Cinema e tecnologia

Por muito tempo os filmes exibidos no cinema só contaram com o talento de sua equipe de produção e como aplicava as novas tecnologias para apresentar o resultado na velha sala escura em 2D.

Agora também há salas tecnologicamente desenvolvidas para ampliar a experiência cinematográfica que vão das 3D comuns a supertecnológica 4DX.

O problema é saber o que vale e o que não vale ser visto nessa ou naquela sala, já que, por enquanto, as próprias distribuidoras não parecem ver o potencial dos filmes em relação ao tipo de sala nas quais serão exibidos, não se preocupando em fazer qualquer indicação.

Foto: Divulgação

Um exemplo é o lançamento recente da Paramout Pictures, ‘Predadores Assassinos’ (CRAWL, 2019), o qual tem a proposta que mescla uma produção do tipo “filme catástrofe” a uma de “terror estilo tubarão”, para contar uma história de tirar o fôlego. Isso porque a trama se passa durante um violento furacão que atinge a Flórida, alagando toda a região onde o pai da personagem Haley (Kaya Scodelario) vive. Assim a jovem, ignora as ordens das autoridades para deixar a cidade e vai em busca de seu pai desaparecido (Barry Pepper) e da cachorrinha da família.

‘Predadores Assassinos’ é um filme que tem uma proposta perfeita para uma exibição em sala 4DX, onde há efeitos físicos, inclusive com água. Só que sem uma devida orientação, ninguém vai procurar uma sala do tipo, rara ainda no Brasil. Muito menos pagar mais para ver um filme em uma, como ocorreu com o filme ‘Tempestade: Planeta em Fúria’ (Geostorm, 2017) que foi um filme completamente diferente para os poucos que viram numa sala 4DX.

Já ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’ (Annabelle: Creation, 2017) foi um pouco decepcionante em uma sala de efeitos físicos. Além de poucos efeitos práticos relevantes para funcionar na sala, a exibição na 4DX antecipava alguns momentos tensos. Porém um filme com o trabalho de áudio de ‘Annabelle 2’, teria funcionado bem melhor em uma sala com tecnologia focada no som, como é o caso da sala XPlus.

Da mesma forma que atualmente há tantos filmes que desperdiçam tecnologia, como efeitos digitais mal aplicados, há aqueles que na sala errada são um desperdício de tempo e dinheiro. Isso inclui ver em sala 2D ou 3D, afinal há filmes que funcionam nas duas formas de exibição, como o sucesso mundial ‘Vingadores: Ultimato’ (Avengers: Endgame, 2019). Já outros só em 2D, como o filmes ‘Amantes Eternos’ (Only Lovers Left Alive, 2013), e outros só em 3D, como ‘Deuses do Egito’ (Gods of Egypt, 2016).

Por

Ex-repórter redatora da editoria de Cultura do webjornal O Estado RJ, atualmente colunista (Curtindo Adoidado).

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e