Meio Ambiente

O problema pouco conhecido do plástico biodegradável

O plástico descartável está presente em quase todos os aspectos da nossa vida: desde o copo de café que você compra para beber a caminho do trabalho ao canudo para tomar água de coco – sem contar nas fibras dos lenços umedecidos e nos fragmentos de glitter da maquiagem. Das 6,3 bilhões de toneladas de plástico que jogamos fora desde o início da produção em massa do material na década de 1950, apenas 600 milhões de toneladas foram recicladas – e 4,9 bilhões de toneladas foram enviadas para aterros sanitários ou descartadas no meio ambiente. Embora a conscientização sobre o impacto negativo que o plástico pode ter no meio ambiente tenha aumentado nos últimos anos, só agora alternativas ecológicas estão ganhando força. À medida que a proibição de sacolas plásticas descartáveis se espalha pelo mundo, novos materiais se tornam cada vez mais importantes. Mas será que eles são tão bons quanto dizem? Os plásticos biodegradáveis estão se tornando um substituto popular, uma...
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Exitem 14 milhões de toneladas de microplásticos no fundo do mar

Já é bem conhecido e documentado o fato de que grandes quantidades de plástico entram nos oceanos todos os anos, poluindo as águas, espalhando lixo nas praias e ameaçando a vida selvagem. A poluição de plástico foi encontrada até mesmo nas regiões mais remotas da Terra, como a Antártica ou no partes mais profundas de nossos oceanos. Entretanto, pouco se sabe sobre os níveis de plástico aninhados no assoalho oceânico e nos sedimentos do fundo do mar nas partes mais profundas do nosso planeta. Um novo estudo da agência científica nacional da Austrália, conhecida pela sigla CSIRO, publicado na revista Frontiers in Marine Science na segunda-feira (5), lançou alguma luz sobre o problema do plástico, estimando que existem 14 milhões de toneladas métricas de microplásticos no fundo dos oceanos. Segundo o estudo, isso é mais de 35 vezes mais plástico do que se acredita estar flutuando na superfície. Os pesquisadores afirmam que o trabalho é a primeira estimativa global de microplásticos (pedaços...
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Chamas voltam a atingir Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul

A propagação das chamas na Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense, voltou a mobilizar os esforços de bombeiros, brigadistas e voluntários. Segundo o governo em Mato Grosso do Sul, o fogo que há quatro dias se espalha pela Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista já incinerou mais 10 mil hectares da unidade de conservação. Já de acordo com representantes da organização não governamental (ong) que administra a unidade de conservação, a situação é "crítica e incontrolável". Cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial. O incêndio ameaça ainda outras duas unidades de conservação próximas. Para tentar impedir o avanço das chamas, um avião alugado pelo governo estadual e um helicóptero do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram deslocado para a região a fim de auxiliar as equipes que combatem às chamas em terra. Um caminhão com capacidade para 10 mil litros de combustível deve chegar à região em breve. De acordo com o...
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Como queimadas no Pantanal e Amazônia podem afetar outras regiões

As consequências dos incêndios que afetam os biomas brasileiros podem ser notadas em diversas cidades do país. As queimadas intensas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado atingem, além das regiões mais próximas, Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A fumaça e as partículas liberadas pelos incêndios são levadas pelo vento a outras regiões. Como consequência, segundo especialistas, o céu desses locais pode adquirir cores incomuns e há riscos de chuva com coloração preta. Nos últimos dias, a fumaça dos incêndios nos biomas brasileiros, e também da Bolívia, avançou para locais como as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e municípios de Minas Gerais, segundo a Metsul Meteorologia. Essa fumaça já havia chegado ao Sul do país. No último dia 13, houve relatos de chuva preta na cidade de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. A suspeita é de que a coloração escura tenha sido causada pelos incêndios no Pantanal, que enfrenta o...
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Pantanal está em chama com fogo invisível

O Pantanal está em chamas, mas o fogo às vezes é invisível. A vegetação que fica sob pântanos durante a temporada de chuvas se torna seca à medida que lagos e lagoas evaporam, deixando depósitos inflamáveis no subsolo, que continuam a queimar muito tempo após os incêndios visíveis terem sido controlados. Bombeiros estão lutando simultaneamente contra incêndios na floresta amazônica e no cerrado, mas o fogo é um desafio particular no Pantanal. A única forma de combater as chamas subterrâneas é cavar uma trincheira ao redor delas. "Mas como fazer isso se você tem uma linha de fogo de 20 quilômetros? Não é viável", comenta o tenente do Corpo de Bombeiros Isaac Wihby. Os incêndios no Pantanal em agosto de 2020 são os piores em 15 anos. As chamas ameaçam a biodiversidade da região, que inclui antas, onças, capivaras e a maior densidade de onças-pintadas do mundo. À medida que os incêndios se aproximaram das equipes de emergência no Pantanal esta semana, agentes usaram...
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Sustentabilidade: a invenção que permite converter água do mar em água potável em apenas meia hora

