Don’t worry, be happy…

Viajar através da música já se tornou uma espécie de mantra para algumas pessoas. Eu me incluo dentro desse seleto grupo que aprendeu a apreciar e utilizar essa arte como medicamento da alma. Ouvir uma música é sempre algo especial. Seja ela nacional ou internacional, o que na verdade procuramos é a melodia perfeita para o coração. Um momento onde podemos nos despir de toda e qualquer forma de obstrução mental e viver um louco e feliz devaneio. Subir aos céus e descer sem o menor medo de se espatifar ao chegar à realidade.

“Sonho, um pequeno sonho pra mim” pode ser algo que jamais imaginei viver e de repente cai em meus desejos de ser algo “Entre a serpente e a estrela” capaz de sentar “A sombra de uma árvore” e cantar algo preso na garganta que insiste em sair em forma de melodia. Ao passo que deixo brotar toda essa vontade de me fazer ouvir, percebo que o que importa é o “Realce” que terei depois de tantos e tantos anos preso dentro de uma “Lente do amor” capaz de me guardar para o único e precioso momento da vida.

“Dentro da minha cabeça” só penso em viver e ser feliz. A música está em minha essência e vivo dela, ou melhor, vivo com ela em todos os “Momentos”. Acho que quando nasci, Deus determinou que durante minha permanência na terra eu deveria ouvir a melodia da vida em forma de música. Aqui estou, cumprindo a risco essa determinação divina. E eu adoro tudo isso. Acho que a vida seria um tédio sem a música para nos envolver em cada parte de nossa vida. Seria eu realmente o “Último romântico”? Não. Acredito existir muitos outros que como eu amam os Beatles e os Rolling Stones.

“A Lua” é a porta da poesia e está em quase todas as leituras poéticas existentes. Seria ela o apogeu do amor? Pode ser. Quando criança já tive muito “Medo da chuva”, ficava observando o céu diariamente para ver se as nuvens se formariam a ponto de deixar as gotas de água caírem no solo. Tempestades me davam pavor. À medida que fui crescendo, percebi que era bobagem, pois tempestades vão e vem como “Chuvas de verão” e tudo continua no seu lugar. Quando tinha “20 e poucos anos” pude perceber melhor tanta coisa que por vezes me senti um verdadeiro idiota. Mas quem nunca se sentiu?

Já sonhei diversas vezes em que me via num barco com a “Vela aberta” em direção ao mundo. Sei lá o que me aguardaria no final, só sei que desejava navegar por mares nunca antes navegados. Descobrir o novo talvez seja a experiência que buscamos em nossa vida e muitas vezes não conseguimos encontrá-la. É quando fica algo formando aquele hiato difícil de preencher. Aí a música vem preencher de forma brilhante. Uma coisa que me deixa mais leve e feliz é saber que “Toda cor” nos pertence. Posso gostar mais do amarelo que do vermelho, mas que o arco-íris é nosso.

Em “1979” descobri o que queria ser quando crescer, um jornalista e quem sabe um escritor também. Os anos se passaram e cá estou, jornalista e dando os primeiros passos escrevendo alguns contos. Acho que consegui o que desejei. Pelo menos tecnicamente. O que falta é fazer valer a intenção dos valores que julguei necessários para chegar até aqui. Tenho uma “Fala” que me remete a coisas boas e duradouras. Espero que isso seja uma senha para que eu consiga atingir o que pretendo com meus “Pensamentos”.

Nesse texto acho que deixei muito claro o meu amor pela música. Ela me acompanha desde meus 7 anos e em tudo que faço e escrevo, apesar de ter escrito apenas uma música e que nunca foi gravada, tem algumas que se apossam de minha literatura para se misturarem a meu estado de espírito e assim me trazer inspiração e respeito pela melodia que fazem ecoar em meus ouvidos enquanto escrevo o que sai de dentro do coração. Será que sou assim de “Tanto amar”? Pode ser. Mas o amor verdadeiro e puro levamos para sempre conosco, portanto, ame de verdade e viva cada segundo intensamente. Porque assim como a música, a vida é um curto espaço de tempo e que precisa ser vivenciada e vivida com muita intensidade.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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