Meio Ambiente

Amazônia perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia em 2022

A floresta amazônica perdeu mais de 2 mil campos de futebol por dia em 2022, de acordo com dados divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) nesta sexta-feira (17). Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto, que monitora a Amazônia desde 2008. De janeiro a maio deste ano, foram derrubados 3.360 km² de mata nativa. É como se fossem desmatados mais de 2 mil campos de futebol por dia – já que cada um possui uma área de cerca de 0,01 km². O total de área desmatada em 2022 equivale também a duas vezes à cidade de São Paulo, por exemplo. De acordo com os dados apenas de maio, o mês teve o pior índice na série histórica do monitoramento, que começou em 2008 e existe há 15 anos. Foram desmatados 1.476 km² de floresta, o que equivale a 44% do total registrado em 2022. Em 2021, o mês de maio teve 1.125 km² de...
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Ararinhas-azuis são soltas na natureza 20 anos depois de extinção

Oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) serão soltas hoje (11) em uma área de preservação ambiental no interior da Bahia. A espécie é considerada extinta na natureza desde o ano 2000, quando desapareceu o último animal selvagem, que era acompanhado por pesquisadores., As aves que serão soltas - cinco fêmeas e três machos - fazem parte de um grupo de 52 trazidas de um criadouro da Alemanha para o Brasil, em 2020, com o objetivo de reintroduzir a espécie na natureza. O coordenador do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul, Antonio Eduardo Barbosa, explica que esse primeiro grupo de oito aves foi escolhido entre os mais aptos a sobreviver na natureza. “São animais sadios, que têm musculatura de voo, que interagem e que não apresentam comportamento agonístico, isto é, que não brigam com outro. São os animais mais aptos para a soltura”. As ararinhas-azuis serão soltas com oito araras-maracanã (Primolius maracana), espécie com quem dividia o habitat natural e que tem hábitos semelhantes aos seus. Nos últimos dois anos,...
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Quase 100 toneladas de lixo são despejadas por dia na Baía de Guanabara

Um dos maiores símbolos do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara é, também, um dos principais retratos do descaso com o meio ambiente. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), por dia, são despejadas 98 toneladas de lixo na Baía de Guanabara. Pelo menos oito municípios da região metropolitana, incluindo a capital, despejam irregularmente resíduos nas águas da Baía. Pesquisador do Projeto Olho Verde, o biólogo Mário Moscatelli sobrevoa constantemente a região e observa que, apesar do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, que teve início em 1994, a poluição da Baía cresceu e a estratégia de despoluição não ganhou força. Outro problema que tem contribuído para o aumento da poluição, segundo o pesquisador, é a suspensão do contrato para manutenção de 17 “ecobarreiras”, que funcionam como filtros, impedindo a chegada de resíduos na Baía. De acordo com Moscatelli, o serviço foi interrompido há quatro meses. Neste período, estima-se que 2 mil toneladas de lixo tenham...
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Depois de mais de 20 anos, ararinha-azul volta aos céus da caatinga

O ano era 2000, o Brasil comemorava os 500 anos da chegada dos portugueses no país, ou, mais especificamente, no sul da costa da Bahia. Mais ao norte de onde as caravelas aportaram, no interior do mesmo estado, os brasileiros avistavam, pela última vez na natureza, uma ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) selvagem. Descoberta em 1819, a espécie, que é da mesma família das araras e papagaios, sofreu um gradual processo de extinção na natureza, devido à destruição do ambiente e à captura para o comércio ilegal de animais silvestres. Apenas dois traficantes foram responsáveis, nas décadas de 70 e 80, por tirar da natureza 23 ararinhas. Em 1986, a última população selvagem conhecida tinha apenas três aves. Em 1990, restava apenas um macho. Dez anos depois, não havia mais nenhum pássaro selvagem. Esse processo, acompanhado pela imprensa, provocou comoção mundial e a ave acabou se tornando um dos símbolos da luta contra a destruição da fauna e a perda da biodiversidade, tendo sido,...
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Mercado de carbono é regulamentado no país

O governo federal publicou hoje (20) no Diário Oficial da União (DOU) um decreto para regulamentar as regras do mercado de baixo carbono no país. Ele estabelece procedimentos para a elaboração de planos setoriais de mitigação das mudanças climáticas para diversos setores da economia e também institui o Sistema Nacional de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa. A medida atende a uma determinação da legislação ambiental. Em vigor desde 2009, a legislação que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima diz que cabe ao governo editar norma com os procedimentos para os planos setoriais “visando a consolidação de uma economia de baixo consumo de carbono” para atender metas gradativas de redução de emissões de gases do efeito estufa em decorrência da atividade humana. Essa política deverá ser aplicada - considerada a especificidade de cada setor - na geração e distribuição de energia elétrica, no transporte público urbano e nos sistemas modais de transporte interestadual de cargas e passageiros. Além desses...
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Microplástico pode transportar para oceanos germes que causam doenças

