Cientistas chineses alertam para grande presença de plástico no fundo do mar

Nesse sentido, o estudo sugere que os plásticos já "contaminaram a parte mais profunda e remota" da Terra, um problema cujos impactos ainda são "desconhecidos", mas "potencialmente danosos neste frágil ecossistema"

Um grupo de cientistas da China encontrou evidências da presença de “microplásticos” no leito oceânico em quantidades que superam até mesmo as da superfície do mar, informou nesta quarta-feira (5) a agência estatal de notícias “Xinhua”.

Os pesquisadores, procedentes do Instituto de Ciência e Engenharia do Leito Oceânico da Academia de Ciências da China, recolheram amostras de água e de sedimentos no sul da Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, a profundidades compreendidas entre 2.500 e 11 mil metros.

Nas águas do leito oceânico, os cientistas advertiram para a presença de microplásticos em quantidades que vão de 2,06 a 13,51 partículas por litro, “um índice muito maior que o encontrado na superfície”, afirmou a “Xinhua”.

Além disso, a presença de microplásticos nos sedimentos do solo da Fossa das Marianas varia de 200 até 2.200 partículas por litro, uma proporção “claramente superior” à da maioria dos sedimentos em águas profundas.

Nesse sentido, o estudo sugere que os plásticos já “contaminaram a parte mais profunda e remota” da Terra, um problema cujos impactos ainda são “desconhecidos”, mas “potencialmente danosos neste frágil ecossistema”.

Os microplásticos estão compostos de material fibroso, têm formato de bastonete e arredondados, e são azuis, vermelhos, brancos, verdes e roxos, em sua maioria.

As microfibras plásticas são as mais comuns de todos os microplásticos, com comprimento que varia de entre um e três milímetros em amostras de água, e de 0,1 a 0,5 milímetros nas porções de sedimentos, segundo a “Xinhua”.

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