Diretor russo busca estilo próprio para seus filmes de terror

Com a chegada aos cinemas brasileiros da produção russa de terror, ‘A Sereia – Lago dos Mortos’, o terceiro filme do diretor Svyatoslav Podgayevskiy do gênero, fica clara a intenção de criar um estilo próprio para suas produções de terror. Isso porque ele busca repetir a fórmula que criou e aplicou nos filmes anteriores, ‘A Dama do Espelho – O Ritual das Trevas’ e ‘A Noiva’, focando nas lendas e folclores de seu país, para obter material para escrever o roteiro.

Depois de explorar uma lenda urbana local em ‘A Dama do Espelho – O Ritual das Trevas’ e um tipo de lenda familiar em ‘A Noiva’, o foco do novo filme de Svyatoslav Podgayevskiy é o folclore russo que fala de um tipo de dama d’água.

A versão russa da Iara brasileira, um tipo de sereia de água doce, é apresentada no filme ‘A Sereia – Lago dos Mortos’ em uma história bem mais sombria em comparação à lenda do Brasil.

A lenda sobre a sereia da Rússia, que é apresentada no filme, diz que quando uma mulher morre afogada, em algum rio ou uma lagoa de forma trágica, se torna um ser amaldiçoado, um tipo demoníaco de sereia d’água doce que fica fadada a assombrar o local onde a tragédia aconteceu.

O roteiro foi escrito pelo diretor, junto com o produtor do filme Ivan Kapitonov e a roteirista Natalya Dubovaya e não segue os padrões que é visto frequentemente em produções hollywoodiana. Há alguns recursos de filmagem e edição até comuns dos gêneros terror e suspense, mas o diretor sempre busca adaptar, criando um estilo semelhante tanto em ‘A Sereia – Lago dos Mortos’, como em ‘A Noiva’ e ‘A Dama do Espelho – O Ritual das Trevas’. O que deixa claro a ideia do diretor de buscar não só um estilo próprio para si, mas também para as produções russas de conteúdo sobrenatural.

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Ex-repórter redatora da editoria de Cultura do webjornal O Estado RJ, atualmente colunista (Curtindo Adoidado).

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