Chegou a hora de viver um novo Re…começo

E parece que as coisas estão querendo voltar a um “novo” normal. Será que eu entendi direito? “Novo normal. O que é isso? Uma espécie de nova era? Nova fase de um game? Acho que não, parece mais uma forma que achamos de tentar dar nome a nova etapa que o planeta irá começar a partir de agora, que se deu início com a descoberta do novo coronavírus e a pandemia que se alastrou pelo mundo no ano de 2020. Parece até um roteiro de filme do Steven Spielberg.

Estamos realmente presenciando uma nova perspectiva de vida na Terra e isso requer tempo para adaptação. Ao contrário dos filmes, a sociedade precisa de um tempo maior para decorar suas falas e seu posicionamento na cena seguinte. Isso exigirá muita determinação e talento. Talento que faltou até agora em nossos governantes para que chegássemos ao novo milênio mais amáveis e sensíveis. Isso é o que mais preocupa no momento: a falta de talento pode nos levar a novo colapso mundial. Ai meu Deus! será que aguentamos outro momento como esse? Espero que sim e espero que não precisemos pagar pra ver.

Enquanto isso, alguns pegam seus textos e saem por aí improvisando suas falas e deixando o resto da população de cabelo em pé e assustada com tamanha “canastrice” de falsos atores que insistem em dizer que decoraram o texto todinho. E sabe que eu também tenho essa sensação? De que existe hoje muito mais “canastrão” da comédia que acha que pode nos fazer rir quando na verdade nos enche de pânico.

O ator canastrão é aquele que sabe que não tem o mínimo dom para interpretação, mas que, mesmo assim, arrisca umas cenas e se percebe logo que não fará carreira na área. Depois que a porta se abriu para uma nova etapa de um novo começo, as pessoas precisam estar centradas no seu papel junto ao maior roteiro da humanidade, a vida! É nesse momento que se espera de todos a sua “deixa” para que em um só movimento, como num efeito dominó, todos saiam ao final com a sensação do dever cumprido.

E é nessa hora que as cortinas se abrem e o aplauso é inevitável. E os holofotes se viram para todos numa demonstração de reconhecimento coletivo. Não podemos deixar essa história se perder por falta de dedicação, de entrega pessoal e individual. Vamos todos juntos nessa “onda” que promete mudar a história de uma vez por todas e nos dá uma nova chance de recomeçar de forma diferente e mais correta. É a hora do coletivo em prol da virada. É hora de fazermos o que se espera, é hora de amarmos cada dia como se fosse o último. É hora de viver.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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