Em resposta ao Ministério da Defesa, TSE nega existência de “sala escura” para apuração

Em relatório divulgado nessa segunda-feira (9), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que rejeitou as sugestões das Forças Armadas para mudanças nas eleições deste ano.

Foram negadas três das sete sugestões dos militares, informando que as demais já são adotadas. Entre elas a existência de uma “sala escura” para a apuração dos votos, argumento geralmente usado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Uma das sugestões das Forças Armadas, não tem nada a ver com sigilo das eleições, é que, no final, quando se encerram as eleições, e os dados vêm da internet para cá, tem um cabo no final que alimenta a sala secreta do Tribunal Superior Eleitoral. Dá para acreditar nisso? Sala secreta? Onde meia dúzia de técnicos dizem ali no final: ‘olha, quem ganhou foi esse’”, disse Bolsonaro em 28 de abril.

“Uma das sugestões é que esse mesmo duto que alimenta a sala secreta, os computadores, seja feita uma ramificação, um pouco à direita, para que temos, ao lado, um computador também das Forças Armadas para contar os votos do Brasil”, concluiu Bolsonaro.

O TSE declarou que as Forças Armadas confundem conceitos e cometem erros de cálculo para questionar as urnas eletrônicas, com nível de confiança de mais de 99%.

O Tribunal afirma que não são considerados, quando da análise do sistema eleitoral, as diversas camadas de segurança do sistema para evitar fraudes. E alegou que os militares também não levam em conta a realização das eleições nos últimos 20 anos sem nenhuma comprovação de fraude.

Em meio ao acirramento das tensões motivado pela presença de militares dentro da Comissão de Transparência, o Ministério da Defesa decidiu centralizar as demandas do grupo no que se refere às Forças Armadas.

Em ofício encaminhado ao TSE no dia 28 de abril, o ministro Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira pediu que as próximas solicitações, inclusive pedidos de reunião, sejam enviadas diretamente a ele. Mas, nem mesmo para Corte, ficou claro o motivo dessa mudança. A próxima reunião da Comissão está prevista para ocorrer no dia 20 de maio.

Nogueira reclamou de não ter sido recebido pelo presidente do TSE, ministro Edson Fachin, para discutir o tema.

“Diante da impossibilidade de tê-lo feito, pessoalmente, solicito que vossa excelência que, a partir dessa data, as eventuais demandas da comissão sejam direcionadas às Forças Armadas sejam encaminhadas a esse ministro”, solicitou Nogueira.

O Ministério da Defesa informou que não solicitou a retirada do general Heber Garcia Portella da Comissão e que ele segue sendo o representante das Forças Armadas no grupo. CNN

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