Meio Ambiente

Ministério do Meio Ambiente suspende contratos por 90 dias

Pelos próximos 90 dias, o Ministério do Meio Ambiente suspendeu todos os convênios e parcerias da pasta e autarquias com organizações não governamentais. O órgão determinou um levantamento das despesas. A medida envolve parcerias e contratos dos distintos fundos do ministério com o terceiro setor. A ordem se estende aos convênios, acordos de cooperação, atos e projetos. Em nota, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, a assessoria informa que ocorrerá avaliação e ajustes dos contratos que “tenham condições de ter continuidade”. “O diagnóstico permitirá a avaliação daqueles que tenham condições de ter continuidade, bem como dos que eventualmente mereçam reparos. A Medida Provisória 870, que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios, também tornou necessário esse reexame.” O texto informa também que na análise "serão examinados condições, prazos e volumes dos acordos pactuados”....
Leia mais

Erosão afeta 60% do litoral brasileiro e deforma centenas de quilômetros de praia

O Brasil tem cerca de 7.500 quilômetros de litoral, entre praias, falésias, dunas, mangues, restingas e muitas outras formações. Mais da metade disso, no entanto, está sendo progressivamente destruída pela erosão ou pelo acúmulo de sedimentos, agravados pela ação humana. Juntos, esses dois problemas - erosão e acúmulo - atingem hoje cerca de 60% do litoral brasileiro, segundo o livro Panorama da Erosão Costeira no Brasil, publicado em novembro pelo Programa de Geologia e Geofísica Marinha, que reúne 27 universidades e instituições de pesquisa, e divulgado pela Fapesp no mês passado. Isso significa que hoje 4.500 km de litoral são afetados pela erosão. Isso é um aumento de 50% em relação à primeira edição do levantamento, em 2003, quando cerca de 3.000 km do litoral eram afetados. As regiões mais atingidas são Norte e Nordeste, segundo o geógrafo Dieter Mueher, coordenador do levantamento e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). "Na verdade, o que piorou mais se deu no Ceará e...
Leia mais

COP24: países definem regras para implementar Acordo de Paris

Os representantes de mais de 150 países que se reuniram na Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP24), em Katowice, na Polônia, definiram executar uma série de regras que permitem a implementação do Acordo de Paris. A decisão foi unânime. Com a adoção das regras a partir de 2020, as nações signatárias deverão trabalhar juntas para enfrentar o aquecimento global sob o Acordo de Paris. Pelas medidas aprovadas, todas as nações, incluindo os países em desenvolvimento, devem detalhar os esforços em curso para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O primeiro relatório deve ser apresentado até o final de 2024. Outra decisão é que as nações industrializadas informem às Nações Unidas a ajuda financeira que planejam fornecer aos países em desenvolvimento. Esses relatórios devem ser apresentados a cada dois anos. Este item ainda pode ser modificado. As nações insulares e alguns outros países queriam metas mais elevadas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Mas os participantes...
Leia mais

Pesca fantasma ameaça quase 70 mil animais marinhos por dia no Brasil

No Brasil, a pesca fantasma – caracterizada pela perda ou descarte nos mares de equipamentos de pesca, como redes, linhas e armações – ocorre em 70% da costa brasileira (12 dos 17 estados costeiros). De acordo com o relatório “Maré Fantasma – Situação atual, desafios e soluções para a pesca fantasma no Brasil”, estima-se que até 69 mil animais marinhos sofram os impactos dessa pesca por dia, que incluem prejuízos ao ecossistema, ferimentos, mutilações, emaranhamento, sufocamentos e até a morte. O documento foi apresentado esta semana pela organização não governamental Proteção Animal Mundial no evento “Oceano Plástico: como escapar desse emaranhado?”, promovido em parceria com a ONU Meio Ambiente, na capital paulista. No mundo, o volume de equipamentos de pesca largados nos oceanos por ano chega a 640 mil toneladas. No Brasil, o estudo estima que cerca de 580 quilos desses materiais sejam abandonados ou perdidos nos mares por dia, inclusive em áreas de proteção ambiental, como unidades de conservação....
Leia mais

Cientistas chineses alertam para grande presença de plástico no fundo do mar

Um grupo de cientistas da China encontrou evidências da presença de "microplásticos" no leito oceânico em quantidades que superam até mesmo as da superfície do mar, informou nesta quarta-feira (5) a agência estatal de notícias "Xinhua". Os pesquisadores, procedentes do Instituto de Ciência e Engenharia do Leito Oceânico da Academia de Ciências da China, recolheram amostras de água e de sedimentos no sul da Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, a profundidades compreendidas entre 2.500 e 11 mil metros. Nas águas do leito oceânico, os cientistas advertiram para a presença de microplásticos em quantidades que vão de 2,06 a 13,51 partículas por litro, "um índice muito maior que o encontrado na superfície", afirmou a "Xinhua". Além disso, a presença de microplásticos nos sedimentos do solo da Fossa das Marianas varia de 200 até 2.200 partículas por litro, uma proporção "claramente superior" à da maioria dos sedimentos em águas profundas. Nesse sentido, o estudo sugere que os plásticos já "contaminaram a parte mais...
Leia mais

