Estatal russa interrompe fornecimento de gás para Polônia e Bulgária

Varsóvia e Sofia afirmam que a interrupção do fornecimento é uma quebra de contrato da Gazprom, a maior empresa de gás natural do mundo

A gigante de energia russa Gazprom interrompeu nesta quarta-feira (27) o fornecimento de gás à Bulgária e à Polônia por não pagarem pelo combustível em rublos, a resposta mais dura do Kremlin até agora às sanções impostas pelo Ocidente devido à invasão da Ucrânia.

Polônia e Bulgária são os primeiros países a terem o gás cortado pelo principal fornecedor da Europa desde o início do conflito estre Rússia e Ucrânia, que matou milhares de pessoas, deslocou milhões e aumentou o temor de um conflito mais amplo.

“A Gazprom suspendeu completamente o fornecimento de gás para Bulgargaz (Bulgária) e PGNiG PGN.WA (Polônia) devido à ausência de pagamentos em rublos”, disse a empresa em comunicado divulgado nesta quarta.

A Gazprom também alertou que o transporte do combustível via Polônia e Bulgária – que abrigam oleodutos que abastecem a Alemanha, Hungria e Sérvia – seria cortado se o gás fosse levado ilegalmente.

Varsóvia e Sofia afirmam que a interrupção do fornecimento é uma quebra de contrato da Gazprom, a maior empresa de gás natural do mundo.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que os países europeus paguem pelo gás em rublos depois que o Ocidente congelou os ativos russos e em grande parte cortou Moscou do sistema econômico por causa da guerra na Ucrânia.

Putin exigiu que os países que ele chama de “hostis” concordem com um esquema sob o qual abririam contas no Gazprombank e fariam pagamentos pelas importações de gás russo em euros ou dólares que seriam convertidos em rublos.

“Os pagamentos do gás fornecido a partir de 1º de abril devem ser feitos em rublos usando os novos detalhes de pagamento, sobre os quais as contrapartes foram informadas em tempo hábil”, disse a Gazprom.

A Polônia disse repetidamente que não pagará pelo gás russo em rublos e planeja não estender seu contrato de gás com a Gazprom depois que expirar no fim deste ano.

O ministro da Energia da Bulgária, Alexander Nikolov, disse que o país pagou pelas entregas de gás russas para abril e interromper o fornecimento de gás seria uma violação de seu contrato atual com a Gazprom.

“Como todas as obrigações comerciais e legais estão sendo observadas, está claro que no momento o gás natural está sendo usado mais como arma política e econômica na guerra atual”, disse Nikolov.

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