Dólar fecha em alta, a R$ 5,49

Enquanto isso, o Ibovespa recuava refletindo algum movimento de realização de lucros após duas semanas de alta

O dólar fechou com expressiva alta ante o real nesta terça-feira (16) após dados fortes dos Estados Unidos, revertendo a queda da manhã.

Enquanto isso, o Ibovespa recuava refletindo algum movimento de realização de lucros após duas semanas de alta, com a Vale entre as maiores pressões negativas na esteira da queda dos futuros do minério de ferro, assim como diversas ações de varejistas.

O dólar fechou o dia com alta de 0,79%, a R$ 5,4999. Já o Ibovespa caía 1,75%, a 104.473 pontos, por volta das 17h.

O pregão ainda é marcado por ajustes ao movimento de ADRs (recibos de ações negociadas nos Estados Unidos) brasileiros na véspera, quando não houve negociação na bolsa paulista em razão do feriado no Brasil.

Na sexta-feira (12), o Ibovespa caiu mais de 1%, mas engatou a segunda semana seguida de alta e ampliou a valorização em novembro para 2,7%, o que abria espaço para alguma realização de lucros.

Já nesta terça-feira, investidores ainda analisam o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), que mostrou contração da atividade econômica brasileira em setembro pelo segundo mês seguido, indicando chance de recessão técnica.

Em mais um dado desfavorável sobre a economia do país, as vendas no varejo brasileiro apuradas pelo ICVA, da Cielo, recuaram 0,8% em outubro ano a ano, descontada a inflação, interrompendo sequência de 6 meses de crescimento. Com isso, varejistas como Magazine Luiza, Americanas e Via estão entre as maiores baixas do dia.

A temporada de balanços de empresas brasileiras, por sua vez, caminha para o final, com os números da Eletrobras e da Méliuz previstos para após o fechamento do pregão nesta terça-feira.

Análise técnica da equipe do Itaú BBA destacou que, apesar da melhora recente, o Ibovespa somente confirmará uma nova tendência de alta quando ultrapassar os 114.500 pontos.

No exterior, as bolsas dos Estados Unidos abriam com oscilações discretas, tendo de pano de fundo perspectivas positivas do Walmart e o crescimento acima do esperado das vendas no varejo no país, mas salto em preços de importados.

Dados do Departamento do Comércio dos EUA mostraram que as vendas no varejo norte-americano subiram 1,7% em outubro. Economistas consultados pela Reuters esperavam aumento de 1,4%. CNN

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