Meio Ambiente

Mariana: reflorestamento usa mudas de pequenos agricultores

Recuperar 5 mil nascentes e 40 mil hectares de áreas de preservação ambiental na bacia do Rio Doce foi um dos compromissos assumidos pela Samarco e por suas acionistas Vale e BHP Billiton, em acordo firmado em março de 2016 entre o governo federal e os de Minas Gerais e do Espírito Santo. A medida, de caráter compensatório, visa a restaurar a mata nativa além da área que foi degradada após o rompimento da barragem da mineradora em Mariana (MG). Passados quatros anos da tragédia, esse trabalho é reforçado por famílias de trabalhadores rurais. O acordo entre as mineradoras e os governos também levou à criação da Fundação Renova para gerir todas as medidas reparatórias e compensatórias dos danos causados. A entidade firmou com o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) um convênio para produzir, este ano, 150 mil mudas. As famílias também participam do plantio, que foi planejado para o início do período chuvoso e teve início na...
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“O pior ainda está por vir”, diz Bolsonaro sobre o óleo que atingiu Nordeste

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista à TV Record no domingo (3), que “o pior ainda está por vir” e que pode ocorrer uma “catástrofe muito maior” no derramamento de óleo que chegou à costa brasileira, já que o material recolhido até agora seria apenas uma parte do que teria sido derramado.Mancha de óleo em praia de Peroba em Maragogi, Alagoas. De acordo com as últimas informações da Marinha, cerca de 4 mil toneladas de óleo foram retiradas das praias e do mar no Nordeste, mas o governo não sabe o quanto mais ainda pode chegar. No última final de semana, o óleo começou a se aproximar do arquipélago de Abrolhos, área considerada de maior diversidade marinha no Atlântico Sul. “A notícia ruim: o que chegou até agora e foi recolhido é uma pequena quantidade do que foi derramado, então o pior ainda está por vir, não sei se na costa do Brasil”, disse Bolsonaro. O presidente ressaltou que parte...
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Sacolas de papel ou algodão podem ser tão ruins para o ambiente quanto as de plástico

Pense na última vez que você recebeu uma sacola com suas compras — era de plástico, papel ou algodão? Não importa. Todas são ruins para o meio ambiente, e especialistas dizem que, para começo de conversa, você não deve nem comprar uma sacola nova. É isso mesmo — até sacolas de papel e de algodão. Na realidade, elas podem ser até pior para o meio ambiente do que sacolas de plástico que são recicladas. O problema é que, quando pensamos sobre sacolas sustentáveis, só focamos no que vai acontecer com ela depois de sua vida útil, mas esquecemos dos custos de fabricar uma sacola, em primeiro lugar. Para calcular o custo ambiental verdadeiro, precisamos levar em consideração: Quanta energia é usada para fazer a sacola durante sua produção; Quantas vezes ela pode ser reutilizada; O quão fácil é reciclá-la; Qual é a rapidez de sua decomposição se é jogada fora. Quatro vezes mais energia Fazer sacolas de papel e algodão tem um custo ambiental. De acordo com...
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Petrobras: vazamento é a maior agressão ambiental do país

O vazamento de óleo que tem sido retirado do litoral do Nordeste é a maior agressão ambiental já sofrida pelo Brasil em sua história, disse nesta terça-feira (29), no Rio de Janeiro, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Ele participou de um seminário da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre a matriz energética brasileira e comentou o desastre ambiental. "[O vazamento] é maior agressão ambiental sofrida por nosso país, creio eu, em nossa história", disse. Afirmou que o assunto tem sido abordado de forma "politizada e ideologizada", com "versões falsas" sobre o que poderia ter sido feito. "Na realidade, era impossível combater isso na origem. As empresas de petróleo e a Petrobras estão preparadas para combater vazamentos de petróleo, uma vez identificada a fonte do vazamento", afirmou. Castello Branco comparou a quantidade de óleo retirada das praias ao desastre ambiental no Golfo do México, em que o vazamento partiu da petrolífera British Petroleum (BP). "É semelhante", disse. Ainda não se sabe de...
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Abrolhos: santuário marítimo está na rota de mancha de petróleo

"Tudo o que vimos até agora é muito triste e preocupante. Mas nada poderia ser pior do que isso chegar lá". O "isso", no caso, são as manchas de óleo que há quase dois meses invadem o litoral nordestino sem qualquer tipo de contenção efetiva. "Lá" é a região de Abrolhos, no extremo sul da Bahia. E quem faz esta afirmação em tom de pesar é a professora do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Zelinda Leão, que desde a década de 1970 estuda os recifes de coral ali presentes. Trata-se da mais extensa bancada de corais do Brasil e do Atlântico Sul, que resguarda, justamente por causa disso, a maior biodiversidade marinha da porção sul do Atlântico, com mais de 1.300 espécies já registradas entre fauna e flora. A região possui ainda a maior produção pesqueira da Bahia, movimentando aproximadamente R$ 100 milhões por ano e provendo sustento a mais de 20 mil famílias. Não à toa, o...
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Oceanógrafos alertam! Danos do óleo no litoral do Nordeste vão durar décadas

