Dossiê revela dinâmica do roubo de cargas no Rio

A maior parte das cargas roubadas no ano passado (31,9%) eram de alimentos

Um dossiê compilado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) mostrou um retrato do roubo de cargas no estado do Rio durante o ano de 2018. Com dados históricos desde 1991, o trabalho reúne informações detalhadas sobre a dinâmica dos ladrões, como agem, e também os locais para onde são levadas as cargas roubadas.

Lançado nessa segunda-feira (2), o Dossiê Roubos de Cargas apontou que foram registrados 9.182 roubos no ano passado, representando uma redução de 13,4% em relação a 2017, quando ocorreram 10.599 roubos desse tipo, representando recorde absoluto da série histórica desde 1991. A maior parte desses casos (54,4%) ocorreu entre 8h e 13h, com pico entre 10h e 11h, e 80,2% foram entre terça e sexta-feira. Os municípios com o maior número de registros estão localizados na Região Metropolitana, com a capital concentrando 43,8% dos casos e São Gonçalo, 18,5%.

As seis áreas com as maiores concentrações de roubos em 2018 foram Bangu, Penha, Vigário Geral, na capital; e Complexo do Salgueiro, Lagoinha, Jardim Miriambi e Porto do Rosa, em São Gonçalo. A maior parte das cargas roubadas no ano passado (31,9%) eram de alimentos.

O dossiê mostra que 44,9% dos veículos de transporte que sofreram roubo eram caminhões e ao menos uma motocicleta foi usada em 46,6% dos casos para efetuar o crime. Em 58,6% das vezes, o criminoso deu ao motorista a ordem de seguir conduzindo sem entrar no veículo, e em 75,7% das abordagens, as vítimas reportaram o uso de arma de fogo por parte dos criminosos.

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