Dólar sobe 1,63% e fecha a R$ 4,87

Já o Ibovespa fechou com uma leve queda de 0,11%, aos 110.069,76 pontos, com variações positivas e negativas em uma sessão volátil.

O dólar encerrou com alta de 1,63%, a R$ 4,874, nesta terça-feira (7). Essa foi a maior alta percentual desde 5 de maio (2,34%) e o maior valor desde 19 de maio, quando terminou a sessão a R$ 4,919.

A moeda refletiu uma aversão maior a riscos por parte dos investidores. O cenário doméstico tem mais peso nesse contexto, com o temor de um possível descontrole fiscal por parte do governo federal com medidas voltadas à redução dos preços dos combustíveis, o que afastou investidores.

Já o Ibovespa fechou com uma leve queda de 0,11%, aos 110.069,76 pontos, com variações positivas e negativas em uma sessão volátil. Essa foi a menor pontuação desde 20 de maio, quando bateu 108.488 pontos. No dia, as ações ligadas a commodities e bancos avançaram em meio a uma redução da aversão a riscos pelos investidores após a decisão chinesa.

Por um lado, o índice foi prejudicado nesta sessão pelas preocupações dos investidores sobre o cenário doméstico. Ao mesmo tempo, foi beneficiado pela alta nas ações de commodities, como Vale e Petrobras, que pesaram no índice e seguem valorizações do petróleo e do minério de ferro.

O Banco Central fez nesta sessão leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de agosto de 2022. A operação do BC pode ajudar a dar liquidez na moeda, mas especialistas apontam que o órgão poderia atuar mais para conter a volatilidade do câmbio.

Na segunda-feira (6), o dólar caiu 0,42%, a R$ 4,786. Já o Ibovespa fechou em alta de 0,93%, aos 112.392,91 pontos.

Combustíveis na pauta

O governo anunciou que pretende zerar a cobrança de PIS/Cofins e da Cide sobre a gasolina e o etanol e também propôs zerar o ICMS sobre óleo diesel e gás de cozinha, compensando financeiramente os estados pela perda na arrecadação. O impacto nas contas públicas é estimado pela equipe econômica em cerca de R$ 40 bilhões.

Além das preocupações internas, o mercado segue atento aos próximos passos do ciclo de alta de juros pelo mundo, o que também gera mais cautela.

A semana conta com a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que pode sinalizar uma alta nos juros para enfrentar a inflação na zona do euro, e com os dados de inflação nos Estados Unidos, que darão mais pistas sobre os possíveis próximos passos na alta de juros do país.

Sentimento global

Os investidores ainda mantém uma forte aversão global a riscos desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, o que prejudicaria diversos tipos de investimentos.

A principal causa para essa aversão é o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos, com a elevação mais recente anunciada pelo Federal Reserve em 4 de maio. A autarquia já chegou a descartar altas de 0,75 ponto percentual nos juros, ou um risco de levar a economia do país a uma recessão, mas sinalizou ao menos mais duas altas de 0,5 p.p.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados de títulos e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Ao mesmo tempo, o mercado acompanha os dados sobre a economia do país para entender o quão agressivo o Fed poderá ser no processo. A confirmação da contração da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre, por exemplo, reforçou a visão de que a autarquia não deverá ser tão agressivo na alta de juros quanto o previsto.

Por outro lado, com o fim do lockdown na cidade chinesa de Xangai e alívio nas restrições na capital Pequim, a expectativa é que a demanda chinesa retorne aos níveis anteriores, o que voltou a favorecer exportadores de commodities e aliviou uma parte das pressões sobre o real. CNN

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