Meio Ambiente

Barragem em Barão de Cocais pode se romper a partir de domingo

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) fez uma recomendação à mineradora Vale para que a empresa adote “imediatamente” uma série de medidas para deixar claro à população de Barão de Cocais (MG) sobre os riscos de rompimento da barragem de mineração Sul Superior, da Mina de Gongo Soco. De acordo com a Vale, o rompimento poderá ocorrer entre 19 e 25 de maio. A informação sobre o risco de rompimento foi obtida pelo MPMG junto à própria minerador que descreveu em documento “uma deformação no talude norte da Cava de Gongo Soco, na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, passível de provocar a sua ruptura, gerando vibração capaz de ocasionar a liquefação da Barragem Sul Superior, levando ao rompimento da estrutura e, por conseguinte, danos sociais e humanos imensuráveis para a região”. Segundo nota do MPMG, divulgada na quinta-feira (16), a Vale deve comunicar "por meio de carros de som, jornais e rádios, informações claras,...
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Ricardo Salles requenta cadeira com pouco conhecimento

O Estado e o Meio Ambiente, de inteira responsabilidade do Governo do Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (PSL), em parceria com os Governos Municipal e Estadual, têm sido motivo de controvérsia entre a sociedade civil em geral e de defensores da nova gestão governamental, principalmente após as mudanças do Ministério do Meio Ambiente, depois da última nomeação da equipe ministerial, Ricardo Salles. "Esse governo é realmente um desgoverno em matéria de ecologia, comenta Dayse Chioquetta, ex-delegada do Orçamento Participativo em Porto Alegre, representante de Ecologia e Meio Ambiente. Ela enfatiza que "é lamentável realmente, em se tratando de ecologia, que esse governo não esteja fazendo nada e ainda está tirando toda a fiscalização", quanto ao Serviço Florestal Brasileiro, responsável pelo Cadastramento Ambiental Rural (CAR), instrumento esse que auxilia no processo de regulamentação ambiental de propriedades e posses rurais que foi transferido para o Ministério da Agricultura. Ricardo Salles, escolhido em dezembro de 2018, foi secretário na Secretaria de Meio...
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Poluição e lixo plástico do mar ameaçam os mexilhões do Rio de Janeiro

Os mexilhões marrons "Perna perna selvagens" e de criadouros localizados na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, estão contaminados com microplásticos pela poluição marinha por conta do uso inadequado de resíduos, um mal que afeta o mundo inteiro e com o qual o Brasil quase não demonstra preocupação. As micropartículas de plástico que chegam às águas salgadas do Rio pelo descarte inadequado de garrafas, sacolas, copos, pratos e demais objetos desse material são ingeridas pelos moluscos que não conseguem distingui-las dos elementos alimentícios que o oceano oferece. Esse cenário foi confirmado por um estudo realizado pelo professor Abílio Soares Gomes, do Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal Fluminense (UFF), que analisou os níveis de microplástico em amostras destes dois tipos de mexilhões, que vivem na Baía de Guanabara. Para isso, foram realizados quatro tratamentos distintos de depuração e que depois foram comparados a outras amostras, entre as quais se destacam mexilhões silvestres não depurados, silvestres depurados, cultivados não dissecados...
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ONU: um milhão de espécies estão ameaçadas de extinção

Um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçados de extinção em escala mundial. O dado é de um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU). A análise contou com a participação de 145 cientistas de 50 países e mostra que “a natureza está diminuindo globalmente, a taxas sem precedentes na história da humanidade”. Os cientistas trabalharam ao longo dos últimos três anos na revisão de mais de 15 mil pesquisas científicas e informações governamentais. De acordo com o relatório, mais de 40% das espécies de anfíbios, quase 33% dos corais formadores de recifes e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. E a diversidade de espécies nativas na maioria dos principais habitats terrestres caiu em pelo menos 20%, principalmente desde 1900. Outras constatações dos pesquisadores são que as áreas urbanas mais que dobraram desde 1992 e quase 75% dos recursos de água...
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Várias geleiras do Patrimônio Mundial correm risco de desaparecer, diz estudo

