Estamos preparados para a retirada total das máscaras?

Uma medida de proteção que ajudou a salvar vidas prestes a ser removida do dia a dia do Brasil

Até 2020, não tinha o costume de ver ninguém andando de máscaras por aí. Minha observação nesse sentido sempre me remetia a países orientais, onde as pessoas têm o costume de usar máscaras para proteger o outro de qualquer doença transmissível pelo ar. Não havia pensado antes que o mundo todo adotaria esta prática para se proteger de uma doença tão mortal como a covid-19. Elas foram chegando aos poucos aos estados brasileiros e, por fim, estavam estavam presentes nos cenários do nosso dia a dia.

Com o avanço da vacinação pelo Brasil e a redução de mortes, aos poucos as máscaras estão sendo retiradas. Ao ar livre várias cidades brasileiras, a começar por São Paulo, já não exigem mais o seu uso. O estado de de São Paulo desobrigou no dia 16 de março o também uso da máscara em locais fechados. Com exceções para o transporte público e unidades de saúde. Alguns especialistas são contrários à medida e acreditam ser precipitada a retirada, apesar da queda no número de mortes e casos graves da doença. A decisão é polêmica e divide opiniões.

Descartar ou manter, qual a sua decisão?

Estamos tão acostumados a viver com a máscara, que acredito que muitos não se sintam seguros em retirá-las por completo. Mas estamos caminhando cada dia para mais perto dessa realidade, onde as pessoas voltem a se ver frente a frente, olho no olho. Mas estamos preparados para essa mudança brusca? A cobertura vacinal nos permite viver assim, sem essa proteção adicional? Cabe aqui uma grande reflexão, acredito até que precise ser profunda. Precisamos entender se os riscos serão aumentados, ou se estamos protegidos o suficiente pelas vacinas aplicadas. É importante também dizer que apenas a máscara, sem os devidos cuidados adicionais de higienização, não extirpam o risco. Precisamos estar cientes que o risco é menor, mas o vírus não foi eliminado. Todo cuidado ainda é pouco, frente a uma ameaça que nos cerca e está ainda tão latente em nossa sociedade.

Por

cristiane.lopes@oestadorj.com.br

* Jornalista e especialista em Gestão Cultural. Amante da cultura e das artes.

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