Política

Presidência admite que assinatura de Moro foi usada sem autorização em exoneração de Valeixo

A assinatura do então ministro da Justiça, Sergio Moro, foi usada sem a autorização dele no ato de exoneração do à época diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, publicada no Diário Oficial da União (DOU), admitiu a Secretaria-Geral da Presidência da República em ofício encaminhado à Polícia Federal. O documento reforça a acusação feita por Moro, em pronunciamento quando deixou o cargo no mês passado e em depoimento posterior à PF, de que não tinha assinado a exoneração de Valeixo, que foi publicada no DOU no dia 24 de abril “a pedido”. No ofício enviado a PF, a Secretaria-Geral afirma que a praxe da administração pública é colocar o nome do presidente da República e, em seguida, do ministro da área —no caso o da Justiça— independentemente da autorização do próprio. “A partir disso, é possível atestar que não houve qualquer objetivo deliberado de parecer que o ato já havia sido assinado pelo senhor Sergio Moro, como equivocadamente divulgado. Ao contrário,...
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Braço-direito de Aras não vê provas em vídeo e contesta entrega de celular a STF

Braço-direito do procurador-geral da República, Augusto Aras, o secretário-geral do Ministério Público da União, Eitel Santiago, disse que o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril não contém provas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. “Vi o vídeo e nele não aparece qualquer indício de interferência do Presidente em alguma investigação que esteja em curso. Sobre o tema, o vídeo é um risco na água”, disse. Ele se manifestou sobre a fala do ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, à CNN, de que o vídeo prova a interferência. "Penso de forma diferente. Na minha opinião, a fala de Fonteles é fruto de lamentável facciocismo político", disse. Santiago também afirmou que Fonteles "não tem autoridade" para pressionar Aras com suas avaliações sobre a investigação. "Notório simpatizante do PT, quando era PGR, Fonteles deixou que a paixão política contaminasse a própria atuação dele na chegia do MPF. Por isso, ele impediu uma investigação logo no início do Governo Lula. A...
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Após divulgação de vídeo, cidades brasileiras têm panelaços contra Bolsonaro

Cidades brasileiras registraram panelaços na noite dessa sexta-feira (22) em protesto ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), horas depois da divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. Usuários de redes sociais reportaram panelaços em bairros de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, entre outras. Segundo o ex-ministro Sergio Moro, foi nesta reunião que o presidente teria manifestado a intenção de interferir politicamente na Polícia Federal, cobrando a substituição do superintendente do Rio de Janeiro e do diretor-geral, além de acesso a relatórios de inteligência e informação da corporação. Bolsonaro nega as acusações. Na reunião, Bolsonaro afirma que interferiria em todos os ministérios, se fosse preciso, e cobra relatórios de informação da PF (Polícia Federal), das Forças Armadas e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Bolsonaro publicou em suas redes sociais que a divulgação do vídeo prova que não houve tentativa de intervenção. "Mais uma farsa desmontada; nenhum indício de interferência na Polícia...
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China, cassino e privatização do BB, opinião de Guedes em reunião

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em reunião ministerial que a China é, para o Brasil, “aquele cara que você sabe que você tem que aguentar”, ressaltando que, apesar de os dois países estarem em polos geopolíticos diferentes, o gigante asiático é o principal mercado das exportações brasileiras. “A China é aquele cara que você sabe que você tem que aguentar, porque para vocês terem uma ideia, pra cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China”, disse Guedes. “Você sabe que ele é diferente de você. Você sabe que geopoliticamente você está do lado de cá. Agora, você sabe o seguinte, não deixa jogar fora aquilo ali não porque aquilo ali é comida nossa. Nós estamos exportando para aqueles caras”, disse Guedes. O ministro falou sobre o tema em reunião ministerial em 22 de abril, cujo conteúdo foi tornado público nessa sexta-feira (22) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. “Não vamos...
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Se a economia não voltar, vai ter gente morrendo de fome, diz Braga Netto

Ao fazer nesta sexta-feira (22) um relato detalhado das ações do governo federal nos últimos 60 dias para o combate ao novo coronavírus à Comissão Mista do Congresso Nacional sobre Covid-19, o ministro-chefe da Casa Civil , Walter Souza Braga Netto, destacou o auxílio emergencial de R$ 600, que está sendo pago pelo governo federal e disse que os recursos são finitos e que a economia precisa voltar sob pena de um caos social. “O recurso é finito. Quando terminar o recurso, e não tem como continuar por muito tempo, a economia tem que voltar e aí nós precisamos do apoio dos senhores, porque se a economia não voltar, nós vamos ter gente morrendo de fome e vamos ter caos social, de desabastecimento e tudo mais”, avaliou. Braga Netto acrescentou que o número de solicitações de benefícios de seguro desemprego subiu até o momento “apenas 9,6 %”. Para o ministro isso indica que a situação ainda está sob controle, apesar de já ser alto. O...
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Eleição municipal pode ser dividida em 2 dias, diz ministro Barroso

