Reformas

Medidas vem sendo adotadas como reação aos movimentos de rua. Primeiro, Derek Chauvin, policial que ajoelhou no pescoço de Floyd antes da morte do homem negro, foi preso. Segundo a família do homem, a autópsia de George Floyd indica homicídio por asfixia.

Nesta terça, o Departamento de Direitos Humanos de Minnesota anunciou uma investigação sobre cumprimento de direitos civis na polícia de Minneapolis, cidade onde o homem morreu. A investigação será ampla e vai abordar os últimos dez anos.

“Calar é consentir. Os minnesotans podem esperar que o nosso governo usará todas as ferramentas a nossa disposição para desconstruir gerações de racismo sistêmico no nosso estado”, afirmou o governador Tim Walz, em comunicado.

O movimento do Minnesota teve eco em Illinois, onde o governador J.B. Pritzker defendeu a necessidade reforma policial. “Mudanças reais e estruturais, vindas de um protesto acompanhado por políticas. Isso significa uma reforma policial com investigações genuínas, transparência e fiscalização”, afirmou. CNN

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