Meio Ambiente

Geleira boliviana Tuni está desaparecendo, dizem cientistas

A geleira Tuni, na Bolívia, está desaparecendo mais rápido do que o inicialmente previsto, de acordo com cientistas da nação andina, uma situação que provavelmente agravará a escassez de água que já atinge a capital La Paz, a apenas 60 quilômetros (km) de distância. Cientistas da Universidad Mayor de San Andrés (UMSA), que monitoram Tuni e outras geleiras regionais, disseram à Reuters que a geleira, antes extensa, foi reduzida a apenas 1 km².  Se antes previam que duraria até 2025, agora dizem que seu desaparecimento é iminente. “Todo esse setor já foi coberto de gelo”, disse o glaciologista Edson Ramírez. Em grande parte do antigo caminho da geleira, agora há apenas restos de rocha, expostos pela primeira vez em séculos. Embora a geleira esteja recuando desde a Pequena Era Glacial, quando enormes campos de gelo cobriam muitas montanhas andinas, a rápida mudança do clima acelerou o processo, de acordo com cientistas bolivianos. Chuvas torrenciais e secas se tornaram mais comuns e a neve nas montanhas menos estável,...
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Ser humano já consome plástico até na cerveja

Não há como escapar. Está no ar, no açúcar, no sal, na água de torneira, na cerveja gelada. A presença de micropartículas de plásticos já faz parte do cotidiano de qualquer cidadão do mundo. Estima-se que, ao longo de um ano, cada pessoa tenha ingerido algo entre 74 e 121 mil partículas desse material. Em agosto do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório Microplastics in drinking-water (Microplásticos na água potável), no qual analisa mais de 50 estudos sobre a presença de partículas e fibras plásticas em águas naturais, potáveis e de esgoto. O objetivo do relatório era avaliar os riscos à saúde. Por enquanto, não há consenso sobre como esse material tem afetado a vida humana. Partículas acima de 150 micrômetros são facilmente excretadas pelo organismo e, assim, não representariam grande risco à saúde. O que se sabe é que temos ingerido essas micropartículas por meio de ingestão e inalação. E comer plástico não parece...
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Líderes europeus chegam a acordo sobre meta climática mais rígida

Os líderes europeus, reunidos em Bruxelas, chegaram a um acordo para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO²) em 55% até 2030, em relação aos níveis de 1990. O acordo foi anunciado pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, depois de um longo debate que se prolongou durante a madrugada. "A Europa é líder na luta contra as alterações climáticas. Decidimos reduzir as nossas emissões de gases de efeito de estufa pelo menos 55% até 2030", escreveu Michel em sua conta no Twitter. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo agora alcançado permite colocar a Europa “no caminho claro para a neutralidade climática em 2050”. A nova meta visa a colocar a União Europeia (UE) no caminho certo para alcançar emissões zero até 2050, prazo que os cientistas defendem que o mundo deve cumprir para evitar os impactos mais catastróficos nas mudanças climáticas. Para Bruxelas, o acordo oferece a possibilidade de a Europa afirmar a sua liderança climática...
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Ano de 2020 será um dos três mais quentes em um século e meio, alerta OMM

O ano de 2020 será um dos três mais quentes em mais de um século e meio, de acordo com a medição científica das temperaturas, segundo alertou nesta quarta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que também citou um aumento sem precedentes no degelo do Ártico. A temperatura média global, de acordo com os cálculos da agência, será até 1,2º Celsius mais alta neste ano, que os níveis pré-industriais (1850-1900), um valor semelhante ao de 2019 e só superado por 2016, o ano mais quente da história, quando o fenômeno El Niño contribuiu para a alta. Os dados confirmam, além disso, que a década de 2011 a 2020 é a mais quente que se tem registro na história. O panorama é detalhado em informe preliminar da OMM, sobre as condições climáticas deste ano. As conclusões definitivas serão divulgadas em março, quando será confirmado se 2020 é o segundo ou o terceiro ano mais quente da história, já que está quase empatado com...
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Microplásticos: sociedade fica prejudicada com pedido de segredo de justiça

Nem mesmo teve a primeira audiência de conciliação da ACP que foi ingressada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Humanizar-IDESC, marcada para essa quarta-feira (18) e adiada para 03 de fevereiro de 2021 contra as empresas Altacoppo, Arcos Dorados (Mc Donalds), Casas Bahia (Via Varejo), Copobras, Eco Ventures (GoGreen P-Life), Lojas Americanas, Plaslix, Res Brasil (D2W), Strawplast, Supricorp (Gimb) e World Post e também a AGU-Advocacia Geral da União. O pedido de adiamento feito pelas Casas Bahia, teve como argumento não ter sido intimada no prazo que a lei determina, a ré Eco Ventures já está pedindo ao juiz acatar seu pedido de correr o processo dessa ACP-Ação Civil Pública, em segredo de justiça. Os argumentos colocados no pedido não são convincentes para essa situação jurídica de segredo de justiça. Fica a pergunta: o que estão querendo esconder? Outra questão a se considerar no mesmo pedido feito pela importadora e distribuidora do aditivo poluidor oxidegradável GoGreen P-Life, a...
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Instituto move Ação Civil Pública Contra Propaganda Enganosa e Poluição ao Meio Ambiente com Plásticos Oxidegradáveis