Os microplásticos que poluem os oceanos podem ser veículos para germes patogênicos terrestres que provocam doenças em organismos marinhos e seres humanos, concluíram cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. A pesquisa, publicada hoje (26) no boletim Scientific Reports, é a primeira em que se admite que os microplásticos - fragmentos com tamanho inferior a cinco milímetros - podem disseminar doenças transmitidas por organismos como Toxoplasma gondii, Cryptosporidium ou Giardia. Eles podem chegar aos seres humanos por meio do consumo de marisco. "É fácil as pessoas desvalorizarem o problema dos plásticos nos oceanos como algo que não lhes diz respeito, mas quando se fala de doenças e saúde, torna-se mais fácil adotar mudanças. Os microplásticos deslocam germes de um lado para o outro e podem acabar na nossa comida e água", afirmou a pesquisadora Karen Shapiro, especialista em doenças infecciosas. O Toxoplasma gondii é um parasita que se encontra nas fezes dos gatos e que já infectou muitas espécies oceânicas com a doença toxoplasmose, como espécies de golfinhos e focas,...
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Partes do mundo caminham para um apocalipse de insetos

O uso extremo da terra combinado com o aquecimento das temperaturas estão levando os ecossistemas de insetos ao colapso em algumas partes do mundo, relataram cientistas na quarta-feira (20). O estudo, publicado na revista Nature, identificou pela primeira vez uma ligação clara e alarmante entre a crise climática e a agricultura intensiva e mostrou que, em locais onde esses impactos são particularmente altos, a abundância de insetos já caiu quase 50%, enquanto o número de espécies foi reduzido em 27%. Essas descobertas levantam grandes preocupações, de acordo com Charlotte Outhwaite, principal autora do estudo e pesquisadora da University College London, dado o importante papel dos insetos nos ecossistemas locais, polinização e produção de alimentos, e observou que a perda de insetos pode ameaçar a saúde humana e segurança alimentar. “Três quartos das nossas colheitas dependem de insetos polinizadores”, disse Dave Goulson, professor de biologia da Universidade de Sussex, no Reino Unido.  “As colheitas começarão a falhar. Não teremos coisas como morangos.” “Não podemos alimentar 7,5 bilhões de pessoas sem insetos.” Outhwaite...
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Pesquisa inédita pode ajudar na recuperação de florestas

Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV), em Belém, identificaram marcadores moleculares capazes de quantificar genes e proteínas que favorecem práticas de manejo e aumentam o estoque de carbono no solo. A pesquisa inédita pode ajudar na recuperação de florestas e potencializar a captura de carbono da atmosfera. O estudo Genes e proteínas relacionados a ciclagem de nutrientes, fixação de carbono e saúde do solo teve início em 2016 e se divide em três vertentes: mapeamento dos solos naturais, acompanhamento da recuperação de áreas degradadas e avaliação da qualidade do solo em projetos de reflorestamento e sistemas agroflorestais. Nesta última etapa, o levantamento está associado à meta de recuperar mais 500 mil hectares de florestas no Brasil até 2030. Os pesquisadores recolhem amostras do solo e, no laboratório, conseguem mapear o DNA e as proteínas existentes. Segundo o coordenador do estudo, Rafael Valadares, já foram feitas pesquisas em solos naturais, sistemas agroflorestais e impactados pela mineração. O estudo teve início na Floresta Amazônica, com...
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Crise climática está afetando as chuvas em furacões

As chuvas de furacões durante a mortal e recorde temporada de 2020 foram até 11% mais intensas por causa da crise climática causada pelo homem, relataram cientistas nesta terça-feira (12). Um estudo, publicado na revista Nature Communications, descobriu que o aquecimento global sobrecarregou as taxas de chuva por hora em tempestades tropicais e furacões em 5% a 10%. Quando analisaram apenas os furacões –as tempestades mais fortes– o aumento foi de 8% a 11%. “O que isso significa não é apenas que as mudanças climáticas estão afetando nossa temporada de furacões, mas também estão afetando um pouco mais as tempestades mais extremas”, disse Kevin Reed, cientista climático e de furacões da Universidade Stony Brook e principal autor do estudo. “Então, a principal conclusão é que a mudança climática está aqui e já está afetando nossas temporadas de furacões”. Furacões –também chamados de ciclones tropicais ou tufões fora da América do Norte– são enormes motores de calor do vento e da chuva, alimentando-se da água quente do oceano e do ar...
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Perigo: pesquisa UFF comprova existência de superbactérias nas praias

A pesquisa Orla limpa, orla viva - região costeira de Niterói: problemas e soluções, realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), comprovou, após um ano de estudos, a existência de superbactérias nas praias de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. O objetivo da pesquisa é avaliar a qualidade da areia das praias de Icaraí, Itaipu, Piratininga e São Francisco, a partir da investigação da relação entre a ocorrência do poluente microplástico e de superbactérias, que possuem resistência para diferentes antibióticos e que podem causar infecções difíceis de tratamento. O projeto foi iniciado em março de 2021, em parceria com a Prefeitura de Niterói e a Fundação Euclides da Cunha (FEC) por meio do Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA).  O coordenador da pesquisa, professor Abílio Soares, do Departamento de Biologia Marinha da UFF, explicou que a questão das superbactérias já vem se mostrando um problema crescente no mundo. “Porque a gente começa a ter a falta de antibióticos...
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