Chile (re)conquista a América e mantém Argentina na fila por um título

11-Chile-poses-for-a-photo-Um ano após decidirem a Copa América nas cobranças de pênalti, Argentina e Chile voltaram a se encontrar na marca fatal, dessa vez pelo título da Copa América centenário, edição especial da competição sul-americana, disputada pela primeira vez na América do Norte. O desfecho, tal qual em 2015, foi novamente favorável ao Chile, que ratifica sua hegemonia continental com o bicampeonato e mantém a Argentina em um jejum que já dura 23 anos com a seleção principal. O último título argentino foi justamente uma Copa América, em 1993. Em 2008 os Hermanos conquistaram a medalha de ouro na China, porém com a seleção olímpica.

Um ano após amargar o vice da Copa América para o mesmo Chile, no país do adversário, e dois após repetir a colocação na Copa do Mundo do Brasil, a Argentina liderada por Messi, se via pronta para enfim sagrar-se campeã novamente e fazer valeu seu atual status de líder do ranking da Fifa. A campanha até a final fora impecável: cinco vitórias (incluindo uma por 2 a 1 contra o mesmo Chile, logo na estreia), sendo quatro goleadas, com 18 gols marcados e apenas 2 sofridos. Retrospecto digno de campeão. Faltavam apenas a faixa e o caneco. Faltavam e faltou.

O Chile, por sua vez, acostumou-se a jogar decisão e fez da reconhecida inferioridade técnica sua arma mais letal: a força do conjunto e da disciplina tática. A equipe, se não foi brilhante, fez um jogo perfeito para anular a Argentina e ainda contou com a hesitação de Higuain logo no início de jogo, em uma das poucas falhas que poderiam lhe custar a taça. Para além da final em si, há de se lembrar que para lá chegar o Chile derrotara a Colômbia nas semifinais e aplicara impiedosos 7 a 0 no México, nas quartas, em uma partida magnífica.

O zero que, a exemplo da decisão de 2015, teimou mais uma vez em não sair do placar, se arrastou também na programação – muito graças a Romero e, especialmente, Claudio Bravo, os arqueiros de Argentina e Chile. Na nova decisão por pênaltis, estaria literalmente nas mãos deles garantir a taça. Cada um pegou um. Bravo o de Biglia e Romero o do craque Vidal. Mas Messi também errou. Chutou para fora mais uma chance de levar sua seleção ao ápice e saiu do estádio anunciando uma possível aposentadoria na seleção.

À Argentina coube mais um vice-campeonato em competições internacionais – o sétimo desde 93 – e ao Chile a extensão justa por pelo menos mais três anos do título de melhor seleção das Américas. Em 2019 o Brasil volta a receber a Copa América. Resta saber se enfim de novo como protagonista ou outra vez como mero coadjuvante.

Foto: Agência Reuters

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