Dólar fecha em queda a R$ 5,68; Ibovespa opera em alta

Os investidores acreditam também que a moeda norte-americana ficou em queda por conta de um possível movimento de saída de recursos do país com a aproximação do fim do ano

O dólar fechou em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,68, acompanhando melhora global no apetite por risco, depois que a reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos ficou para trás. Ao mesmo tempo, por volta das 17h, horário de Brasília, o Ibovespa subia 0,44%, aos 107.901,35 pontos.

Os investidores acreditam também que a moeda norte-americana ficou em queda por conta de um possível movimento de saída de recursos do país com a aproximação do fim do ano.

Segundo Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, essa pressão sazonal é um dos motivos que explicam a presença mais firme do Banco Central no mercado de câmbio nos últimos dias, quando a autarquia forneceu liquidez aos mercados com venda de moeda à vista e um leilão de venda conjugado com leilão de compra.

O Banco Central vendeu US$ 830 milhões em leilão de moeda estrangeira à vista no mercado de câmbio nesta quarta-feira. Essa é quarta vez em cinco sessões que o BC faz intervenção do tipo no mercado de câmbio. Esse movimento também foi responsável pela queda no dólar nesta sessão.

O total injetado nos mercados em moeda à vista com as operações dos últimos dias chegou a US$ 3,372 bilhões.

Juros e Ibovespa

O Fed (Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos) disse ontem que encerraria suas compras de títulos em março e sinalizou três aumentos de 0,25 ponto percentual cada nas taxas de juros até o fim de 2022.

“Após sinalização do Fed, os mercados trabalham em alta com perspectiva econômica mais otimista, também digerindo a decisão do Banco Central Europeu (BCE)”, declara a Ativa Investimentos.

O chair do BC  norte-americano, Jerome Powell, afirmou que a economia dos EUA não precisa mais de montantes crescentes de apoio monetário, já que a inflação anual está mais que o dobro da meta do banco central nos últimos meses, enquanto a economia se aproxima do pleno emprego.

Ainda nesta quinta-feira, o Reino Unido se tornou a primeira economia do G7 a aumentar as taxas de juros desde o início da pandemia, com o banco central norte-americano também sinalizando planos de aperto monetário em 2022, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) apenas restringiu ligeiramente o estímulo.

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) deve anunciar sua decisão de política monetária na sexta-feira (17).

“O Mercado já havia precificado a política monetária mais contracionista. Assim, o Ibovespa não reage de forma negativa”, diz Fernanda Mansano, economista chefe do TC.

“E devemos até o final do ano ter um cenário mais neutro na bolsa brasileira”.

Relatório Trimestral de Inflação

No radar dos investidores também está o RTI (Relatório Trimestral de Inflação) divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central. A instituição piorou sua projeção de crescimento econômico brasileiro em 2022 para 1%, contra 2,1% da estimativa anterior.

No documento, o BC ajustou a perspectiva de expansão para o PIB (Produto Interno Bruto) para uma alta de 4,4% neste ano, ante estimativa de 4,7% calculada em setembro.

A autoridade monetária aponta ainda que a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da margem de tolerância para a meta em 2022, de até 5%, passou de cerca de 17% na previsão feita em setembro para 41% na estimativa atual.

“A inflação ao consumidor continua persistente e elevada. A alta dos preços surpreendeu mais uma vez no trimestre encerrado em novembro. […] Há preocupação com a magnitude e a persistência dos choques, com seus possíveis efeitos secundários e com a elevação das expectativas de inflação, inclusive para além do ano-calendário de 2022”, afirmou.

Em relação à política monetária, o BC reiterou mensagem da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a intenção de subir a Selic novamente em 1,50 ponto na reunião de fevereiro, em continuidade ao ciclo de alta para levar a taxa básica de juros a território “significativamente contracionista” para conter a inflação.

A taxa básica de juros está em 9,25% ao ano. CNN

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