Uma equipe internacional de pesquisa desenvolveu uma tecnologia pioneira que pode tornar grandes volumes de água do mar seguros para beber em menos de 30 minutos. Com uso de energia solar, este avanço tecnológico pode fornecer água potável a milhões de pessoas em todo o mundo usando energia de forma mais eficiente do que as práticas atuais de dessalinização, diz um comunicado da Universidade Monash, com sede em Melbourne, Austrália. E "as comunidades remotas poderiam se beneficiar mais", disse o líder do projeto, professor Huanting Wang. Como funciona? O filtro projetado pode gerar centenas de litros de água potável por dia e requer apenas luz solar direta para purificar, tornando o processo energeticamente eficiente, de baixo custo e sustentável. Compostos organometálicos (MOF) — íons metálicos que formam um material cristalino — são usados ​​para fabricar o filtro. Durante o processo de dessalinização, o filtro, que leva o nome de PSP-MIL-53, primeiro atrai e retém moléculas dos sais da água e é então colocado sob...
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O lobo ‘semeador de árvores’, que é ameaçado na natureza e vale R$ 200

Tornar-se o símbolo da cédula mais valiosa no Brasil contrasta com a realidade do lobo-guará. O animal que estampará a nota de R$ 200 tem passado por uma fase de pouca valorização: perdeu parte de sua população nas últimas décadas, tem sido alvo constante de produtores rurais e viu o seu território ser tomado pelo agronegócio. O maior canídeo silvestre da América do Sul vive em risco constante. Um dos principais símbolos do Cerrado, o lobo-guará foi duramente afetado pela constante expansão do agronegócio no bioma. Classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma espécie vulnerável, em uma lista de animais ameaçados de extinção, o lobo-guará é considerado inimigo por muitos proprietários de áreas rurais. Com frequência, o animal é morto a tiros. Outro risco está nas rodovias; há diversos registros de canídeos que morreram atropelados. Há mais de duas décadas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) classifica o lobo-guará como uma espécie "quase ameaçada". Especialistas apontam...
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Até 2040 seiscentos milhões de toneladas de plásticos podem chegar ao oceano

Caso não sejam tomadas medidas urgentes e de impactos ambientais e financeiros, o volume de plástico existente no mercado dobrará, o volume anual do produto que entra no oceano subirá de 11 milhões de toneladas, em 2016, para 29 milhões de toneladas, em 2040, e a quantidade nos oceanos quadruplicará, atingindo, no mesmo período, mais de 600 milhões de toneladas. A projeção foi feita pelo estudo Breaking the Plastic Wave (Quebrando a Onda dos Plásticos, em tradução livre), publicado este mês pela Pew Charitable Trusts e a Systemiq e feito em parceria pela Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas. Os 29 milhões de toneladas de plástico que poderão entrar nos oceanos em 2040 representarão 100% de emissão de gases de efeito estufa, envolvendo um cenário sem mudanças na cultura ou no comportamento do consumidor. O custo líquido desse vazamento é estimado em US$ 940 bilhões por ano. Numa entrevista feita à Agência Brasil, o líder da iniciativa Nova Economia...
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Amazônia : desmatamento cresce pelo 14º mês e se encaminha para pior registro em uma década

O desmatamento na Amazônia Legal cresceu pelo 14º mês consecutivo em junho, mostraram números preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), aumentando a pressão sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro em um momento em que investidores e empresários passaram a cobrar do presidente uma ação mais efetiva contra a destruição da floresta. De acordo com os dados do Deter, programa de satélite usado para acompanhar em tempo real o desmatamento, a derrubada da floresta aumentou 10,7% em junho, comparado com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano, a área devastada cresceu 25%, chegando a 3.066 quilômetros quadrados, mostram os dados do Inpe. “A pressão está aumentando”, disse Mariana Napolitano gerente de ciência da ONG WWF-Brasil. “Os dados de desmatamento por si só já mostram que a gente tem uma situação muito complicada e fora do controle na Amazônia agora.”  De acordo com Ane Alencar, diretora de ciências do Instituto de Pesquisa Ambiental da...
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Fruta mais popular do mundo sofre também ameaça de pandemia

Uma doença letal aparece do nada. Sua transmissão é silenciosa, espalhando-se antes que os sintomas apareçam. Uma vez contraída, já é tarde demais para detê-la — não há cura. A vida nunca mais será a mesma. Soa familiar? Não se trata da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A Tropical Race 4 (TR4) afeta bananas. Também conhecida como mal-do-Panamá, é causada pelo fungo Fusarium oxysporum, que vem destruindo as fazendas de banana nos últimos 30 anos. Seria apenas mais uma doença a afetar plantas se não fosse o fato de que, na última década, a epidemia se acelerou repentinamente, espalhando-se da Ásia para Austrália, Oriente Médio, África e, mais recentemente, América Latina, de onde vem a maioria das bananas enviadas para supermercados no Hemisfério Norte. Atualmente, o mal-do-Panamá está presente em mais de 20 países, provocando temores de uma "pandemia da banana" e uma escassez da fruta mais consumida do mundo. Cientistas de todo o mundo estão trabalhando contra o relógio para...
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