Efeitos de mudanças climáticas contribuem para desigualdade social

As pessoas expostas a riscos decorrentes das mudanças climáticas em regiões de baixa renda têm sete vezes mais chances de morrer e seis vezes mais chances de serem feridas ou de terem que se deslocar, na comparação com a população de regiões de alta renda. A conclusão é de relatório divulgado na última semana pela Climate Trends, uma empresa de pesquisa climática com sede na Índia. “Um aumento adicional nas temperaturas globais afetará mais as pessoas desfavorecidas e vulneráveis por meio da insegurança alimentar, de preços mais altos dos alimentos, da perda de renda e de oportunidades de subsistência, impactos adversos à saúde e deslocamentos da população. No caso específico da Índia, isso é extremamente preocupante porque o país tem grande população vulnerável, que pode ser particularmente atingida”, disse Aarti Khosla, diretora da Climate Trends, durante a divulgação do relatório. A Índia está muito exposta a riscos de desastres naturais, com alta exposição à seca, calor e inundação, o que...
Leia mais

Emissões globais de gases de efeito estufa aumentam em 2017

As emissões de gases de efeito estufa aumentaram no ano passado, depois de três anos de estabilização, segundo relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (27) em Paris. O estudo mostra que as emissões globais atingiram níveis históricos de 53,5 gigatoneladas de gás carbônico equivalente. Os cientistas alertam que, se persistir a tendência atual, até o fim do século, a temperatura global poderá subir pelo menos 3º Celsius (º C). Diante do crescimento das emissões globais de gás carbônico equivalente em 2017, o relatório projeta que os países devem triplicar os esforços para alcançar a meta de manter o aquecimento global até 2030 abaixo de 2º C ou quintuplicar as ações para limitar o aumento da temperatura abaixo de 1,5° C, conforme prevê o Acordo de Paris. Apenas 57 países, que representam 60% das emissões globais, estão no caminho para atingir a meta em 2030, informa o documento da ONU. O resultado apresentado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas pelo Meio...
Leia mais

Amazônia: ganhar dinheiro de modo sustentável!

"A nossa biodiversidade na Amazônia, vai ficar lá… apenas deixando que alguns explorem de forma clandestina? Eu já estive na Amazônia algumas vezes. Eu lembro uma viagem que fiz com o Exército (...). Pintou lá um branquelão de dois metros de altura (...) pesquisando, coletando dados sobre a nossa biodiversidade. Por que não podemos fazer acordo para explorar nossa biodiversidade amazônica, sem o viés ideológico?" A fala acima é do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante uma transmissão de vídeo em sua página no Facebook. Mas o que exatamente Bolsonaro quer dizer quando fala em "explorar a biodiversidade" da floresta Amazônica? Pelo menos um dos integrantes da equipe de transição nomeada pelo presidente eleito tem uma ideia bastante precisa sobre o assunto. Para o biólogo Ismael Nobre, a melhor forma de preservar a floresta é ganhar dinheiro de modo sustentável com ela. E dá para ganhar "dinheiro de verdade" usando tecnologia de ponta para produzir e transportar produtos "premium", derivados de espécies...
Leia mais

Desmatamento ameaça áreas protegidas da Bacia do Rio Xingu

De janeiro a setembro deste ano, uma área superior a 100 mil campos de futebol, cerca de 100 mil hectares de floresta foram destruídos na Bacia do Rio Xingu, segundo o Sistema de Indicação por Radar de Desmatamento (Sirad X), monitoramento mensal feito pelo Instituto Socioambiental (ISA) com base nas informações do satélite Sentinel-1. Apenas em setembro, 4.410 hectares de floresta foram derrubados. Uma das áreas de maior biodiversidade do mundo, a Bacia do Rio Xingu engloba 21 Terras Indígenas e dez Unidades de Conservação (UCs) entre os estados do Pará e Mato Grosso e abrange 21 municípios. Nas áreas protegidas, mais de 32 mil hectares foram desmatados de janeiro a setembro. Na Terra do Meio, foram desmatados 25 mil hectares no período, dentro dos 8,5 milhões de hectares de extensão. O Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aponta 6.947 quilômetros quadrados de corte raso de agosto de...
Leia mais

Mudança climática pode representar ameaça para fertilidade de insetos

A mudança climática pode representar uma ameaça para a fertilidade de insetos, indicou um estudo publicado pela revista "Nature". Segundo a pesquisa da Universidade de East Anglia, da Inglaterra, as ondas de calor afetam o esperma dos machos de algumas espécies. Esse fator poderia explicar por que a mudança climática está tendo impacto sobre a população de diversos insetos. Para realizar o estudo, os pesquisadores, liderados pelo professor Matt Gage, observaram a reação de escaravelhos vermelhos a ondas de calor simulados dentro de um ambiente controlado. Por meio de uma série de experimentos, a equipe analisou o prejuízo causado à capacidade reprodutiva do inseto e também características de seus descendentes. Os pesquisadores descobriram que uma primeira onda de calor reduzia pela metade o número de filhotes que os escaravelhos eram capazes de ter. Já a segunda tornava os machos praticamente estéreis. A produção de esperma caia em três quartos após a exposição. Os testes também mostraram que esses espermatozoides tinham mais dificuldade...
Leia mais
http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e