Dólar cai 1,26%, a R$ 4,90

Já o Ibovespa avançou 1,70%, aos 108.343,74 pontos

O dólar encerrou em queda de 1,26%, cotado a R$ 4,90, nesta quarta-feira (4), revertendo um movimento de alta após falas do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, darem um tom menos agressivo no combate à inflação que o esperado pelo mercado.

Já o Ibovespa avançou 1,70%, aos 108.343,74 pontos, também invertendo o movimento do resto do dia após as falas de Powell, que reduziram a aversão a mercados como o brasileiro e beneficiaram as bolsas ao redor do mundo, que seriam prejudicadas por um cenário de juros maiores nos Estados Unidos.

Após a decisão do Fed de subir a taxa de juros, dentro do esperado pelo mercado, Powell afirmou que os dirigentes da autarquia ainda não consideram uma alta de 0,75 p.p. nas próximas reuniões, mas sim de 0,5 p.p.. Powell ressaltou, porém, que estão abertos a mudar essa perspectiva dependendo dos próximos dados de inflação.

O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, confirmou as expectativas do mercado e levou os juros do país para o intervalo de 0,75% a 1% ao ano enquanto combate a inflação recorde no país, além de anunciar o início da redução do seu balanço a partir de 1º de junho.

No Brasil, espera-se uma elevação de 1 ponto percentual por parte do Comitê de Política Monetária (Copom), o que deixaria a taxa básica de juros, a Selic, em 12,75% ao ano, devido às pressões inflacionárias ainda fortes.

O Banco Central fez, neste pregão, outro leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de junho de 2022. Especialistas entrevistados pelo CNN Brasil Business apontam que o movimento do BC, que acontece desde 6 de abril, pode ajudar a dar liquidez na moeda.

Na terça-feira (3), o dólar caiu 2,10%, a R$ 4,964. Já o Ibovespa teve queda de 0,10%, aos 106.528,09 pontos.

Moeda norte-americana

O dólar reverteu parte dos ganhos que o real obteve nos primeiros meses do ano devido a uma combinação de fatores que influencia no fluxo de compra e venda do dólar.

Especialistas associaram essa valorização recente a dois principais fatores: a perspectiva de altas maiores de juros nos Estados Unidos e os temores em relação aos lockdowns estabelecidos em uma série de cidades economicamente relevantes na China.

Os juros norte-americanos maiores tendem a atrair investimentos para o mercado de títulos do Tesouro do país, retirando capital de mercados considerados mais arriscados que o dos Estados Unidos, caso do Brasil.

Já as medidas de controle de disseminação da Covid-19 na China, que afetam cidades como Xangai e Pequim, tendem a reduzir a demanda da segunda maior economia do mundo por commodities, prejudicando seus principais fornecedores, entre eles o Brasil, e influenciando negativamente nos preços desses produtos. CNN

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