Compras: Feiras livres ou supermercados?

Com alta de preços, consumidor precisa pesquisar mais para gastar menos na hora de fazer as compras de alimentos básicos em São Paulo

Arroz e feijãoComprar alimentos em São Paulo, e em todo Brasil, tem preocupado os consumidores. Crise, inflação e causas naturais elevaram os preços, afetando até os alimentos básicos como o arroz e o feijão.

Para driblar essa alta dos preços, o consumidor tem feito o que pode para não faltar o necessário sem gastar mais do que o habitual. Para a advogada Carolina Silveira Soares da Silva, 29, que prefere ir às feiras livres fazer suas compras, todos os preços aumentaram. “Do supermercado, mais do que na feira, isso porque os feirantes nem mesmo adquirem os produtos quando estão com os valores muito elevados”, diz a advogada.

O consumidor acostumado a pesquisar preços, percebe grande diferença entre comprar na feira livre e no supermercado. O presidente do Sindicato dos Feirantes de São Paulo, José Torres, afirma que o feirante consegue valores mais baratos que nos supermercados pelo fato de negociarem direto com o produtor. “Com isto, repassamos em um custo menor para o consumidor; sem contar que alguns feirantes também são produtores”, completou Torres.

Para o consumidor, optar entre um e outro é relevante, pois considerando que para os supermercados ainda envolvem custos como energia elétrica, aluguel e outros. O economista Roger Leandrino, 61, explica que os alimentos sofrem mesmo o impacto desses insumos. “Entendo que a crise atual está bagunçando todos os setores da economia, e dessa forma o repasse nos preços dos produtos acaba sendo inevitável”, conta o economista.

Mudança de hábitos

Muita gente tem substituído alguns alimentos pelos que não tiveram tanto impacto, além de escolherem locais de compras mais acessíveis ao seu poder de consumo. O gerente de Economia e Pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), Rodrigo Mariano, diz que o consumidor tem se comportado dentro de um raciocínio lógico para economizar, verificando pontos de vendas mais baratos, fazendo compras em determinado período do mês, trocando por marcas mais baratas e outros. “A classe C deixou de comprar os supérfluos e trocou a marca líder pela segunda marca colocada. Já as classes A e B buscam ganhar promoções e prazos para não abrir mão de produtos premium”, afirma Mariano.

Para economizar nessa época de retração, vale algumas mudanças. O consumidor precisa pesquisar mais, e esse é o momento de considerar que o tempo gasto com as pesquisas, influenciará no resultado final do gasto monetário. Para o economista Roger Leandrino, a população, principalmente a de menor renda, está de uma forma meio impositiva, aprendendo, a se virar com a substituição de alimentos semelhantes ou mesmo por diversificação nos hábitos de consumo.

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