De encontro com o perigo

Perigo nos encontros virtuais. Máximo cuidado para não encontrar sofrimento ao invés de alegria

Golpes virtuais fazem cada dia mais vítimas. Nos últimos tempos temos visto cada dia mais casos e alguns envolvendo crimes de furto, estelionato, agressão e até mesmo tentativa de abusos sexuais.

Na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, um engenheiro de 38 anos marcou um encontro com uma mulher em um aplicativo de namoro, mas ao chegar ao local, quem apareceu foi um homem armado. Ele acabou baleado pelo assaltante. Ele ainda conseguiu dirigir até um posto de gasolina para pedir ajuda.

Do Rio Grande do Sul, veio um garoto, de 18 anos, que conheceu uma pessoa pelas redes sociais. Segundo ele, nunca conversou com a mulher por áudio ou vídeo, mas iria morar com ela. Ao chegar na Rodoviária de São Paulo, ficou à espera da mulher por dois dias, mas além dela não aparecer, ela o bloqueou no telefone celular. Com dinheiro escasso, pediu ajuda de um antigo professor/policial, que fez uma vaquinha, assim pôde voltar para casa no Rio Grande do Sul.

Uma menina de 12 anos, viajou do Paraná até São Paulo por carro de aplicativo de transporte pago por um youtuber, com quem conversava virtualmente há cerca de um ano, para levá-la até a casa dele. No dia seguinte, devido à repercussão, o jovem  a colocou novamente em um carro de aplicativo de volta para a casa. A Polícia apura se houve abuso sexual.

Todos esses relatos refletem o cenário inseguro que vivemos nas redes sociais. Todo cuidado é preciso para não cair em armadilhas, até porque elas podem ser fatais. Não que não se deva investir em relacionamentos virtuais, ainda mais na pandemia, onde os encontros reais estão raros. Mas é necessário cercar bem o terreno. É primordial sempre se encontrar em locais públicos. Investigar bem com quem está lidando, se possível fazer chamadas de vídeo e áudio para saber quem está do outro lado da telinha. São algumas atitudes que não podem deixar de constar na lista de checagem.

Muitas vezes acredita-se que é possível conhecer as pessoas advindas da internet, por ter muito tempo de contato com elas. Ledo engano, não conhecemos nem mesmo as de nossa convivência. Por este motivo, é preciso ter cuidado. Em especial com as crianças e adolescentes, que ainda não criaram a maldade necessária para discernir, entre uma pessoa real, ou alguém se passando por outra detrás da tela. Muitos criminosos se disfarçam de amiguinhos para fisgar nossas crianças e adolescentes. Outros se disfarçam de melhores namorados para fisgar pessoas adultas. Por isso é preciso ter cautela e bastante atenção ao lidarmos os relacionamentos adquiridos por meio da internet.

Por

cristiane.lopes@oestadorj.com.br

* Jornalista e especialista em Gestão Cultural. Amante da cultura e das artes.

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