Meio Ambiente

Desmatamento na Amazônia tem a maior taxa em 15 anos

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do governo federal, anunciou nessa quinta-feira (18) que a taxa de desmatamento na Amazônia Legal Brasileira teve um aumento de 21,97% em um ano. O valor de corte raso foi estimado em 13.235 km² no período entre 1° de agosto de 2020 e 31 de julho de 2021. Esse é o maior número desde o ano de 2006 segundo as medições dos satélites do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). A maior variação percentual entre os 9 estados da Amazônia Legal foi no Amapá, com 62,5%, que passou de 24 km² desmatados para 39 km². Mas, proporcionalmente, o aumento mais expressivo foi no Amazonas: variação de 55,22%, com área total derrubada de 2.347 km² em um ano. O levantamento é preliminar e será confirmado no primeiro semestre de 2022. Na COP26, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, o Brasil assinou um acordo sobre florestas que...
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Mudanças climáticas estão afetando o formato dos corpos de pássaros

Os corpos das aves estão encolhendo em resposta às mudanças climáticas, mesmo em lugares como a floresta amazônica, que são relativamente intocados por mãos humanas. Os pesquisadores estudaram informações sobre mais de 15.000 aves não migratórias, abrangendo 77 espécies ao longo de um período de 40 anos, que foram capturadas na floresta amazônica, marcadas e depois liberadas. Os cientistas descobriram que quase todos os corpos das aves ficaram mais leves desde a década de 1980, perdendo em média cerca de 2% do peso corporal a cada década, de acordo com um novo estudo publicado na sexta-feira (12) na revista Science Advances. Em uma espécie de ave que pesava cerca de 30 gramas na década de 1980, a população agora tem uma média de 27,6 gramas. O estudo também revelou que a envergadura estava ficando maior em um terço das espécies de aves da Amazônia que foram estudadas. É um padrão também observado em aves migratórias norte-americanas. “Esses pássaros não variam muito em tamanho. Eles são bastante...
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Área de alertas de desmatamento na Amazônia em outubro é a maior para o mês em cinco anos

A área de alertas de desmatamento em outubro foi a maior para o mês em cinco anos, como mostram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta sexta-feira (12), em meio às negociações finais da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Glasgow, na Escócia. Segundo o sistema Deter, que é o levantamento de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia feito pelo Inpe, 877 km² de floresta tombaram na Amazônia – um aumento de 5% em relação a outubro de 2020. É o recorde de outubro na série histórica iniciada em 2016. O governo brasileiro anunciou durante a COP26 que vai aumentar a meta de redução de gases poluentes de 43% para 50% até 2030, além da possibilidade de antecipar a meta de zerar o desmatamento ilegal de 2030 para 2028, e alcançar uma redução de 50% até 2027. A ideia, conforme anúncio do governo brasileiro, é que haja uma diminuição gradual da destruição da floresta em 15%...
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Amazônia Legal tem perda média de 1,5 milhão de árvores por dia

Mais de mil árvores são desmatadas por minuto na Amazônia Legal em 2021, segundo o painel Plena Mata, um monitor da floresta que utiliza dados do MapBiomas, com base na média do desmatamento diário detectado pelo DETER/INPE. O painel, que contabiliza em tempo real as árvores derrubadas por ação do homem, aponta que já foram mais de 474,8 milhões de árvores desmatadas no país, apenas neste ano. Isso corresponde a um desmatamento de mais de 792 mil hectares. Por dia, em média, são destruídas mais de 1,5 milhão de árvores. E a perda diária é de 2.697 hectares de floresta. O mês de outubro, deste ano, apresentou a maior quantidade de área desmatada da Amazônia Legal, na comparação com o mesmo período desde 2017. Foram 109.083 hectares desflorestados. No acumulado do ano, 2021 já superou o desmatamento do ano passado, mas ainda está um pouco abaixo em relação ao ano de 2019. Já na comparação aos anos de 2018 e 2017, o...
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Os eventos extremos que indicam mudanças climáticas no Brasil

Pessoas correndo e gritando desesperadas enquanto um paredão de areia avança e cobre municípios inteiros. Grandes cidades escurecendo às 15h por conta da fumaça produzida por um incêndio a milhares de quilômetros de distância. As cenas registradas durante uma tempestade de areia no interior paulista, em setembro deste ano, e após um incêndio na Amazônia fazer com que partículas e fumaça chegassem a cidades como São Paulo e Curitiba, um ano antes, são reflexo das mudanças climáticas e do aumento das temperaturas no mundo, segundo meteorologistas e cientistas climáticos. Francisco de Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diz que os fortes temporais, rajadas de vento e seca extrema registrados nos últimos anos no Brasil também são demonstrações de que o planeta se aqueceu nas últimas décadas. "Vários fenômenos que têm acontecido desde os anos 2000 no Brasil estão associados à alta variação do clima decorrente do aquecimento que a Terra está passando", afirma o meteorologista. "Aumento dos temporais, ventos fortes, tornados. Também tem as...
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Glasgow: Cúpula do clima escolheu as construções mais sustentáveis do mundo

