Dólar fecha em alta, a R$ 5,56

O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa de 0,51%, aos 102.426 pontos

O “Touro de Ouro” instalado na frente da B3 não trouxe bons resultados para o mercado, como esperado pelos investidores. O Ibovespa fechou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa de 0,51%, aos 102.426 pontos. Esse foi o menor patamar do índice em 2021 e o mais baixo desde 6 de novembro de 2020, quando bateu 100.925,11 pontos.

Por outro lado, o dólar encerrou em alta de 0,78%, cotado a R$ 5,569. A moeda ampliou seus ganhos pelo quarto dia seguido, valorizando 3,08% ao todo – e alcançando o maior patamar em duas semanas.

Dois pontos foram importantes para a queda do principal índice hoje: a PEC dos Precatórios, que trata do parcelamento de dívidas da União reconhecidas judicialmente e que abre espaço para o pagamento do Auxílio Brasil, e o “preço do minério de ferro que jogou as mineradoras para baixo” diz Rodrigo Crespi, especialista de mercado da Guide Investimentos.

Os contratos futuros do minério de ferro perderam 1,33%, cotados a US$ 90,55, em Singapura. Os futuros da Bolsa de Dalian fecharam com queda de 5%.

“A semana consolida fortes oscilações em meio aos últimos resultados da temporada de balanços do terceiro trimestre e atenção no andamento da PEC [dos Precatórios]”, explica a Ativa Investimentos, em nota divulgada ao mercado.

Histórico diário

A bolsa abriu nesta quinta-feira (18) operando no “no escuro”, sob a interferência da PEC dos Precatórios, com a Bolsa chegando na mínima em um ano na véspera. Por volta das 11h, horário de Brasília, segundo Rodrigo Crespi, especialista de mercado da Guide Investimentos, os bons resultados das varejistas e das fintechs puxaram o índice para cima.

O Banco Pan, por exemplo, era a segunda maior alta na sessão de hoje, às 11h47, horário de Brasília, subindo 5,87%, a R$ 12,08.

A recuperação parcial de ações que sofreram nos últimos pregões, como Intermédica, Natura e Magazine Luiza, contribuíam do lado positivo também.

Dólar

A moeda norte-americana avançou à medida que participantes do mercado avaliavam as perspectivas fiscais do Brasil em meio à tramitação da PEC dos Precatórios no Congresso.

O mercado passou a considerar que a PEC seria a opção viável para o governo fornecer auxílio à população de pelo menos R$ 400 por família no ano que vem, sem levar a descontrole das contas públicas, embora continue sendo vista como prejudicial à credibilidade fiscal do Brasil, por alterar regras do teto de gastos.

Mas temores de adoção de “planos B” pelo governo para financiar mais gastos persistem, enquanto um texto alternativo apresentado à PEC na quarta-feira por três senadores – prevendo o pagamento dessas dívidas da União fora do teto dos gastos públicos – desagradou investidores.

“Isso indicaria que o país não tem liquidez para honrar suas obrigações”, disse à Reuters Lucas Schroeder, diretor de operações da Câmbio Curitiba, citando preocupações do mercado com a trajetória da dívida pública no longo prazo.

Além disso, “a imprevisibilidade pesa no mercado”, afirmou o especialista, uma vez que não há perspectivas claras sobre qual versão do texto da PEC será aprovada pelo Congresso.

No fechamento da véspera, o dólar registrou alta de 0,48%, a R$ 5,526 na venda

Sobe e desce da B3

Veja as principais quedas e os maiores destaques na sessão desta quinta-feira (18):

Maiores altas

  • Méliuz (CASH3) +10,22%
  • Alpargatas (ALPA3) +4,95%
  • Intermedica (GNDI3) +3,77%
  • Hapvida (HAPV3) +3,73%
  • Qualicorp (QUAL3) +3,06%

Maiores baixas

  • Usiminas (USIM5) -5,70%
  • CSN (CSNA3) -5,35%
  • PetroRio (PRIO3) -4,42%
  • Bradespar (BRAP4) -4,32%
  • Vale (VALE3) -4,11%

*Com Reuters

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