Cerca de 50% das geleiras incluídas na lista de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) podem desaparecer, se for mantido o atual nível de emissões de gases causadores do aquecimento global, aponta estudo publicado nesta terça-feira pela União Internacional de Conservação da Natureza (UICN). O documento publicado pela UICN, com sede na Suíça e que assessora a ONU em temas ambientais, prediz que até 21 das 46 geleiras listadas pela Unesco terão desaparecido em 2100, se seguirem o nível de emissões. EFE ...
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Doze governadores comprometem-se com redução da emissão de gases

Governadores de 11 estados e do Distrito Federal estão de acordo com as metas estabelecidas pelo Brasil para enfrentamento das mudanças climáticas, informou o Fórum Brasileiro de Mudanças do Clima. Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo manifestaram-se de forma favorável ao cumprimento do Acordo de Paris. A adesão é celebrada pelo coordenador-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças do Clima, Alfredo Sirkis. “Temos que encontrar uma nova maneira de lidar com a dificuldade de movimentar os governos nacionais, mobilizar a opinião pública, enfrentar as atuais crises climáticas. Mais do que nunca, a hora é de nós, líderes climáticos, nos unirmos à sociedade civil para reagir e agir com a mesma intensidade”, disse. O Brasil é signatário do Acordo de Paris, no qual foi pactuada a redução da emissão de gases no planeta. Os países envolvidos no acordo concordaram com...
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Premiação vai reconhecer melhores práticas de algodão agroecológico

O cultivo do algodão sustentável, conhecido como agroecológico, ganha este ano uma categoria especial no Prêmio de Tecnologias Sociais, da Fundação Banco do Brasil. Serão premiados modelos de organizações e comunidades na produção do algodão agroecológico. “Não é só o algodão em si, mas o que está no entorno dele. Fazer com que a comunidade utilize, sim, o algodão agroecológico, mas com o viés de geração de emprego, de renda”, disse o presidente da fundação, Asclepius Soares, o Pepe. Criado em 2001, o prêmio reconhece métodos ou conhecimentos que possam ser utilizados pelas comunidades para resolver um problema social local. Além do algodão agroecológico, as outras duas categorias especiais são: Mulheres na Agroecologia, que reconhecerá tecnologias que promovem a atuação das mulheres no setor, e Primeira Infância, que vai identificar tecnologias sociais que promovam ações que abordem as dimensões do desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade Os melhores projetos são...
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Cartografia é saída para indenizar pesca informal no Rio Doce

Mais de três anos após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG), centenas de pescadores atingidos em toda a bacia do Rio Doce ainda não receberam nenhuma indenização. Cada vez mais descrentes em relação à reparação dos danos, eles reclamam que a demora agrava os problemas financeiros. Segundo a Fundação Renova, entidade criada para reparar os prejuízos decorrentes da tragédia, a dificuldade na indenização se dá por causa da informalidade desses pescadores. Mas uma metodologia foi desenvolvida para superar os impasses neste ano. Em linhas gerais, a proposta consiste na elaboração da chamada cartografia da pesca, que reunirá as características da atividade em cada comunidade. Assim que ela estiver concluída, os pescadores informais serão chamados e deverão entregar uma declaração na qual mais dois pescadores confirmam suas atividades. A partir daí, eles participarão de entrevistas de autonarrativa, cujo conteúdo será avaliado considerando sua compatibilidade com a cartografia da pesca na região. Ao fim do processo, será...
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Pesquisa indica peixes que podem ser consumidos por brasileiros

O Guia de Consumo Responsável de Pescado, lançado hoje (2) pela WWF-Brasil, organização não governamental que integra a rede do Fundo Mundial Para a Natureza (WWF), pesquisou 38 espécies de peixe de maior valor comercial, que são as mais procuradas pelos consumidores. Do material avaliado, 58% ou o equivalente a 22 espécies foram classificados na categoria vermelha, como espécies oriundas de pescarias ou fazendas não sustentáveis e, que por isso, não devem ser consumidas. É o caso do camarão-rosa e do tubarão-azul (ou cação). Na categoria amarela, foram listadas oito espécies, correspondentes a 21% do total, entre as quais se encontram a tilápia e o bonito listrado. Embora sejam provenientes de fontes que mostram algum risco à sustentabilidade, essas espécies podem ser consumidas, mas com moderação. Na categoria verde, foram incluídas também oito espécies (21%) mais seguras para serem consumidas, como o salmão rosa e alguns tipos de moluscos. A gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, especialista em gestão...
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ONG alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma. “Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida. A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob...
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