Primeiro trimestre registra alta de vendas imobiliárias

Pequeno aumento da confiança com a mudança de governo, traz melhores perspectivas para o setor imobiliário em São Paulo

O mercado imobiliário na cidade de São Paulo teve um pequeno aumento de vendas no primeiro trimestre deste ano, segundo pesquisa realizada pelo Secovi-SP. A crise no setor imobiliário não é de hoje e, por isso, os lançamentos de unidades residenciais novas veio diminuindo ao longo dos últimos dois anos.por Michele Alves

Em comparação ao primeiro trimestre de 2015, essa alta foi significativa, mesmo que em março de 2015 tenha acontecido 16% mais vendas que em março de 2016, de acordo com a Secovi-SP. Ainda assim, e mantendo uma tendência observada ao longo de 2015, o resultado ficou abaixo da média de 5,5 mil unidades entre os anos de 2004 e 2015. Mas, há perspectivas de melhoras para 2017, é o que esclareceu o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em entrevista exclusiva concedida ao O Estado RJ.

O Estado RJ – Como a crise que assola o país tem afetado o setor imobiliário na cidade de São Paulo?

Celso Petrucci – Já estamos passando pela crise há algum tempo nesse setor. Um exemplo é que em 2013 vendia-se entre 27 mil e 30 mil unidades novas. Em 2014 houve uma queda brusca para 21,5 mil, e 2015 teve 20 mil unidades novas vendidas. O mercado está sofrendo enorme falta de confiança, que atinge tanto o empresário como o consumidor.

OERJ – Quais as medidas usadas pelas imobiliárias para contornar a crise?

C.P. – Reduzir sensivelmente os lançamentos. Em 2013 houveram 30 mil lançamentos, já em 2015, 23 mil, e essa é a mesma previsão para 2016. Isso, ajuda a ajustar a oferta e demanda.

OERJ – Existe algum ranking para saber em que lugar está a cidade de São Paulo quanto ao volume de vendas de imóveis, em relação ao Brasil?

C.P. – São Paulo é e sempre foi a cidade com maior volume de vendas de imóveis do Brasil. Mesmo em épocas de baixa como a que estamos vivendo, São Paulo tem a melhor procura por unidades residenciais. Em segundo lugar normalmente está o Rio de Janeiro.

OERJ – Quais regiões da cidade de São Paulo apresentaram maior volume de vendas no primeiro trimestre de 2016?

C.P. – A zona Leste de São Paulo teve maior volume de vendas. Há um ranking onde a zona Leste é a primeira, depois vem a zona Norte e depois o Centro, porque são bairros onde os valores são mais baixos, então há facilidade maior na compra pelo consumidor. Depois vem a zona Sul e Oeste, onde há bairros residenciais com maior poder aquisitivo, então maiores também são os valores.

OERJ – A mudança de governo trouxe quais mudanças para o setor?

C.P. – Ainda há a baixa confiança no ambiente econômico e com as novas medidas nas alterações na legislação urbana, pode atrapalhar. Mas, com a mudança de governo, já percebemos que os movimentos nos plantões de vendas começaram a aumentar, e a expectativa, claro, é melhor para cada semestre seguinte. Há previsão de uma pequena melhora, lá para o 4º trimestre de 2016. Mas melhora mesmo é só para 2017.

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