A cúpula do clima em Glasgow escolheu as construções mais sustentáveis do mundo. Para isso, levou em conta as soluções aplicadas aos edifícios que podem ajudar o planeta a combater as mudanças climáticas, o tema central da COP26, que começou no último dia 31. Os edifícios residenciais ou comerciais respondem por quase 40% das emissões globais de gases estufa, segundo o Fórum Econômico Mundial. Além disso, são responsáveis pelo consumo de 50% de toda energia usada no planeta, e consomem 40% do total de matéria-prima retirada da natureza para uso humano. As 17 construções mais sustentáveis foram escolhidas depois de uma chamada de vídeo durante a COP26, com a apresentação dos prédios em uma exposição amparada pela tecnologia de realidade virtual. Entre as construções escolhidas estão as casas de barro em Massa Lombarda, na Itália, feitas via impressoras 3D, inteiramente de argila crua colhida na própria região. O solo é escavado e modelado para virar residências, que, quando são inutilizadas, voltam ao solo, reduzindo a...
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Lixões no Brasil geram 27 milhões de toneladas de CO2 no planeta

Os cerca de 3 mil lixões que ainda existem no Brasil lançam cerca de 27 milhões de toneladas de CO2 equivalentes por ano, segundo um levantamento feito por especialistas da Orizon Valorização de Resíduos, empresa responsável por fazer a gestão de diversos ecoparques no país. O CEO da Orizon, Milton Pilão, que está em Glasglow, na Escócia, para participar da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Mudanças Climáticas, a COP26, explicou que a destinação ambientalmente adequada dos resíduos e o beneficiamento desses materiais são capazes de contribuir significativamente com a redução das emissões que causam o efeito estufa. O setor de saneamento é uma grande fonte de produção de gás metano no Brasil, com o equivalente a 90MtCO2eq por ano, o que representa 5% das emissões brasileiras. Dentro desta conta, 58 MtCO2eq por ano vem de aterros sanitários e lixões clandestinos. “O Brasil, como uma grande nação em desenvolvimento, tem em suas mãos a chance de ser um dos principais atores...
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Brasil cortou 93% da verba para pesquisa em mudanças climáticas

O governo do presidente Jair Bolsonaro cortou em 93% os gastos para estudos e projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas nos três primeiros anos da sua gestão quando comparado com os três anos anteriores. Os dados foram levantados pela BBC News Brasil por meio do Sistema Integrado de Orçamento do Governo Federal (Siop). Entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018, os investimentos nessa área foram de R$ 31,1 milhões.Na gestão Bolsonaro, porém, os gastos foram de apenas R$ 2,1 milhões. As mudanças climáticas são um conjunto de alterações no clima do planeta causadas pela ação humana. Entre os principais fatores está a emissão de gases causadores do efeito estufa como o gás carbônico e metano. Estudos indicam que países altamente dependentes da exportação de commodities agrícolas como o Brasil estão particularmente vulneráveis ao fenômeno porque ele pode causar, por exemplo, alterações no regime de chuvas e ventos e resultar em eventos climáticos extremos como secas prolongadas, ondas de...
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COP26: Líderes assumem compromisso com o fim do desmatamento até 2030

O compromisso de mais de 100 países com o fim do desmatamento até 2030 é o destaque do segundo dia da cúpula da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), realizada em Glasgow, na Escócia. Uma declaração assinada por 105 países, incluindo o Brasil, sela o comprometimento por ações coletivas para deter e reverter a perda florestal e a degradação do solo até 2030. Ao mesmo tempo, o documento destaca o acordo para o desenvolvimento sustentável e a promoção de transformações rurais que sejam inclusivas. O desmatamento e a desertificação são desafios para o enfrentamento das mudanças climáticas e para o desenvolvimento sustentável, além de afetar a vida e a forma de subsistência de milhões de pessoas no mundo, segundo a ONU. A ação humana de invadir ecossistemas também coloca os seres humanos em risco, com o surgimento de doenças zoonóticas, que são aquelas transmitidas por animais. Além do Brasil, que é alvo das discussões da COP26 especialmente pela Amazônia, participam da iniciativa países...
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Ponto de não retorno da Amazônia levará um abismo em um breu total

“Estamos caminhando em direção a um abismo em um breu total. Sabemos que estamos caminhando para o precipício, mas quando isso vai acontecer só saberemos quando cairmos.” Pesquisadora nas universidades de Oxford e Lancaster e uma das coordenadoras da Rede Amazônia Sustentável, a bióloga e ecóloga Erika Berenguer usa essa analogia quando lhe perguntam quando a floresta amazônica atingirá o “ponto de não retorno”. Conceitualmente, isso vai acontecer quando a Amazônia deixar de funcionar como o esperado para o que ela é: uma floresta umbrófila densa – ou seja, uma floresta extremamente úmida e com farta cobertura vegetal. No jargão do meio ambiental, seria quando o bioma perder seus serviços sistêmicos.  “Quando isso ocorrer, a floresta vai perder a capacidade de gerar chuva”, explica Berenguer. A floresta amazônica deve estar no epicentro das discussões da COP-26 na terça-feira, dia 2, quando está prevista uma reunião entre governantes, empresários, investidores e líderes de organizações não-governamentais para tratar das relações entre a preservação de biomas, o uso...
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