Eu e a minha EUquipe

Jornalista sim, e daí?

Sinto uma sensação de que essa minha profissão já não tem aquele glamour, aquela coisa linda que éramos há um pequeno tempo atrás. Pessoas cada vez mais se tornando ilustres em cima de uma profissão, ainda que sem diploma ou sem aquela experiência linda que caiba num cargo desse porte.

Escrevem postam, filmam fotografam como se não existisse um amanhã. A vida vai cobrar caro por isso tudo. Bobeiras na maior parte do tempo, mentiras, fotos, mortes sem fim, fofocas. Muitas, principalmente daqueles que estão num patamar diferenciado, que deveriam apenas cuidar das milhares de vidas, das cidades, do mundo. Publicam, postam e espalham como sarna. Às vezes funciona: coça. Um milhão de cliques, de likes, de seguidores. Pronto: A mentira se tornou verdade.

E que interferem no movimento da Terra, das estrelas, essas mixarias que nunca brilharam e se aproveitam do momento para se postarem como planetas. Que nunca brilharam e que vão cair feito pedra pomes, antes vinda de uma explosão de um vulcão qualquer, mas que se tornaram leves e sem quase função nenhuma, a não ser amaciar os calos dos pés.

Outros jornalistas de fundo de quintal andam fazendo de si uma ponte para um esquecimento rápido, com direito a pastelão, típicos de O Gordo e o Magro. Bobões, é o que dizem alguns quetais. Fanfarrões, outros tais quais. Babacas, diz a maioria.

É preciso coragem para ser diferente e ter o poder de fazer a diferença.

E assim caminha a humanidade, procurando as verdades perdidas no meio de tanta inutilidade eloquente. E que raios isso tem a ver com o tema dessa coluna? Tudo, ao menos para quem me conhece, e sabe que tenho nas palavras minhas mascotes preferidas, uso e abuso delas sem que elas se ofendam. Pelo contrário, ponho na tela, no papel ou até na cabeça, detalhes que só eu vi, só eu notei e só eu guardei.

Vou aos fatos que acho interessantes, com a liberdade de saber o que mostrar, onde irritar, onde, e principalmente, quem acordar. E com a liberdade de não seguir nenhuma linha editorial, a não ser a minha. Sem rancor? Às vezes. Sem raiva ou vergonha? Nem tanto. Sem amor? Nunca.

Por

paula.toom@oestadorj.com.br

Jornalista, tradutora, revisora e redatora. Tem 3 cachorros, 3 gatos fixos e mais um monte ao seu redor. Cuida para que eles não sejam abandonados pelas sarjetas. É editora-chefe das colunas que você lê aqui.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e