Meio Ambiente

Calor extremo deve acontecer daqui a 50 anos, mas há locais onde isso já é realidade

Pesquisadores de mudanças climáticas alertam há algum tempo que a Terra testemunhará temperaturas que tornarão regiões "quase inabitáveis" até 2070. Mas um novo estudo, publicado na revista Science Advances, descobriu que esses extremos já estão ocorrendo. Condições perigosas que combinam calor e umidade estão surgindo em todo o mundo e, embora esses eventos durem apenas algumas horas, estão aumentando em frequência e intensidade, afirmam os autores. Eles analisaram dados de 7.877 estações meteorológicas coletados entre 1980 e 2019. Os resultados mostraram que a frequência das ocorrências de temperaturas extremas combinadas com umidade dobrou em algumas regiões subtropicais costeiras durante o período do estudo. Cada evento desses teria potencial para — se prolongado por um período extenso — provocar mortes. Onde esses eventos ocorreram? Esses ocorreram várias vezes em partes de Índia, Bangladesh e Paquistão, no noroeste da Austrália e ao longo das costas do Mar Vermelho e do Golfo da Califórnia, no México. As temperaturas mais altas e potencialmente fatais foram identificadas 14 vezes nas...
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Dragão azul começa a ser visto no Golfo do México

Embora não seja uma criatura azul que cospe fogo, o "dragão azul" é considerado um achado raro. Por conta disso, visistantes do Parque Nacional da Ilha do Padre, localizado no estado americano do Texas na altura do Golfo do México, foram surpeeendidos com a grande presença do molusco nos últimos dias.   O garoto Hunter Lane, 7 anos, natural do Arizona, disse ter encontrado quatro dragões em poucos minutos no dia 2 de maio, enquanto passava férias com a família. Seu pai, Trey Lane, disse que passa férias na região há 30 anos e nunca havia visto um. "Hunter ama criaturas marinhas e pensou ter encontrado uma água-viva azul", disse Trey. "Depois ele disse ter descoberto uma nova espécie!" Dragões azuis, ou Glaucus Atlanticus, são pequenas lesmas do mar - geralmente de apenas 3 centímetros. Eles podem ser encontrados nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, de acordo com a ONG Oceana. Mesmo que as criaturas não sejam tão grandes quanto os dragões,...
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Roupas estão prejudicando o planeta

Coletivamente, a indústria global da moda produz quase quatro bilhões de toneladas métricas de emissão de gases de efeito estufa, ou 8,1% do total mundial, de acordo com a Quantis, uma consultoria climática que analisa o impacto ambiental da indústria da moda. Esse cálculo inclui os sete estágios da vida de uma peça de vestuário, começando com a criação das fibras usadas para fabricá-la (o cultivo do algodão, por exemplo), até a montagem da roupa e, por fim, seu transporte e venda. As estimativas consideram vestuário e calçados. Quando você vai a um shopping ou faz compras online, é difícil compreender as consequências globais dessas aquisições individuais. Mas considere o impacto de uma única camiseta de algodão ou uma calça jeans como exemplos. O processo de confecção de uma camiseta de algodão emite cerca de cinco quilos de dióxido de carbono – mais ou menos a mesma quantidade gerada em uma viagem de carro de 20 quilômetros. Além disso, a...
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Um em cada dez domicílios no Brasil joga esgoto na natureza

No Brasil, um em cada dez domicílios ainda despeja os resíduos diretamente na rua ou na natureza, seja em fossas escavadas no terreno, valas, rios ou no mar. O número equivale a cerca de 9 milhões de lares em todo o território nacional que não têm acesso à rede de esgoto e crescem desde 2016. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua 2019, divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em apenas um ano, esse número aumentou cerca de quatro vezes, passando de 2,2 milhões em 2018, o que representava 3,1% do total dos domicílios pesquisados, para 9 milhões em 2019, que representam 12,6% do total. Antes disso, em 2016, 2,8% dos domicílios depositavam os dejetos diretamente na natureza, o que equivalia a 1,9 milhão de casas. De acordo com o IBGE, parte desse crescimento entre 2018 e 2019 deve-se a aprimoramentos na coleta de dados. A pesquisa mostra que o cenário...
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Maior ‘buraco’ já registrado na camada de ozônio se fecha no Ártico

Um buraco na camada de ozônio que se formou sobre o Ártico no fim de 2019 e tornou-se o maior já registrado se fechou recentemente, disseram cientistas do Serviço de Monitoramento Atmosférico de Copernicus (CAMS, em inglês). Os especialistas, que monitoravam esse buraco na camada de ozônio, fizeram o anúncio no final da semana passada e destacaram que o buraco "bastante incomum" não foi causado pela atividade humana, mas por um vórtice polar do Ártico particularmente forte. Ainda de acordo com os especialistas do CAMS, essa recuperação provavelmente não pode relacionada com a diminuição da poluição em todo o mundo causada pelas medidas de isolamento para combater a pandemia do novo coronavírus. "O COVID-19 e os bloqueios associados à doença provavelmente não tiveram nada a ver com isso", afirmou o grupo no Twitter. "O buraco foi impulsionado por um vórtice polar incomumente forte e duradouro, e não está relacionado a mudanças na qualidade do ar." De qualquer forma, o buraco era enorme – a...
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Destruição da natureza expõe ser humano a doenças do mundo animal

