Como o estresse pode afetar a vida?

O estresse pode ser imobilizador e, isso pode afetar negativamente muitos aspectos de nossas vidas. Como ele interfere na vida das pessoas

Coração acelerado, mãos suadas, irritação, fadiga, falta de paciência e um pânico crescente. O estresse pode ser imobilizador e, isso pode afetar negativamente muitos aspectos de nossas vidas. Mas o que realmente é o estresse?

A palavra “estresse” tem origem na palavra inglesa “stress”, que significa “pressão”, “tensão” ou “insistência”. Pode-se definir estresse como um conjunto de reações fisiológicas necessárias para a adaptação a novas situações. Contudo, essas reações orgânicas e psíquicas podem provocar desequilíbrio no organismo se forem exageradas em intensidade ou duração.

 O supervisor de telemarketing Vinícius Ferreira de Paula conhece bem o significado da palavra estresse. Aos 29 anos já contabiliza duas internações por conta do stress no trabalho. Em entrevista ao jornal O Estado RJ ele conta como o estresse afeta sua vida.

O Estado RJ: Quando percebeu que o que você tinha era estresse?

Vinicius Ferreira: Vivia na correria, nunca tinha tempo pra nada. Fiquei “rabugento”, só falava gritando, as pessoas diziam pra mim: nossa como você está estressado. Eu acreditei.

OERJ: Como foi o primeiro surto?

V.F: Um dia estava no trabalho, sentado na cadeira, de frente para o computador falando no telefone, (gritando pra variar), quando de repente minha mão começou a formigar, na hora, pensei que fosse câimbra, mas não parou. Senti minha vista embaçar e logo pensei; acho que estou tendo um infarto.

OERJ: Como o estresse interferiu na sua vida pessoal?

V.F: Na época do primeiro surto, eu estava namorando, minha namorada sofreu bastante, não tinha vontade de fazer nada, chegava em casa e só queria dormir. Não tinha libido, vivia cansado. Um dia tivemos uma briga séria, ela disse que não me reconhecia mais. Decidimos terminar, o que piorou minha situação.

OERJ: Quais outros efeitos o estresse causou na sua vida?

V.F: Fora acabar com o meu namoro, não tinha mais vida social, era trabalho e casa. Meu cabelo caiu praticamente todo, desenvolvi uma alergia na pele, o meu rosto ficou todo descamado. Não tinha vontade de sair, me alimentava mal, perdi 6kg e surtei.

OERJ: Quando você tomou uma providencia?

V.F: No meu segundo surto, fui intimado pelo médico para me tratar. Ele disse que por pouco eu não desenvolvi uma úlcera. Fiquei apavorado, só sabia chorar, parecia que eu carregava o mundo nas costas. Entrei de licença no trabalho, fui para casa de uma tia em Campos dos Goytacazes, e comecei o tratamento lá.

OERJ:  Teve alguma evolução?

V.F: Só fiquei três meses na casa da minha tia, o suficiente para aliviar. Faço terapia duas vezes na semana. Também entrei na natação, tem me ajudado muito. Mudei de emprego, trabalho com um amigo, montamos uma mini oficina, ganho muito menos que ganhava no outro emprego, mas em compensação, estou melhor. Às vezes ainda sinto umas leves palpitações.

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