Ciro Gomes diz que retoma candidatura: “mais fortalecido do que nunca”

Ciro afirmou que uma possível candidatura de Moro “não atrapalha ninguém

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) afirmou nessa quarta-feira (10) que irá retomar a candidatura à Presidência da República na eleição de 2022. Na semana passada, após seu partido apoiar PEC dos Precatórios em votação no primeiro-turno, Ciro chegou a anunciar a suspensão da pré-candidatura.

“Eu não desisti da minha pré-candidatura. Eu suspendi como ato de luta, porque não posso dar um passo forte na direção de combater o inimigo se meus companheiros não entendem a gravidade da nossa missão. Felizmente eles todos deram um generoso gesto, e eu estou mais fortalecido do que nunca”, disse.

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (9), em segundo turno, o texto-base da PEC dos Precatórios com 323 votos a favor e 172 contra. O PDT, no entanto, orientou voto contrário à proposta neste turno — diferente da primeira votação, quando indicou aos deputados que votassem “sim” a favor da PEC.

Por este motivo, ex-ministro agradeceu a bancada do Partido Democrático Trabalhista e o presidente do partido Carlos Lupi, que já havia sinalizado que Ciro não deixaria a sigla, e que a orientação do voto dos deputados poderia mudar.

“Daqui só saio pela mão generosa do povo brasileiro”, afirmou Ciro.

Nem Lula, nem Bolsonaro

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa quarta-feira (10) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022, contra 21% do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Neste cenário, Ciro aparece em quarto lugar, com 6%, atrás do também ex-ministro Sergio Moro — que se filiou ao Podemos nesta quarta —, com 8%.

Ciro afirmou que uma possível candidatura de Moro “não atrapalha ninguém”. Ao ser questionado, o pré-candidato do PDT avaliou que “pesquisa no Brasil é um retrato de um momento”.

“A vida não é retrato, é filme. Se você olhar há quatro, cinco meses quem estava nos primeiros lugares era [Luciano] Huck. O [Sergio] Moro entra, e saí [do cenário]. Nós precisamos ter muita paciência e entender, pedir a Deus que ilumine nossa palavra, porque o Brasil esta vivendo a pior crise do ponto de vista social e econômico”, disse.

Além disso, Ciro avaliou que “a crise pelo qual o Brasil está passando não nasceu com Bolsonaro”, mas sim no governo do ex-presidente Lula.

“Bolsonaro esta agravando profundamente. Essa crise nasceu pela mistura explosiva de corrupção generalizada com a maior crise econômica da história brasileira produzida pelo Lula e pelo PT. Bolsonaro é um produto disso, um produto equivocado, mas fruto do ódio e frustração do nosso povo”, afirmou.

“A solução para a tragédia do presente não é a volta ao passado. Qual solução: paciência, humildade, fé na inteligência do povo, deixar o tempo amadurecer as coisas. Vou me dedicar a isso com toda experiência”.

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