Dólar fecha abaixo dos R$ 5 pela primeira vez desde março

Para analistas, o futuro da moeda ainda é incerto, e muitos descartam uma recuperação definitiva do real

O otimismo do mercado internacional, somado à liquidez das bolsas em todo mundo com dinheiro emitido pelos bancos centrais, fez com que o real ganhasse força frente ao dólar nesta sexta-feira (5) – e fechasse abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde março. A cotação do encerramento do pregão foi de R$ 4,98, queda de 2,8%. Na semana, o dólar acumulou queda de 6,6%. 

O movimento de queda foi visto durante o dia inteiro. Às 10h20, por exemplo, a moeda tinha forte queda de 2,5% e era negociada a R$ 4,982. Porém, o momento de mínima da sessão foi quando o dólar chegou a cair 3,85%, a R$ 4,93.

Entre os motivos para otimisto estão a divulgação do relatório de emprego do governo dos EUA, que mostrou que a taxa de desemprego na maior economia do mundo teve uma queda inesperada em maio. A taxa caiu de 14,7%, em abril, para 13,3% no mês passado. Segundo o governo americano, o país criou 2,5 milhões de empregos no período. 

Participantes do mercado disseram que a leitura foi muito melhor do que a esperada, sinal de que o pior da crise econômica do coronavírus pode já ter passado. 

“Além disso, o anúncio da ampliação do programa de estímulos monetários feito pelo BCE ontem ainda traz impulso adicional aos negócios”, completaram analistas do Bradesco.

Para analistas, o futuro da moeda ainda é incerto, e muitos descartam uma recuperação definitiva do real. 

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, disse que acha “difícil ver o real sendo negociado abaixo do patamar de 5 reais por dólar por um período prolongado de tempo. No curto prazo ainda há muita incerteza, que deve impedir a moeda de cruzar esse nível de forma sustentável”.

CNN/Reuters

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