Ciro diz que, se eleito, direção do Banco Central será ‘convidada a se demitir’

“Saberei governar sem inflação e sem déficit fiscal, com mandato autônomo do Banco Central construído sobre metas de equilíbrio entre controle de inflação e pleno emprego”, escreveu ele e suas redes sociais

O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) afirmou que seu eventual governo não respeitará a atual autonomia do Banco Central e que, caso seja eleito, a diretoria da instituição será “convidada a se demitir” no primeiro dia.

A declaração foi dada em entrevista ao Manhattan Connection, do Canal MyNews, na quinta-feira (14).

“No primeiro dia do meu governo, nós somos todos cavalheiros, a atual direção do Banco Central será convidada a se demitir. Ficou alguma dubiedade?”, afirmou.

A autonomia do Banco Central foi aprovada pelo Congresso no início de 2021, estabelecendo mandatos fixos para o presidente da instituição e para oito de seus diretores responsáveis pela política monetária. Por lei, o presidente do banco toma posse no terceiro ano do mandato do presidente da República. Eles podem ser reconduzidos ao cargo.

Segundo Ciro Gomes, a atual autonomia será substituída por uma nova dentro dos seis primeiros meses de seu eventual governo ― ele não explicou como seria feita a mudança e qual sua proposta de autonomia.

Em suas redes sociais, na sexta-feira (15), o pré-candidato sugeriu que o atual modelo coloca o Banco Central a favor do “setor financeiro” e não do “povo”.

“Saberei governar sem inflação e sem déficit fiscal, com mandato autônomo do Banco Central construído sobre metas de equilíbrio entre controle de inflação e pleno emprego”, escreveu.

No começo de abril, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse a empresários e a integrantes do mercado financeiro que o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, continuará no cargo caso Lula seja eleito em outubro, e que o ex-presidente será o “homem forte” da economia.

Na entrevista de quinta-feira, Ciro Gomes ironizou a posição do PT.

“Eu não sou o Lula, eu vou mudar o que está acontecendo no Brasil ou não quero ser presidente”, disse.

CNN

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