Com ou sem verba, o negócio é brincar!

Fevereiro enfim chegou, agora é pensar no Carnaval! O que? Carnaval só em março? Hummm, então teremos mais um mês até a festa da carne. Fazer o que né. Esperar e começar a participar dos blocos carnavalescos que povoam a cidade antecipando assim o Carnaval.

O quê? Tá arriscado o calendário de blocos carnavalescos não sairem, devido ao prefeito ter reduzido verbas para a festa? Mas os blocos recebem ajuda do prefeito? Eu imaginava, mas por que então poderá ter redução? Ah, entendi, com a mídia falando sem parar que o Carnaval 2019 será enxuto e com isso menos animação e investimento. Mas para pular o Carnaval precisa-se de dinheiro? Precisa-se de luxo e sofisticação? Então, minha gente! vamos nos animar e se preparar para o carna 2019!

Lembro-me que remotamente lá pelos idos dos anos 70 que não se precisava muito para se divertir nos quatro dias de folia. Muitas pessoas faziam suas fantasias de roupas velhas e caiam na gandaia, tinha também os famosos bate bolas ou Clóvis, como eram chamados em alguns lugares.

O Carnaval, a festa, a alegria está em cada um. Você pode sair de casa de bermuda, camiseta, chinelos e pronto! Desculpa-me, não pode de jeito nenhum esquecer de levar sua garrafa de água. Isso sim é imprescindível. Nesse calor devastador que está fazendo no Rio de Janeiro você não pode sair sem a garrafa de água para se hidratar.

A verdade é que, já faz algum tempo, o Carnaval de rua vem sendo esquecido pela maioria da população e principalmente pelos governantes. O Carnaval passou a ser de quem pode pagar. Isso esvaziou a cultura carnavalesca e a deixou presa a uma condição de poder aquisitivo. Já não se faz mais a maior festa popular brasileira para o povo. Com a intenção de dar uma atenção maior a esse caso, muitos governos já tentaram voltar com a festa nas ruas criando coretos e bailes populares, mas não deu certo. Talvez por falta de criatividade e vontade de acertar.

De umas três décadas para cá cresceu também o número de pessoas que simplesmente não gostam de Carnaval e com isso procuram refúgio longe das cuícas e dos agogôs. Viajam para a região dos Lagos ou mesmo para região Serrana e fogem do tumulto e da bagunça imperante nos dias de folia. Uma alternativa bastante interessante, pois o Carnaval nessas regiões são de intensidade menor. Relaxar sem perder o rebolado, essa é a ideia.

A verdade é que engana-se quem acha que o brasileiro é apaixonado por Carnaval. Ele não gosta! Apesar de o Carnaval ser uma festa do cristianismo ocidental, muitas pessoas odeiam e sequer o colocam em suas agendas evento para se divertir. A palavra Carnaval vem do latim medieval que quer dizer “adeus à carne”, ele antecede a quaresma, significa que o jejum se aproxima. Mas nem com todo esse toque “religioso”, a festa não atrai a maioria esmagadora da população. O país fica cheio de turistas que se divertem e aproveitam os dias de folias como se fossem os últimos.

Depois do susto com a possibilidade de termos um Carnaval menos esfuziante como de costume, depois de perceber que muita gente sai em fuga para se livrar da bagunça e do tumulto de muita gente nas ruas, depois de perceber que apesar de ser uma festa cristã, muitos cristãos detestam a folia e preferem se refugiar em lugares mais calmos e tranquilos, depois de tudo isso eu me pergunto: o que farei no Carnaval? Pularei como um folião inveterado ou buscarei refúgio e salvação num lugar paradisíaco para reabastecer-me de sentimentos e emoções? O que fazer?

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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