O IDESC - Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades Humanizar - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, conforme publicado no DOU de 06/03/2009, em cumprimento as suas finalidades estatutárias de defesa do consumidor, proteção e preservação do meio ambiente, comunica a sociedade em geral, que ingressou com Ação Civil Pública no Tribunal Regional Federal da 4ª Região – SJ-PR, contra as seguintes empresas:Altacoppo; Arcos Dorados (Mc Donalds); Casas Bahia (Via Varejo); Copobras; Eco Ventures (GoGreen P-Life); Lojas Americanas; Plaslix; Res Brasil (D2W); Strawplast; Supricorp (Gimb) e World Post. Participam o Ministério Público, Advocacia Geral da União (AGU) e ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Essa Ação Civil Pública tem como objetivos:  1) responsabilizar essas empresas pelos danos ambientais e propaganda enganosa, pois produzem, vendem e ou distribuem o próprio aditivo oxidegradável e ou produtos elaborados com este aditivo, também conhecido no Brasil como oxi”bio”degradável, cuja estratégia de marketing é induzir o consumidor a acreditar serem estes produtos “biodegradáveis”, “sustentáveis” e ou “amigo do meio ambiente”, quando na verdade...
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O problema pouco conhecido do plástico biodegradável

O plástico descartável está presente em quase todos os aspectos da nossa vida: desde o copo de café que você compra para beber a caminho do trabalho ao canudo para tomar água de coco – sem contar nas fibras dos lenços umedecidos e nos fragmentos de glitter da maquiagem. Das 6,3 bilhões de toneladas de plástico que jogamos fora desde o início da produção em massa do material na década de 1950, apenas 600 milhões de toneladas foram recicladas – e 4,9 bilhões de toneladas foram enviadas para aterros sanitários ou descartadas no meio ambiente. Embora a conscientização sobre o impacto negativo que o plástico pode ter no meio ambiente tenha aumentado nos últimos anos, só agora alternativas ecológicas estão ganhando força. À medida que a proibição de sacolas plásticas descartáveis se espalha pelo mundo, novos materiais se tornam cada vez mais importantes. Mas será que eles são tão bons quanto dizem? Os plásticos biodegradáveis estão se tornando um substituto popular, uma...
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Exitem 14 milhões de toneladas de microplásticos no fundo do mar

Já é bem conhecido e documentado o fato de que grandes quantidades de plástico entram nos oceanos todos os anos, poluindo as águas, espalhando lixo nas praias e ameaçando a vida selvagem. A poluição de plástico foi encontrada até mesmo nas regiões mais remotas da Terra, como a Antártica ou no partes mais profundas de nossos oceanos. Entretanto, pouco se sabe sobre os níveis de plástico aninhados no assoalho oceânico e nos sedimentos do fundo do mar nas partes mais profundas do nosso planeta. Um novo estudo da agência científica nacional da Austrália, conhecida pela sigla CSIRO, publicado na revista Frontiers in Marine Science na segunda-feira (5), lançou alguma luz sobre o problema do plástico, estimando que existem 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo dos oceanos. Segundo o estudo, isso é mais de 35 vezes mais plástico do que se acredita estar flutuando na superfície. Os pesquisadores afirmam que o trabalho é a primeira estimativa global de microplásticos (pedaços...
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Chamas voltam a atingir Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul

A propagação das chamas na Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense, voltou a mobilizar os esforços de bombeiros, brigadistas e voluntários. Segundo o governo em Mato Grosso do Sul, o fogo que há quatro dias se espalha pela Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista já incinerou mais 10 mil hectares da unidade de conservação. Já de acordo com representantes da organização não governamental (ong) que administra a unidade de conservação, a situação é "crítica e incontrolável". Cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial. O incêndio ameaça ainda outras duas unidades de conservação próximas. Para tentar impedir o avanço das chamas, um avião alugado pelo governo estadual e um helicóptero do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram deslocado para a região a fim de auxiliar as equipes que combatem às chamas em terra. Um caminhão com capacidade para 10 mil litros de combustível deve chegar à região em breve. De acordo com o...
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Como queimadas no Pantanal e Amazônia podem afetar outras regiões

As consequências dos incêndios que afetam os biomas brasileiros podem ser notadas em diversas cidades do país. As queimadas intensas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado atingem, além das regiões mais próximas, Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A fumaça e as partículas liberadas pelos incêndios são levadas pelo vento a outras regiões. Como consequência, segundo especialistas, o céu desses locais pode adquirir cores incomuns e há riscos de chuva com coloração preta. Nos últimos dias, a fumaça dos incêndios nos biomas brasileiros, e também da Bolívia, avançou para locais como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e municípios de Minas Gerais, segundo a Metsul Meteorologia. Essa fumaça já havia chegado ao Sul do país. No último dia 13, houve relatos de chuva preta na cidade de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. A suspeita é de que a coloração escura tenha sido causada pelos incêndios no Pantanal, que enfrenta o...
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