Meio Ambiente

Incêndios atingem mais de 6 mil hectares na Chapada dos Guimarães

Incêndios atingem 6.180 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT), de acordo com estimativa divulgada nesse sábado (14) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A estimativa foi feita com base nos focos de calor. O parque segue fechado para visitação por período indeterminado. Os incêndios, que começaram a ser registrados a partir do dia 15 de julho, atingem, também, nas imediações do Parque Nacional, 45 mil hectares. Segundo o ICMBio, as ocorrências atendidas somam 22. No parque, segundo o instituto, o fogo está controlado. O local deverá permanecer fechado até o início do período de chuva por questões de segurança e para a recuperação do meio ambiente. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, localizado próximo a Cuiabá, em Mato Grosso, tem uma área de 32.769,55 hectares, tendo o cerrado como vegetação predominante. Peritos norte-americanos Hoje (14), peritos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) chegam na Chapada dos Guimarães. Eles também vão ao Parque...
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Incêndios sempre ocorreram, mas nunca incentivadas por um presidente, diz Marina Silva à BBC

Em uma rápida avaliação da gestão de Ricardo Salles a frente do Ministério do Meio Ambiente, a ex-ocupante do cargo Marina Silva é sucinta: "ele cometeu todos os erros". O principal deles, diz, ocorreu bem no começo, quando Salles aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para comandar a pasta. "O segundo erro foi ter aceitado a tarefa de destruir a governança ambiental brasileira", disse Marina, que assumiu o ministério por cinco anos, durante os mandatos de Lula, e foi adversária de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. Em entrevista a BBC News Brasil, Marina falou sobre as queimadas que vêm devastando a região amazônica nas últimas duas semanas e da responsabilidade do atual governo sobre esse cenário. Segundo a ex-ministra, incêndios sempre ocorreram, mas nunca incentivados pelo discurso de um presidente. Para ela, de todos as gestões que já estiveram à frente do Brasil, incluindo na ditadura militar, esta será a única que não deixará uma contribuoção à conservação da floresta,...
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Partículas de plástico caem do céu com a neve no Ártico

Micropartículas de plástico estão caindo do céu com a neve - inclusive, no Ártico. É o que revela um estudo publicado na revista científica Science Advances. Uma equipe de pesquisadores alemães e franceses afirma ter ficado surpresa com a quantidade de partículas encontradas na região: mais de 10 mil por litro de neve derretida. Isso significa que, até mesmo no Ártico, as pessoas estão provavelmente respirando microplásticos no ar - embora os efeitos para a saúde ainda não sejam claros. Também foram encontradas partículas de borracha e fibras na neve. A região é vista com frequência como um dos últimos recantos intocados do planeta. Como foi feito o estudo? Os pesquisadores coletaram amostras de neve das ilhas Svalbard, território ártico norueguês, usando um método de baixa tecnologia - colheres de sobremesa e frascos. No laboratório do Instituto Alfred Wegener, em Bremerhaven, na Alemanha, eles descobriram uma quantidade muito maior de partículas do que esperavam. Algumas eram tão pequenas que os cientistas tiveram dificuldade de determinar a origem. A...
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Desde 1970 população de animais em florestas cai pela metade

Desmatamento, caça ilegal, doenças, mudança climática. Para os animais silvestres que vivem nas florestas do mundo, as últimas décadas representaram uma hecatombe. Segundo um relatório divulgado pela Organização Não Governamental (ONG) ambiental World Wide Fund for Nature (WWF), a população desses animais diminuiu pela metade desde 1970. O estudo analisou 455 populações de 268 espécies de mamíferos, répteis, anfíbios e pássaros que vivem em florestas e concluiu que houve um declínio de 53% na quantidade de animais vertebrados entre 1970 e 2014. A WWF aponta que a situação é particularmente crítica na Amazônia e em outras florestas tropicais. O estudo também analisou populações de florestas temperadas, boreais e mediterrâneas. Segundo a ONG, 60% dessas perdas estão relacionadas ao desmatamento e à degradação drástica do habitat das populações de animais. O texto ainda aponta que a caça, a introdução de espécies invasoras, a disseminação de doenças e a mudança climática também contribuíram para o quadro. No caso do Brasil, a WWF menciona a derrubada...
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Alerta ONU: mudança climática ameaça produção de alimentos

A população da terra está crescendo e, com ela, o consumo. Essa tendência só irá aumentar em um futuro próximo, mas os recursos do planeta são limitados – e o solo não é uma exceção. Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicado nesta quinta-feira (8) focaliza a conexão entre o uso da terra e seus efeitos sobre a mudança climática. O documento destaca como, em uma espécie de círculo vicioso, solos e florestas doentes agravam as mudanças climáticas, que, por sua vez, causam impactos negativos na saúde das florestas e do solo. As conclusões do IPCC são resultado de dois anos de trabalho de 103 peritos de 52 países, que participaram voluntariamente do estudo. Antes do seu lançamento, o relatório foi discutido com os governos no início de agosto em Genebra, na Suíça, e aprovado por consenso por todos os países que participam do IPCC. Acordo de Paris O relatório aponta que, se o aquecimento global ultrapassar o limite de...
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Habitantes de quase 400 regiões do planeta já estão vivendo em carência de água