Para reduzir aglomerações e a exposição de eleitores ao novo coronavírus, uma das hipóteses em discussão é que as eleições municipais deste ano tenham dois dias de votação, disse hoje (22), em Brasília, o ministro Luís Roberto Barroso, que assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima semana. Para isso, seria preciso um gasto adicional de R$ 180 milhões, que é o custo estimado pelo TSE de um dia adicional de eleição. Diante do quadro de crise fiscal, porém, outra possibilidade seria expandir o horário de votação, para que dure 12 horas, o que teria um custo menor. “Em vez de irmos até as 17h, irmos talvez até as 20h, e começar às 8h. Portanto, iríamos de 8h às 20h, 12 horas de votação. Esta é uma ideia, é uma possibilidade. Essa não depende de lei, podemos nós mesmos regulamentar no TSE”, disse o ministro, durante uma live promovida pelo jornal Valor Econômico. Votação pode ser por faixa etária A Justiça Eleitoral...
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Bolsonaro fala em reabertura “responsável” da economia

O presidente Jair Bolsonaro defendeu uma reabertura "responsável" da economia no país e voltou a citar o desemprego e a falta de renda como argumento para a flexibilização do isolamento social. A declaração foi dada nessa quinta-feira (21), durante sua live semanal, transmitida nas redes sociais. Para o presidente, os governadores que montarem um plano de reabertura serão reconhecidos pela população. "Todos têm a ganhar com a volta responsável ao serviço. O que eu digo aos senhores governadores, respeitosamente, os senhores que decidem, eu apenas estou mandando bilhões aos senhores, o estado que tiver um plano de abertura radical, obrigando a máscara, sem multa, no convencimento, vai ser um governador reconhecido, porque a ansiedade por parte da população está enorme. Estamos tornando os pobres miseráveis", afirmou. As medidas de isolamento social, como o fechamento do comércio não essencial, estão entre as principais recomendações defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas pelas autoridade de saúde de vários...
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Bolsonaro diz que Brasil está na iminência de reabrir comércio

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que o Brasil está na iminência de reabrir o comércio como forma de reativar a economia, apesar das medidas de distanciamento social decretadas por governadores para conter o avanço do coronavírus. Em diálogo com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que conversou mais cedo com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e acrescentou acreditar que os Estados e municípios estão caminhando para uma reabertura. “A gente está na iminência de abrir, com responsabilidade, é lógico, o comércio, para que a miséria não se faça valer no Brasil, porque uma pessoa desempregada não tem saúde”, disse Bolsonaro. O presidente também afirmou que teve uma reunião “muita boa” com os governadores pela manhã, quando recebeu o apoio da maioria dos 27 governadores ao veto à possibilidade de reajuste salarial a categorias de servidores públicos e anunciou que pretende sancionar o mais breve possível uma ajuda de 60 bilhões de reais a...
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Divulgação do vídeo com falas polêmicas de Bolsonaro e seus ministros pode ter impacto político e jurídico

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello planeja decidir até essa sexta-feira (22/05) se o vídeo de uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros no dia 22 de abril deve ser tornado público, seja integralmente ou em parte. Há grande expectativa sobre o conteúdo da reunião porque, segundo o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, o presidente teria manifestado abertamente naquele encontro a intenção de interferir na Polícia Federal, o que Bolsonaro nega. Além disso, o vídeo, caso divulgado na íntegra, teria potencial de causar desgaste político ao governo também devido a declarações polêmicas de alguns ministros, incluindo ataques agressivos ao STF, a governadores de Estados e a outros países. A gravação foi incluída como possível prova no inquérito que investiga se houve ingerência por Bolsonaro na PF, aberto após Moro se demitir do ministério em 24 de abril. Ele saiu por não concordar com a decisão do presidente de demitir o então diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, e nomear...
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Historiador diz, que ‘é cada vez mais difícil acreditar que Bolsonaro chegue ao final do mandato’

A gravidade da crise causada pelo novo coronavírus no Brasil ficou mais evidente quando o país atravessou pela primeira vez, na terça-feira (19), a barreira de mil mortes por covid-19 registradas em 24h, segundo dados oficiais. O Brasil é o terceiro país do mundo com mais casos detectados de coronavírus (271.885), depois dos Estados Unidos e da Rússia, e o sexto em número de mortes associadas à pandemia, com 17.983 até terça-feira, segundo a Universidade Johns Hopkins. A escassez de testes para detectar infecções, no entanto, reforça a suspeita de que o número real de vítimas seja consideravelmente maior do que as estatísticas oficiais mostram. O cenário já seria suficiente para causar dificuldades ao presidente Jair Bolsonaro, que insiste em minimizar a ameaça da doença. Mas o Brasil também é um caso especial porque, simultaneamente à crise da saúde, passa por uma grave crise política e econômica, alerta o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho. "É uma tempestade perfeita", diz...
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