Meio Ambiente

O lobo ‘semeador de árvores’, que é ameaçado na natureza e vale R$ 200

Tornar-se o símbolo da cédula mais valiosa no Brasil contrasta com a realidade do lobo-guará. O animal que estampará a nota de R$ 200 tem passado por uma fase de pouca valorização: perdeu parte de sua população nas últimas décadas, tem sido alvo constante de produtores rurais e viu o seu território ser tomado pelo agronegócio. O maior canídeo silvestre da América do Sul vive em risco constante. Um dos principais símbolos do Cerrado, o lobo-guará foi duramente afetado pela constante expansão do agronegócio no bioma. Classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma espécie vulnerável, em uma lista de animais ameaçados de extinção, o lobo-guará é considerado inimigo por muitos proprietários de áreas rurais. Com frequência, o animal é morto a tiros. Outro risco está nas rodovias; há diversos registros de canídeos que morreram atropelados. Há mais de duas décadas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) classifica o lobo-guará como uma espécie "quase ameaçada". Especialistas apontam...
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Até 2040 seiscentos milhões de toneladas de plásticos podem chegar ao oceano

Caso não sejam tomadas medidas urgentes e de impactos ambientais e financeiros, o volume de plástico existente no mercado dobrará, o volume anual do produto que entra no oceano subirá de 11 milhões de toneladas, em 2016, para 29 milhões de toneladas, em 2040, e a quantidade nos oceanos quadruplicará, atingindo, no mesmo período, mais de 600 milhões de toneladas. A projeção foi feita pelo estudo Breaking the Plastic Wave (Quebrando a Onda dos Plásticos, em tradução livre), publicado este mês pela Pew Charitable Trusts e a Systemiq e feito em parceria pela Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas. Os 29 milhões de toneladas de plástico que poderão entrar nos oceanos em 2040 representarão 100% de emissão de gases de efeito estufa, envolvendo um cenário sem mudanças na cultura ou no comportamento do consumidor. O custo líquido desse vazamento é estimado em US$ 940 bilhões por ano. Numa entrevista feita à Agência Brasil, o líder da iniciativa Nova Economia...
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Amazônia : desmatamento cresce pelo 14º mês e se encaminha para pior registro em uma década

O desmatamento na Amazônia Legal cresceu pelo 14º mês consecutivo em junho, mostraram números preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aumentando a pressão sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro em um momento em que investidores e empresários passaram a cobrar do presidente uma ação mais efetiva contra a destruição da floresta. De acordo com os dados do Deter, programa de satélite usado para acompanhar em tempo real o desmatamento, a derrubada da floresta aumentou 10,7% em junho, comparado com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano, a área devastada cresceu 25%, chegando a 3.066 quilômetros quadrados, mostram os dados do Inpe. “A pressão está aumentando”, disse Mariana Napolitano gerente de ciência da ONG WWF-Brasil. “Os dados de desmatamento por si só já mostram que a gente tem uma situação muito complicada e fora do controle na Amazônia agora.”  De acordo com Ane Alencar, diretora de ciências do Instituto de Pesquisa Ambiental da...
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Fruta mais popular do mundo sofre também ameaça de pandemia

Uma doença letal aparece do nada. Sua transmissão é silenciosa, espalhando-se antes que os sintomas apareçam. Uma vez contraída, já é tarde demais para detê-la — não há cura. A vida nunca mais será a mesma. Soa familiar? Não se trata da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A Tropical Race 4 (TR4) afeta bananas. Também conhecida como mal-do-Panamá, é causada pelo fungo Fusarium oxysporum, que vem destruindo as fazendas de banana nos últimos 30 anos. Seria apenas mais uma doença a afetar plantas se não fosse o fato de que, na última década, a epidemia se acelerou repentinamente, espalhando-se da Ásia para Austrália, Oriente Médio, África e, mais recentemente, América Latina, de onde vem a maioria das bananas enviadas para supermercados no Hemisfério Norte. Atualmente, o mal-do-Panamá está presente em mais de 20 países, provocando temores de uma "pandemia da banana" e uma escassez da fruta mais consumida do mundo. Cientistas de todo o mundo estão trabalhando contra o relógio para...
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Fragmentos de óleo voltam a aparecer no litoral do Nordeste

Fragmentos de óleo foram avistados e removidos das praias de Tamandaré, Cupe e Muro Alto, no sul de Pernambuco, nesta segunda-feira (22), segundo informaram a Agência Estadual de Meio Ambiente (CRPH-PE) e a Marinha do Brasil.  "As primeiras avaliações técnicas apontam que o material encontrado é proveniente de manchas de petróleo que atingiram o litoral do Nordeste e parte do Sudeste do país, no ano passado", informou a CRPH-PE em nota. No final de agosto de 2019, começou a ser registrado o aparecimento de manchas de óleo em praias do litoral nordestino. Já em novembro, fragmentos foram retirados também de praias no Espírito Santo, chegando ao Sudeste do país. Um relatório da Petrobras, em outubro de 2019, indicou que a substância encontrada nas praias brasileiras seria uma mistura de óleos de origem venezuelana. Na época, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles insinuaram envolvimento do governo do país vizinho no caso, o que foi...
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Calor extremo deve acontecer daqui a 50 anos, mas há locais onde isso já é realidade

