Como declarar o financiamento imobiliário no Imposto de Renda?

Lembrando que a declaração é obrigatória aos contribuintes que tiveram, no ano anterior, rendimentos passíveis de tributação, superiores a R$ 28.559,70

A data limite para entregar a declaração do Imposto de Renda está chegando e, se você comprou uma casa no ano passado, deve ter se encontrado com a necessidade de declarar o financiamento imobiliário no IR.

A declaração deve realizada de maneira correta, pois ninguém quer cair na malha fina da receita, esta, que é a verificação de sua declaração e que irá checar se não há incoerências entre o ganho e o declarado.

Lembrando que a declaração é obrigatória aos contribuintes que tiveram, no ano anterior, rendimentos passíveis de tributação, superiores a R$ 28.559,70. E, no caso do financiamento imobiliário, as pessoas que possuem Bens ou Direitos de valor superior a R$ 300 mil, devem realizar a declaração do IR no ano vigente.

Onde informo o imóvel financiado no programa da receita federal?

O financiamento imobiliário é comumente uma alienação fiduciária, ou seja, em grande maioria, a ação de financiamento oferece como garantia o próprio bem financiado. Dessa forma, é preciso enquadrar o financiamento na ficha “Bens e Direitos”. Nunca declare financiamento imobiliário na ficha “Dívidas e Ônus Reais”

Atentando-se que, deverá ser apenas declarado o valor que foi efetivamente pago, e não a declaração do preço de compra do bem. Afinal, a Receita necessita compreender se a renda declarada é compatível com o gasto do ano e não interessa, neste caso, o valor real do imóvel.

Ficha de Bens e Direito

Na ficha de “Bens e Direitos”, do programa de declaração de Imposto de Renda, é necessário que seja preenchido todos os campos, observando que, no caso do financiamento, é necessário declarar o valor das parcelas pagas no ano anterior.

No campo “Discriminação”, atente-se em preencher com o máximo de informações possíveis, inclusive o banco com o qual o imóvel foi financiado e se foi usado parte do FGTS como pagamento.

Imóvel financiado por mais de uma pessoa: quem deve declarar a propriedade no imposto de renda?

No caso de integrantes de matrimônios que financiaram um imóvel, os regimes reconhecidos pela Receita Federal são: Comunhão Total de Bens, Comunhão Parcial de Bens e Separação Total de Bens.

Existe ainda, os casos de amigos ou familiares que compraram um imóvel juntos e não tem nenhum tipo de ligação de matrimônio ou união estável. Entender como fazer a declaração em casa caso:

Comunhão total de bens e comunhão parcial de bens

No caso dos regimes Comunhão Total de Bens e Comunhão Parcial de Bens, é necessário apenas que um dos integrantes do matrimônio declare financiamento no Imposto de Renda.

Afinal, perante a Receita Federal, enquanto o contrato de casamento estiver em vigor, os bens comuns do casal são propriedade, em sua totalidade, das duas partes.

Separação total de bens.

Na situação em que o casal, durante o ato contratual de casamento, optou pela Separação Total de Bens, cada um dos integrantes do matrimônio deverá declarar o quanto pagou no financiamento do imóvel em sua referida declaração.

Imóveis adquiridos em conjunto de amigos/parentes.

Em vias de declarar um imóvel adquirido em conjunto a terceiros, a propriedade deverá ser declarada por todos os indivíduos que participaram da transação. Portanto, o valor que deverá ser informado na declaração de cada um é o valor correspondente a porcentagem que foi paga.

Vamos usar como exemplo o caso em que dois amigos dividam o financiamento de um imóvel, caso o primeiro tenha pago 30% do valor e o outro 70%, cada um deverá declarar à proporção que desembolsou em sua declaração do Imposto de Renda.

Quais as novidades na declaração do imposto de renda para 2019?

Na declaração do Imposto de Renda, desde 2019, se torna obrigatório o preenchimentos dos campos: endereço, matrícula, área, Inscrição Municipal (IPTU) e o cartório em que o bem foi registrado. Todos na ficha “Bens e Direitos”.

A Receita busca, através destas medidas, ter mais informações sobre a declaração e, assim, tornar possível rastrear a omissão de bens ou inconsistências.

Uma outra novidade é sobre a verificação das informações da declaração. A partir de 2019, após 24 horas da entrega do Imposto de Renda, a Receita retorna para o declarante se há algum dado discrepante em sua declaração, e assim, é possível retificar as informações erradas o mais rápido possível.

Por

Webjornal O Estado RJ > No ar desde 28/05/2007 > Promovemos o Projeto Futuro Jornalista.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e