Cerca de 175 mil militares russos estão na fronteira com a Ucrânia

Os últimos acontecimentos vêm após meses de tensão constante ao longo da fronteira entre os dois países

Novas descobertas da inteligência dos EUA estimam que a Rússia pode começar uma ofensiva militar na Ucrânia em questão de meses, já que até 175 mil soldados russoas estã posicionados ao longo da fronteira, uma escalada surpreendente que o presidente Joe Biden considera que pode levar a consequências graves.

Os últimos acontecimentos vêm após meses de tensão constante ao longo da fronteira entre os dois países, que preocupa as autoridades americanas e ocidentais e com tensas conversas entre diplomatas.

Uma reportagem da CNN informou na última sexta-feira (3) que as forças russas têm capacidades instaladas ao longo da fronteira com a Ucrânia para realizar uma invasão rápida e imediata, incluindo a construção de linhas de abastecimento como unidades médicas e combustível que poderiam sustentar um conflito prolongado, caso Moscou decida invadir.

Autoridades disseram que os níveis atuais de equipamentos na área podem fornecer apoio as forças de linha de frente por até um mês.

As descobertas, relatadas primeiro pelo Washington Post e descritas por um funcionário do governo, apontam que a Rússia poderia começar a ofensiva “já no início de 2022” com 100 grupos táticos de batalhão, o dobro da escala de forças que a Rússia acumulou na região no ano passado.

O chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, general James McConville, disse no sábado (4) que “em torno de 95.000 a 100.000 soldados russos” estavam na fronteira com a Ucrânia.

“Não sei o que eles vão fazer. Mas estou muito, muito preocupado com a postura delesa”, disse McConville, ao falar em um Fórum de Defesa Nacional.

“Isso dá muitas opções aos russos, e não tenho certeza do que eles farão. Mas, para mim, isso é terrível e terá um impacto na estabilidade e segurança de nossos amigos europeus”.

A declaração de McConville é considerada o primeiro reconhecimento registrado de relatórios sobre o nível de tropas pelos militares dos EUA.

O aumento levou a uma planejada “videochamada” na próxima terça-feira (7) entre os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin, informou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, em um comunicado.

“Os líderes discutirão uma série de tópicos na relação entre os países, incluindo estabilidade estratégica, cibernética e questões regionais”, disse Psaki.

“Biden expressará as preocupações dos EUA com as atividades militares russas na fronteira com a Ucrânia e reafirmará o apoio dos Estados Unidos à soberania e integridade territorial da Ucrânia”.

Questionado na noite de sexta sobre as descobertas, Biden expressou profunda preocupação.”Há muito tempo que estamos cientes das ações da Rússia. Teremos uma longa discussão com Putin.

Além do aumento militar, informações sugerem uma campanha de influência russa com o objetivo de denegrir os líderes da Ucrânia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que vem alertando contra uma ofensiva russa.

“Informações recentes também indicam que as autoridades russas propuseram ajustar as operações de informação da Rússia contra a Ucrânia para enfatizar a narrativa de que os líderes ucranianos foram instalados pelo Ocidente, nutriam ódio pelo ‘mundo russo’ e agiam contra os interesses do povo ucraniano, “disse um funcionário.

Na sexta, Biden advertiu que tornaria “muito, muito difícil” para Putin realizar uma ação militar na Ucrânia. Autoridades americanas disseram que isso poderia incluir novas sanções, inclusive contra russos do círculo íntimo de Putin, e o aumento de assistência militar à Ucrânia.

Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional disse que os EUA estão “profundamente preocupados com as evidências de que a Rússia está intensificando seu planejamento para uma ação militar significativa contra a Ucrânia”.

“O governo Biden tem sido consistente em nossa mensagem à Rússia: os Estados Unidos não buscam conflito e a melhor maneira de evitar uma crise no relacionamento é por meio de diplomacia”, disse oele.

Falando no Parlamento na semana passada, o ministro de Defesa ucraniano descreveu as táticas que a Rússia está usando na fronteira.

“Em abril e setembro deste ano, a Rússia trouxe cerca de 50 grupos táticos para nossas fronteiras. Atualmente, 41 destes estão em prontidão para combate. O número total de soldados na Rússia, bem como nos territórios temporariamente ocupados, como a Crimeia, é agora estimado em 94 mil pessoas “, disse Oleksii Reznikov.

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