Pesquisadores de mudanças climáticas alertam há algum tempo que a Terra testemunhará temperaturas que tornarão regiões "quase inabitáveis" até 2070. Mas um novo estudo, publicado na revista Science Advances, descobriu que esses extremos já estão ocorrendo. Condições perigosas que combinam calor e umidade estão surgindo em todo o mundo e, embora esses eventos durem apenas algumas horas, estão aumentando em frequência e intensidade, afirmam os autores. Eles analisaram dados de 7.877 estações meteorológicas coletados entre 1980 e 2019. Os resultados mostraram que a frequência das ocorrências de temperaturas extremas combinadas com umidade dobrou em algumas regiões subtropicais costeiras durante o período do estudo. Cada evento desses teria potencial para — se prolongado por um período extenso — provocar mortes. Onde esses eventos ocorreram? Esses ocorreram várias vezes em partes de Índia, Bangladesh e Paquistão, no noroeste da Austrália e ao longo das costas do Mar Vermelho e do Golfo da Califórnia, no México. As temperaturas mais altas e potencialmente fatais foram identificadas 14 vezes nas...
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Dragão azul começa a ser visto no Golfo do México

Embora não seja uma criatura azul que cospe fogo, o "dragão azul" é considerado um achado raro. Por conta disso, visistantes do Parque Nacional da Ilha do Padre, localizado no estado americano do Texas na altura do Golfo do México, foram surpeeendidos com a grande presença do molusco nos últimos dias.   O garoto Hunter Lane, 7 anos, natural do Arizona, disse ter encontrado quatro dragões em poucos minutos no dia 2 de maio, enquanto passava férias com a família. Seu pai, Trey Lane, disse que passa férias na região há 30 anos e nunca havia visto um. "Hunter ama criaturas marinhas e pensou ter encontrado uma água-viva azul", disse Trey. "Depois ele disse ter descoberto uma nova espécie!" Dragões azuis, ou Glaucus Atlanticus, são pequenas lesmas do mar - geralmente de apenas 3 centímetros. Eles podem ser encontrados nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, de acordo com a ONG Oceana. Mesmo que as criaturas não sejam tão grandes quanto os dragões,...
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Roupas estão prejudicando o planeta

Coletivamente, a indústria global da moda produz quase quatro bilhões de toneladas métricas de emissão de gases de efeito estufa, ou 8,1% do total mundial, de acordo com a Quantis, uma consultoria climática que analisa o impacto ambiental da indústria da moda. Esse cálculo inclui os sete estágios da vida de uma peça de vestuário, começando com a criação das fibras usadas para fabricá-la (o cultivo do algodão, por exemplo), até a montagem da roupa e, por fim, seu transporte e venda. As estimativas consideram vestuário e calçados. Quando você vai a um shopping ou faz compras online, é difícil compreender as consequências globais dessas aquisições individuais. Mas considere o impacto de uma única camiseta de algodão ou uma calça jeans como exemplos. O processo de confecção de uma camiseta de algodão emite cerca de cinco quilos de dióxido de carbono – mais ou menos a mesma quantidade gerada em uma viagem de carro de 20 quilômetros. Além disso, a...
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Um em cada dez domicílios no Brasil joga esgoto na natureza

No Brasil, um em cada dez domicílios ainda despeja os resíduos diretamente na rua ou na natureza, seja em fossas escavadas no terreno, valas, rios ou no mar. O número equivale a cerca de 9 milhões de lares em todo o território nacional que não têm acesso à rede de esgoto e crescem desde 2016. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua 2019, divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em apenas um ano, esse número aumentou cerca de quatro vezes, passando de 2,2 milhões em 2018, o que representava 3,1% do total dos domicílios pesquisados, para 9 milhões em 2019, que representam 12,6% do total. Antes disso, em 2016, 2,8% dos domicílios depositavam os dejetos diretamente na natureza, o que equivalia a 1,9 milhão de casas. De acordo com o IBGE, parte desse crescimento entre 2018 e 2019 deve-se a aprimoramentos na coleta de dados. A pesquisa mostra que o cenário...
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Maior ‘buraco’ já registrado na camada de ozônio se fecha no Ártico

Um buraco na camada de ozônio que se formou sobre o Ártico no fim de 2019 e tornou-se o maior já registrado se fechou recentemente, disseram cientistas do Serviço de Monitoramento Atmosférico de Copernicus (CAMS, em inglês). Os especialistas, que monitoravam esse buraco na camada de ozônio, fizeram o anúncio no final da semana passada e destacaram que o buraco "bastante incomum" não foi causado pela atividade humana, mas por um vórtice polar do Ártico particularmente forte. Ainda de acordo com os especialistas do CAMS, essa recuperação provavelmente não pode relacionada com a diminuição da poluição em todo o mundo causada pelas medidas de isolamento para combater a pandemia do novo coronavírus. "O COVID-19 e os bloqueios associados à doença provavelmente não tiveram nada a ver com isso", afirmou o grupo no Twitter. "O buraco foi impulsionado por um vórtice polar incomumente forte e duradouro, e não está relacionado a mudanças na qualidade do ar." De qualquer forma, o buraco era enorme – a...
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