Como o orgulho e a vaidade impedem seu crescimento

Esta semana estive pensando com os meus “botões”: Como existem pessoas orgulhosas e vaidosas, e como estas características afetam suas personalidades e atitude

Quem já viu o filme “O advogado do diabo” e no final, o diabo falava: “A vaidade é meu pecado predileto.” Enfim… Este pecado tem sido muito praticado por pessoas que carregam ódio, ressentimentos em seus corações.

Elas são incapazes de perdoar, de liberar palavras e gestos de carinho, de atenção, de amor, interesse pelo seu próximo, principalmente se o próximo dor distante, como: um morador de rua, um funcionário (no caso se a pessoa tiver em sua empresa ou negócio), e por aí vai. A vaidade e o orgulho impedem o homem ou a mulher de serem humildes, de serem amáveis, de serem humanos. A vaidade sustenta a culpa e é a mãe da vergonha.

“Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir.” Honoré de Balzac (1799-1850), escritor francês.

Já ouvi muita gente boa aconselhando amigos, colegas, parentes a “diminuir o ego” quando, na verdade, quer orientar as pessoas de quem gostam a se livrar da vaidade e do orgulho. Como diria o psiquiatra Augusto Cury, “a vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação, porém ela é, ao mesmo tempo, o solo onde a burrice melhor se desenvolve”. De fato, há de se ter muito cuidado para que a presunção e a soberba não tragam infelicidade e minar seus relacionamentos e destruir seus sonhos.

A vaidade e o orgulho têm naturezas diferentes, apesar de ser comum o emprego dos dois termos como sinônimos. A vaidade é decorrente do orgulho e caminha bem próximo a ele, mas tem mais a ver com narcisismo. Quem é vaidoso tende a se preocupar excessivamente com sua imagem perante os outros, muito mais do que se espera de, por exemplo: um profissional que precisa estar apresentável para atender seus clientes. Em outras palavras, a preocupação com a aparência, diferentemente da vaidade, não é necessariamente algo ruim. Para algumas profissões esse zelo pode ser mais do que positivo, mais do que desejável; pode ser indispensável. Também não há nada de errado em comprar com dinheiro honesto boas coisas e usá-las como bem entender. O problema começa quando a pessoa pauta sua vida apenas pelas aparências e, pior, julga os outros com base nisso.

Se a vaidade tem a ver com o que queremos que os outros pensem de nós, o orgulho está mais relacionado à opinião que temos de nós mesmos, à auto percepção. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa, e é preciso destacar que nem sempre o orgulho é ruim. Orgulhar-se de ser brasileiro, de ter superado um desafio ou de compor uma equipe bacana são exemplos nobres desse sentimento. Em sua má acepção, porém, ele leva uma pessoa à soberba, à arrogância, à impressão de que é melhor do que os outros. Quando se manifesta dessa forma, esse é um sentimento perigoso, porque cega e impede o orgulhoso de se desenvolver, de melhorar. Você certamente conhece alguém tão orgulhoso que não consegue de jeito nenhum enxergar os próprios defeitos, não é?

Entre as características ou condutas de alguém ORGULHOSO assim, gostaria de destacar as seguintes:

a) Contraria-se com muita facilidade, o que, em muitos casos, é fruto de pura insegurança;

b) Tem necessidade de ser o centro das atenções e de fazer prevalecer as suas ideias;

c) Não reage bem a críticas;

d) Não aceita que também pode ser falível e passível de cometer erros, fechando-se ao diálogo construtivo;

e) Faz pouco caso das ideias dos colegas, dos colaboradores, dos mais experientes;

f) Quando elogiado, enche-se de empáfia e de uma satisfação presunçosa, como se o elogio fosse a prova de sua importância, de seu valor, de seu prestígio;

g) Acha que tudo deve girar ao seu redor. Isso vale para todos: para os membros da família, para os colegas de trabalho, para os amigos;

h) Nunca demonstra fragilidade;

i) Pode ser irônico e debochado em discussões e debates.

Agora analisemos algumas das facetas mais comuns do VAIDOSO:

a) Tece autoelogios sempre que pode;

b) Esforça-se em realçar seus dotes físicos, culturais e intelectuais, sempre de forma antipática e com visível intenção de provocar os demais;

c) É intolerante com quem tem formação acadêmica ou posição social inferior à sua, incorrendo em comentários inconvenientes e deselegantes que poderiam ser evitados;

d) Não reconhece sua parcela de responsabilidade em eventuais infortúnios que atravesse;

e) É incapaz de reconhecer suas falhas e erros. Prefere atribuir seus insucessos à má sorte ou a uma conspiração do universo;

f) Gosta muito de falar, para ouvir a própria voz e demonstrar “toda a sua sapiência”;

g) Aspira a cargos de destaque e que gerem respeito à sua pessoa, ao seu talento, à sua sabedoria. Indisfarçadamente, almeja que suas qualidades sejam reconhecidas e admiradas pelos outros.

Jogue fora a vaidade e procure fazer tudo com modéstia, paixão, humildade, autenticidade e alegria e de forma respeitosa em relação a todos que o cercam.

Viu como essas características não são nada legais, amigo leitor?

Então jogue fora a vaidade e procure fazer tudo com modéstia, paixão, humildade, autenticidade e alegria e de forma respeitosa em relação a todos que o cercam.

Trabalhe ao máximo para se esvaziar do orgulho ruim, aquele que o impede de aceitar feedback de desenvolvimento e o leva a achar que sabe tudo; aquele que sabota as suas metas de longo prazo por privar você de paciência para aguardar o momento certo da colheita. Freud ensinou, e eu repito: “Lute pelo sucesso e não pela fama. Se a fama vier, dê pouca importância a ela”. O pai da psicanálise disse mais: “Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida: uma é fazer-se de idiota, a outra é sê-lo”.

É isto, meu amigo, minha amiga: não queira ser melhor do que ninguém; queira, sim, ser amanhã uma pessoa melhor do que foi hoje.

Vamos em frente, juntos, sem orgulho, sem vaidade, com o ego saudável e, acima de tudo, felizes por estarmos na direção certa rumo à realização dos nossos sonhos.

“Se dois indivíduos estão sempre de acordo em tudo, posso assegurar que um dos dois pensa por ambos” – Freud

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Eu acredito em você.

Por

* Radialista, Fotógrafa e Palestrante Motivacional.

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