"A contaminação química dura muito mais tempo do que aquilo que a poluição visual pode sugerir." Essa não é uma afirmação boa de ouvir, quando se trata da mancha de óleo que atinge boa parte do litoral brasileiro desde 30 de agosto, mas é a realidade expressada pela oceanógrafa Mariana Thevenin, uma das articuladoras do grupo de voluntários Guardiões do Litoral, que se formou em Salvador para limpar praias, estuários e manguezais desde que a contaminação chegou à costa da Bahia. Em um cenário ideal, aponta Thevenin, o derivado de petróleo deveria ter sido barrado antes de chegar à areia e entrar pelos rios. Entretanto, se o óleo já chegou à costa, a limpeza deve ser feita na maior velocidade possível, na tentativa de evitar que ele volte para o mar com o movimento das marés ou que as substâncias tóxicas ali contidas se entranhem nos variados sedimentos costeiros. Ainda assim, não se pode criar ilusões. Mesmo quando, para os olhos,...
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Petrobras está entre os 20 maiores poluidores de emissão de CO2 no mundo

Um estudo do instituto de pesquisas Climate Accountability Institute, com sede nos Estados Unidos, diz que um grupo de 20 empresas é responsável por mais de um terço das emissões de gases causadores do efeito estufa em todo o mundo desde 1965. A estatal brasileira Petrobras aparece na lista, na 20ª posição. Segundo a análise, publicada inicialmente pelo jornal britânico The Guardian nessa quarta-feira (9), as 20 empresas produtoras de petróleo, gás natural e carvão foram responsáveis por 480,16 bilhões de toneladas de dióxido de carbono e metano liberados na atmosfera nesse período. O montante representa 35% das emissões totais de combustíveis fósseis e cimento, que foram de 1,35 trilhão de toneladas. O cálculo feito é baseado na produção anual de petróleo, gás natural e carvão relatada por cada empresa, e leva em conta as emissões desde a extração até o uso final do combustível. A lista tem 12 empresas estatais e oito privadas (confira a relação completa abaixo), e é encabeçada...
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Mudanças climáticas: secretário-geral da ONU pede ações de combate

Em artigo publicado nos principais veículos de mídia do mundo, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres pediu aos países-membros da instituição esforços para combater as mudanças climáticas. Mais de 250 jornais e revistas publicaram a declaração de Guterres nessa quinta-feira (3), entre eles o The Guardian, do Reino Unido, Le Monde, da França, e o jornal semanal The Nation, dos Estados Unidos. Guterres disse que mais de 70 países e 100 cidades se comprometeram a reduzir as emissões de dióxido de carbono para um volume próximo a zero até 2050, na cúpula de ações climáticas de setembro, realizada na Assembleia Geral das Nações Unidas. Acrescentou que muitos países ainda são vistos como dependentes do carvão. Para Guterres, aqueles que negam o aquecimento global e os maiores emissores de dióxido de carbono não têm como se esconder. Ele manifestou o compromisso de fazer com que esses países negativos em relação a mudanças climáticas tomem medidas. Guterres afirmou que "os jovens, as Nações Unidas e um...
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Inacessível: a Ilha no meio do oceano que virou um depósito de plástico

Uma ilha remota no sul do Oceano Atlântico ajudou a revelar a escala do problema dos resíduos plásticos que os mares enfrentam. Cerca de 75% das garrafas encontradas na costa da Ilha Inacessível, no Atlântico Sul, eram da Ásia. A maioria delas foi feita na China e fabricada recentemente, dizem pesquisadores da África do Sul e do Canadá, escrevendo no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o que indicaria que teriam sido descartadas de navios. Estima-se que 12,7 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos a cada ano. Mas esse número se refere apenas ao que é de descartado a partir da terra. Os autores do estudo apontam que hoje se supõe que a maioria do lixo encontrado no mar tenha essa origem. No entanto, os cientistas disseram que evidências indicam o contrário. Lixo mais comum "Quando estávamos [na chamada Ilha Inacessível] no ano passado, foi realmente chocante a quantidade de garrafas de bebida que havia", explica Peter Ryan, diretor...
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Humanos estão ingerindo microplásticos

Aquele canudinho ou copo plástico descartado incorretamente no ambiente pode acabar sendo ingerido por uma pessoa em fragmentos imperceptíveis no copo de água e até no alimento. Os chamados microplásticos vêm gerando preocupações na comunidade científica, em parte porque pouco se sabe acerca dos possíveis impactos na saúde humana. Este é um dos assuntos presentes em discussões propostas por instituições ambientalistas de diversos países que realizaram no sábado (21) o World Cleanup Day ou, simplesmente, Dia Mundial da Limpeza, como o evento é chamado em português. Jonas Leite, doutor em oceanografia e gerente no Rio de Janeiro, do Projeto Meros do Brasil, considera que as atividades na praia fomentam a conscientização, mas alerta que, em qualquer lugar do país, quando o lixo é jogado no chão ou levado para um lixão que não faz o tratamento correto, o resíduo vai acabar indo para os rios e pode percorrer milhares de quilômetros até o oceano. "É o destino final de...
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