Escolas definem seus sambas para 2022

Na próxima semana começam a ser definidos os sambas que serão cantados no próximo Carnaval

Conforme ficou acertado entre a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e a TV Globo, nos dias 28, 29, 30 de setembro e 1 de outubro serão gravados os programas com as finais para a escolha dos sambas enredos. Os programas irão ao ar a partir de 16 de outubro, em rede nacional, aos sábados, logo após o programa Altas Horas.

Três sambas estarão concorrendo em cada agremiação. Segue então um panorama do que cada escola apresentará.

Portela. A azul branca cantará o tema “Igi Osé Baobá”. A partir da árvore sagrada originária da África, ela fará um link com suas origens e a força que carrega desde a sua fundação, exaltando suas raízes e a tradicional Velha Guarda.

Salgueiro. Com o tema “Resistência”, a vermelha e branca tijucana abordará a capacidade de resiliência da negritude, sem esquecer de suas raízes e tradições, ligadas à história negra no Carnaval carioca.

São Clemente. A escola de Botafogo vai homenagear o ator e comediante Paulo Gustavo, falecido recentemente. O título do enredo é “Minha vida é uma peça”.

Unidos da Tijuca. “Waranã, reexistência vermelha “. A partir da lenda do surgimento do guaraná, a escola aborda a questão indígena e alerta para a suas questões sociais e políticas.

Vila Isabel. Vai homenagear o seu maior baluarte e um dos maiores artistas brasileiros. “Canta, canta minha gente “, sobre a vida e obra de Martinho da Vila.

Viradouro. A atual campeã vai relembrar o Carnaval de 1919, considerado um dos mais animados de todos os tempos, o primeiro após a pandemia de gripe espanhola que dizimou milhões de pessoas. O título é bem sugestivo com os tempos atuais: “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria “.

Beija Flor. “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija Flor”, é o tema que procura enaltecer os feitos de personalidades negras, numa perspectiva de engrandecimento da raça, exaltando inclusive personalidades da própria escola.

Grande Rio. A tricolor de Duque de Caxias vai abordar a história do orixá Exu, com todo o simbolismo e nuances que ele representa. O título é “Fala Majeté, as sete chaves de Exú”.

Imperatriz Leopoldinense. “Meninos eu vivi. Onde canta o sabiá, onde canta Dalva e Lamartine”, vai contar a história de Arlindo Rodrigues, o revolucionário artista, um dos maiores carnavalescos da história dos desfiles das escolas de samba.

Mangueira. A tradicional verde e rosa vai falar de três de seus maiores personagens. “Angenor, José e Laurindo”, sobre o compositor Cartola, o cantor Jamelão e o mestre sala Delegado.

Paraíso do Tuiuti. “Kariba Tyie, que nossos caminhos se abram”, é o tema que já desperta a curiosidade de como o carnavalesco Paulo Barros irá abordar um tema afro, até então inédito para ele.

Mocidade Independente. A verde e branca da zona oeste presta uma homenagem a seu padroeiro e ao mesmo tempo resgata a origem do seu jeito de tocar o samba com “Batuque ao caçador”, sobre o orixá Oxossi.

Por

amilton.cordeiro@oestadorj.com.br

Jornalista, pesquisador de samba e compositor.

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