Com o frio vem a vontade de entreter-se

Café literário, sarau, encontros culturais, cappuccino, vinho, chocolate quente, etc

Esta semana começou o inverno no hemisfério sul e com ele algumas baixas temperaturas por aqui. Confesso que sou amante do verão, mas que o frio me fascina pela sua paisagem e fotografia. Já falei sobre isso aqui, mas é um assunto que sempre está em alta, uma vez que, fazer frio na cidade do Rio de Janeiro é algo raro.

 Para nós que continuamos presos em nossas casas, e não é por causa da onda violenta de assaltos que por um “milagre” nos tempos de pandemia cessaram e vivemos até certo ponto com mais tranquilidade quando nos arriscamos de sair às ruas da cidade. A minha expectativa é de quando acabar a pandemia, e hoje a sensação que tenho é que estamos mais próximo, que se continue tendo dias de paz e tranquilidade para a população.

“Um dia frio, um bom lugar para ler um livro”. Djavan

O clima é propenso para o famoso chocolate quente acompanhado de uma torradas e filme na tv. Pode ser uma série também, pois os últimos anos mostraram a tendência nos levando para um entretenimento mais rápido, dinâmico e com finais objetivos. As séries chegaram com força e a cada temporada aumentam seus seguidores. Tem séries para todos os tipos e gostos. É possível se emaranhar em temas totalmente diferentes e ainda sim gostar de todos. Eu mesmo sou adepto de séries de Sitcom, suspense e até mesmo de terror. O importante é não deixar de curtir e viajar no entretenimento. As Tvs abertas começaram a entender o mercado e já tentam competir com o mercado, colocando em suas grades de programação algumas das séries de sucesso. Outras criam as suas séries. Enfim, bem vindo ao mundo das séries!

Eu demorei um pouco a aceitar a transição, pois acostumado desde os sete anos de idade a ver filmes e tê-los como a principal forma de me entreter, tirando as séries antigas que eram ótimas, e ao mesmo tempo ser a forma mais rápida de conhecer culturas, estilos de vida e cidades sem sair de casa, sempre gostei de assistir grandes filmes que hoje são considerados verdadeiros clássicos. É verdade também que existem uma meia dúzia de filmes que eu ainda não vi e que preciso ver antes de morrer, como diz aquele livro. Um desses filmes é “Casablanca”, isso mesmo, nunca vi, apesar de ter o dvd em casa. Aliás, tenho uma pequena dvdteca e ele está na prateleira dos filmes que ainda não assisti e que devo encontrar um tempo para assisti-lo. Quem sabe agora no inverno, bebendo um chocolate quente.

Existem aqueles filmes que não paramos de assistir quando temos a oportunidade. Nesse quesito eu tenho vários. Como se diz para a música, eu sou eclético em relação a sétima arte, gosto de tudo um pouco, para isso basta tocar meu coração. Simples assim. E vai aqui uma peculiaridade que eu carrego quando o assunto é música e filme: para que eu goste, é preciso uma pequena parte da obra me tocar, quando isso acontece, me torno simpático ao trabalho e o vejo com um olhar analítico e ao mesmo tempo, com emoção. É dessa forma que procuro exercer o meu poder de escolha, uma vez que, não temos esse poder na verdade. A arte nos toca e ponto. Não tem como escolhermos o que gostar, acontece quando a mensagem nos toca de alguma forma.

Em tempos de pandemia, o melhor cinema é em casa

Como disse, o inverno está apenas começando e teremos tempo suficiente para fazermos uma lista das obras que ainda não vimos e as que precisamos ver de novo. Aquele livro que continua na gaveta do seu criado mudo esperando o momento certo para a leitura. São tantas as possibilidades que a estação será pequena. O mais importante nisso tudo é que mesmo com o mundo em plena transformação, e ainda não sabemos como vamos recebe-la, ainda nos damos conta de que a cultura se faz necessária e de extrema importância para transpormos o obstáculo que chegou sem pedir licença e que se tornou aquela visita inconveniente, que se instala e não quer ir embora. Está chegando a hora de colocarmos a vassoura atrás da porta para quem sabe ela vá embora e esqueça nosso endereço.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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