Descoberto o terceiro maior diamante do mundo em Botsuana

Uma conta oficial do governo no Twitter escreveu que "a receita do diamante será usada para promover o desenvolvimento nacional do país"

Um dos maiores diamantes do mundo foi descoberto em Botsuana, anunciou o governo do país.

A pedra de 1.098 quilates, considerada o terceiro maior diamante “de qualidade” já encontrado, foi apresentada ao presidente Mokgweetsi Masisi na quarta-feira (16).

A descoberta foi feita no início deste mês na mina Jwaneng, a cerca de 75 milhas da capital do país, Gaborone. A mina é operada pela Debswana, uma empresa de diamantes de propriedade conjunta do governo de Botsuana e do Grupo De Beers, de acordo com seu site oficial.

Uma conta oficial do governo no Twitter escreveu que “a receita do diamante será usada para promover o desenvolvimento nacional do país”.

“Debswana deve usar esta última descoberta como um ponto de inflexão, para que a mina use sua tecnologia para realizar mais dessas grandes descobertas”, acrescentou.

O escritório de Masisi também postou uma série de fotos mostrando o diamante sendo apresentado ao presidente e seu gabinete.

Inaugurada oficialmente em 1982, a mina Jwaneng geralmente rende entre 12,5 milhões e 15 milhões de quilates de diamantes por ano, de acordo com Debswana. A descoberta deste mês é a maior gema desenterrada pela empresa desde que os diamantes foram descobertos pela primeira vez em Botsuana em 1967, disse o governo.

Atualmente, o maior diamante já registrado é o Diamante Cullinan de 3.106 quilates, encontrado na África do Sul em 1905. O Cullinan foi posteriormente cortado em pedras menores, algumas das quais fazem parte das joias da coroa da família real britânica.

Acredita-se que a segunda maior descoberta seja a Lesedi La Rona, uma pedra de 1.109 quilates encontrada pela empresa canadense Lucara Diamond na mina de Karowe, também em Botsuana, em 2015. O diamante foi vendido ao joalheiro de luxo Graff por US$ 53 milhões (cerca de R$ 266 milhões) dois anos depois.

Os diamantes em bruto são geralmente classificados como de qualidade de gema, quase gema ou de qualidade industrial, dependendo de sua cor, clareza, tamanho e forma.

Portanto, embora outro diamante ainda maior tenha sido encontrado em Botsuana em 2019 – uma pedra de 1.758 quilates apelidada de Sewelô – os especialistas disseram que não poderia ser considerado inteiramente de qualidade gema. A pedra foi comprada pela marca francesa de luxo Louis Vuitton em 2020 por uma quantia não revelada.

Em declarações na época da descoberta de Sewelô, Rob Bates, um blogueiro da indústria de diamantes e joias, disse que apenas “um punhado” de empresas no mundo sabe como “cortar economicamente” diamantes em bruto tão grandes.

“Mas é sempre um momento emocionante quando uma mina tosse uma pedra enorme como essa”, disse ele. “É bom para os negócios, bom para o país de Botsuana.”

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