Dólar sobe a R$ 4,75; Ibovespa fecha em queda de 0,81%,

O mês de maio teve uma forte aversão global a riscos desencadeada por temores sobre uma possível recessão global

O Ibovespa fechou em queda de 0,81%, aos 111.032,11 pontos, nesta segunda-feira (30). Os principais desempenhos negativos do dia foram as ações de empresas estatais, em especial a Petrobras e o Banco do Brasil.

Já o dólar encerrou com valorização de 0,31%, a R$ 4,753, rondando a estabilidade com leves variações, enquanto mercado seguia atento às políticas chinesas.

O otimismo global ganhou força nesta sessão depois da cidade de Xangai, na China, anunciar que suspenderá um lockdown ligado à Covid-19 em 1º de junho, permitindo a retomada das atividades no maior centro econômico do país. A capital, Pequim, também anunciou uma redução nas restrições.

A sessão também foi de menor liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos, com bolsas fechadas, o que aumenta a volatilidade.

Nesta sessão, o Banco Central realizou leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2022. A operação do BC pode ajudar a dar liquidez na moeda, mas especialistas apontam que o órgão poderia atuar mais para conter a volatilidade do câmbio.

Na semana anterior, o dólar teve queda de 2,73%, no terceiro recuo semanal consecutivo, encerrando a sexta-feira (27) a R$ 4,738. O Ibovespa teve a terceira semana seguida de valorização, subindo 3,18% e encerrando a última sessão aos 111.941,68 pontos.

Ações

Os ativos da Petrobras caíram mais de 3% de tarde, e foram prejudicados pelas incertezas em torno da nova troca na presidência da empresa, em um processo que pode demorar dois meses e com temores de interferência na política de preços dos combustíveis.

O sentimento afeta também outras empresas controladas pelo Estado. As ações do Banco do Brasil recuaram também mais de 3%, após a estatal convocar uma Assembleia Geral Extraordinária e desistir de vender o BB Américas. Os papéis da Eletrobras tiveram queda de aproximadamente 2%.

A pressão negativa supera o desempenho positivo de outras petrolíferas – 3R Petroleum e PetroRio – que avançaram com a alta do petróleo em meio às expectativas sobre as sanções europeias contra a Rússia.

As mineradoras e siderúrgicas também subiram, após a valorização do minério de ferro na China.

Commodities

Os contratos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Singapura subiram nesta segunda-feira para seus níveis mais altos desde 23 de maio, estendendo um rali estimulado pela flexibilização das restrições contra a Covid-19 na China, maior produtora mundial de aço, e pelos esforços do governo chinês para fortalecer a economia doméstica.

O minério de ferro mais negociado para setembro na Bolsa de Mercadorias de Dalian chegou a subir 3,9%, para 887,50 iuanes (US$ 133,16) a tonelada, antes de encerrar as negociações diurnas em 878 iuanes, alta de 2,8%.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato de junho mais ativo do ingrediente siderúrgico subiu 1,5%, para US$ 135 a tonelada.

“O momento que o mercado de minério de ferro estava esperando finalmente chegou, com a queda do número de casos nacionais e uma reabertura de Pequim e Xangai”, disse Atilla Widnell, diretor administrativo da Navigate Commodities em Cingapura.

Já os preços do petróleo subiram acima de US$ 121 o barril nesta segunda-feira, atingindo uma máxima de dois meses, com a China aliviando as restrições relacionadas à Covid-19 e os comerciantes precificando expectativas de que a União Europeia chegará a um acordo para proibir as importações de petróleo da Rússia.

“Uma das razões citadas para isso é a retirada iminente das restrições ao coronavírus em Xangai, que está despertando esperanças de que a demanda por petróleo volte a aumentar na China”, disseram analistas do Commerzbank em nota aos clientes.

As atividades com futuros de petróleo foram limitadas por um feriado nos Estados Unidos.

Sentimento global

O mês de maio teve uma forte aversão global a riscos desencadeada por temores sobre uma possível recessão global.

Uma série de altas de juros pelo mundo, que tendem a desacelerar a economia global. A principal ocorreu nos Estados Unidos, anunciada pelo Federal Reserve em 4 de maio. Apesar de descartar altas de 0,75 p.p. ou um risco de recessão, a autarquia sinalizou ao menos mais duas altas de 0,5 p.p.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança, mas prejudica as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas. Reuters

Por

contato@oestadorj.com.br

Webjornal Oerj - O Estado RJ > No ar desde 28/05/2007 > Promovemos o Projeto Futuro Jornalista.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e