Em 1998, morcegos na Malásia começaram a migrar em busca de alimento. Desmatamento na região para abrir espaço para agricultura e pecuária havia eliminado suas fontes de comida. Estabeleceram-se em uma nova região onde havia produção de mangas ao lado de criações de porcos e passaram a se alimentar das frutas. Parcialmente comidas, elas caíam em cima dos porcos, que as comiam também. Vírus carregados por morcegos muitas vezes não causam doenças neles. Em outros animais, contudo, esses vírus podem causar patologias graves. E foi assim que um vírus saiu do morcego, pulou para porcos, onde passou por uma mutação que o deixou mais perigoso para seres humanos. Depois, espalhou entre os porcos, vendidos entre fazendeiros, e finalmente pulou para pessoas. Chamado de "vírus Nipah", por causa de um vilarejo na Malásia, desde 1998 este vírus já infectou centenas de pessoas na Malásia, Cingapura, Bangladesh e Índia, com alta taxa de letalidade. É um exemplo de como a interferência do ser humano no...
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‘Eurythenes plasticus’: espécie descoberta na região mais profunda do oceano já tem plástico no organismo

Cientistas descobriram uma nova espécie marinha na parte mais profunda do oceano e a batizaram em "homenagem" ao plástico encontrado em seu corpo. Eles a chamaram de Eurythenes plasticus, como forma de chamar a atenção para o impacto da poluição plástica que afeta milhares de espécies marinhas, incluindo aquelas que vivem a 7 km de profundidade, como é o caso desta. A espécie em questão é um anfípode semelhante a um camarão de aproximadamente cinco centímetros de comprimento capturado na Fossa das Marianas, entre o Japão e as Filipinas. A região é uma das mais profundas do Oceano Pacífico. A descoberta foi possível graças ao trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Newcastle (Reino Unido). Segundo a pesquisa, apoiada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) e publicada na revista científica Zootaxa, o anfípode estava contaminado com partículas de plástico do tipo PET (tereftalato de polietileno) — muito comum na fabricação de garrafas de água e utensílios...
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Plástico descartável: China quer acabar com uso até 2025

O governo chinês anunciou nova medida para combater a poluição. O país quer que as maiores cidades fiquem sem sacos de plástico descartável até o fim deste ano. As embalagens desse material vão ser banidas nos próximos anos. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China e o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente anunciaram que a produção e o uso de plástico em grande quantidade vão ser gradualmente eliminados em todo o país até 2025. Os sacos de plástico vão ser proibidos nas principais cidades chinesas até o fim de 2020 e, até 2022, a medida vai se estender a todas as cidades e vilas. Até o fim deste ano, o uso de canudinhos, utensílios de plástico usados em restaurantes take away (pegue e leve) e envelopes almofadados de envio de encomendas serão eliminados. Os mercados que vendem produtos frescos estão isentos dessa proibição até 2025. Também até 2025, os hotéis terão de deixar de fornecer itens de plástico. A China quer que,...
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“Catástrofe ecológica”: Incêndio na Autrália tem perda de 1 bilhão de animais ou mais

Os incêndios florestais das últimas semanas na Austrália são uma "catástrofe ecológica" que demorará décadas para ser superada e que exige apoio financeiro significativo e mudanças de políticas ambientais, advertem especialistas. Segundo Stuart Blanch, cientista ambiental e um dos responsáveis pelo setor de reflorestamento da World Wide Fund - Austràlia (WWF-A), essas mudanças exigem, necessariamente, medidas concretas para evitar que "continue a aumentar a temperatura do forno" que  "cozinha" o planeta Terra. "Estamos diante de uma catástrofe ecológica, a estimativa é de perda de 1 bilhão de animais, mas sabemos que esse número vai aumentar quando informações mais precisaa forem compiladas", disse. Nas últimas semanas, o fogo queimou uma área maior que Portugal - a época dos incêndios ainda não terminou -, com sérios danos a ecossistemas, especialmente na costa leste do país, deixando várias espécies ameaçadas. . O número de 1 bilhão de animais mortos baseia-se em estudo feito em 2007 por um grupo de cientistas especializados em répteis, mamíferos e...
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Alerta: Península Antártica pode sofrer invasão de espécies

A Península Antártica ficará sujeita nos próximos anos ao aparecimento de espécies invasoras, e algumas delas podem ter efeitos devastadores nos frágeis ecossistemas marinhos e terrestres polares, alerta estudo divulgado nesta segunda-feira (13) em Londres. A pesquisa, publicada na revista científica Global Change Biology, identifica espécies não nativas com maior probabilidade de invadir a Península Antártica nos próximos dez anos, fornecendo dados para que sejam tomadas medidas de redução do fenômeno. O principal autor do estudo, Kevin Hughes, investigador ambiental do British Antarctic Survey (com base em Cambridge, trata dos interesses do Reino Unido na Antártida), trabalhou com uma equipe internacional de investigação para identificar espécies não nativas com maior probabilidade de ameaçar a biodiversidade e os ecossistemas da região da Península Antártica, a partir da análise de centenas de trabalhos acadêmicos, relatórios e bases de dados. Das 103 espécies consideradas em detalhe, 13 foram classificadas como maiores ameaças. Turismo ameaça região "A região da Península Antártica é de longe a parte mais...
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