O crescimento populacional, o aumento do consumo de carne e a intensificação da atividade econômica vêm pressionando os recursos hídricos do mundo. Habitantes de quase 400 regiões do planeta já estão vivendo sob condições de "extremo estresse hídrico", segundo um novo relatório do World Resources Institute (WRI), um centro de pesquisa sediado em Washington. Esse cenário não se repete no Brasil, mas alguns Estados brasileiros já apresentam um parâmetro "baixo-médio", diferente de boa parte da realidade nacional. O temor é que a escassez de água possa causar o deslocamento de milhões de pessoas, gerando conflitos e instabilidade política. Do México ao Chile, a áreas da África e a pontos turísticos no sul da Europa e no Mediterrâneo, o nível de "estresse hídrico" - a quantia de água extraída de fontes terrestres e superficiais em comparação com o total disponível - está atingindo níveis preocupantes. Problema global Quase um terço da população global - 2,6 bilhões de pessoas - vive em países em situação de...
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Alerta! O mundo está ficando mais quente

O mundo está ficando mais quente. Julho de 2019 deve ser o mês mais quente da história – e as temperaturas em julho em quase todos os lugares da Terra foram mais altas nos últimos 10 anos em comparação com os anos 1880-1900, como mostra o mapa. Cientistas alertam que o aumento da temperatura global tem que ser limitado a 1,5 °C para evitar os efeitos mais devastadores das mudanças climáticas. As temperaturas registradas em 1850-1900, antes da industrialização em massa, são usadas como base de comparação. A Terra já esquentou 1°C desde então. Não parece muito, mas se nada for feito para limitar o aquecimento, o planeta pode enfrentar uma 'catástrofe', segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ligado à ONU. O aumento no nível dos oceanos pode deixar centenas de milhares de pessoas desabrigadas. Eventos climáticos extremos, como secas, ondas de calor e tempestades também serão mais frequentes. O cultivo de alimentos como arroz, milho e trigo pode ser...
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Escudo da Amazônia: desmatamento dispara no Xingu

O desmatamento em unidades de conservação na bacia do rio Xingu, nos Estados do Pará e Mato Grosso, cresceu 44,7% em maio e junho de 2019 em comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando a tendência de alta no desflorestamento da Amazônia e ampliando as pressões sobre um dos principais corredores ecológicos do bioma. Os dados são do Sirad X, boletim publicado a cada dois meses pela Rede Xingu+, que agrega 24 organizações ambientalistas e indígenas. Além de compilar imagens de satélite, o sistema usa radares que permitem detectar o desmatamento mesmo em períodos chuvosos do ano. O boletim diz que, entre janeiro e junho deste ano, a região perdeu 68.973 hectares de floresta - área equivalente à cidade de Salvador. A bacia do Xingu abriga 26 povos indígenas e centenas de comunidades ribeirinhas, que dependem do bom funcionamento dos ecossistemas locais para sobreviver. A região tem tamanho comparável ao do Rio Grande do Sul. Como mais da metade...
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2019: humanidade já está em débito com os recursos naturais do planeta

  Desde de segunda-feira (29), a conta da humanidade passa a ficar em débito com a Terra. É que a partir deste dia passaremos a consumir mais recursos do que o planeta consegue regenerar. A informação é do Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa responsável pelo cálculo do Dia da Sobrecarga da Terra, que mede a chamada Pegada Ecológica das atividades humanas no mundo. Esse cálculo mede a área terrestre e marinha necessária para produzir todos os recursos consumidos por uma população ao ponto em que o planeta ainda consiga se regenerar. "O motivo deste processo de degradação do planeta é nosso atual padrão de consumo, que exige uma quantidade maior de recursos que a natureza consegue oferecer", aponta a Global Footprint Network. De acordo com os cálculos da organização, se a humanidade mantiver o ritmo atual de consumo teremos consumido 1,7 planeta Terra, até o final de 2019. A Global disse ainda que neste ano, o limite bateu um...
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Brasil reduz consumo de HCFCs em 37,5%

O Brasil assumiu o compromisso de reduzir em 39,3% o consumo dos hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) até o ano de 2020. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o país já conseguiu reduzir esse consumo em 37,75% em relação à linha de base, que é de 1.327 toneladas PDO/ano (Potencial de Destruição do Ozônio), equivalente à média dos anos 2009 e 2010. Ao todo, foram eliminadas 501,04 toneladas PDO. Os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) são substâncias químicas utilizadas, principalmente, por indústrias dos ramos de refrigeração e automotiva, na produção de espumas, na agricultura e em laboratórios. Os HCFCs são também os principais responsáveis pela degeneração da camada de ozônio. A redução do consumo dessas substâncias é meta prevista do Protocolo de Montreal, que começou a vigorar em 1987 e tem a adesão de 197 países. O MMA destaca ainda que a redução do consumo dos HCFCs, além de contribuir para a preservação da camada de ozônio, reafirma os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na questão...
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