Inovações

Transplante de fluido vaginal pode beneficiar mulheres

Médicos americanos esperam começar a oferecer transplante de fluidos vaginais — e já começaram um programa para encontrar doadores em potencial. Eles dizem acreditar que algumas mulheres podem se beneficiar de uma dose saudável de micróbios vaginais para se proteger contra uma infecção chamada vaginose bacteriana (VB). A equipe da Universidade Johns Hopkins diz que foi inspirada no sucesso de transplantes fecais. Embora a vaginosa bacteriana possa ser tratada com antibióticos, muitas vezes ela volta. Vaginose bacteriana não é uma doença sexualmente transmissível. É comum, e mulheres podem notá-la se tiverem um aumento do corrimento vaginal na maior parte dos casos com odor semelhante a peixe. A condição não é séria, mas deve ser tratada porque ter VB pode deixar as mulheres mais vulneráveis a infecções sexualmente transmissíveis e infecções urinárias. Se a mulher está grávida, aumenta o risco de ter o bebê prematuramente. Por que doar fluido vaginal ajuda? VB pode ocorrer quando há uma mudança no equilíbrio natural de bactérias na vagina. A vagina, como o...
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Laboratório da UFRJ produz pele humana para pesquisas

O campus do Fundão da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, ganhou o primeiro laboratório do país de bioengenharia de tecidos que vai disponibilizar pele reconstruída para testes em produtos. O material produzido pela unidade será utilizado em substituição ao uso de animais como cobaias em testes de produtos. O processo começa com a doação de restos de cirurgias plásticas para o laboratório. Daí se extraem os chamados queratinócitos. Essas células são cultivadas em placas de cultura e, depois de 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas de pele. O laboratório, situado no campus da UFRJ, será gerido pela Episkin, uma subsidiária da L’Oréal. Sua inauguração constitui antecipação do prazo do dia 24 de setembro dado pelo CONCEA, Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, para o fim do uso de animais em testes de segurança sempre que haja uma alternativa validada. Em três anos de atividade da Episkin no Brasil, mais de 5 mil tecidos...
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Oxigênio em excesso matou seres vivos na Terra, mostram estudos

Novos estudos indicam que há 2 bilhões de anos um fenômeno de criação de oxigênio em excesso destruiu quase 100% dos organismos vivos na Terra. Os responsáveis foram os micro-organismos, os únicos seres existentes à época. “Grande momento de oxidação”  foi o nome dado a essa fase, considerada a maior catástrofe da biosfera na Terra. Segundo Malcolm Hodgskiss, do Departamento de Geologia da Universidade de Standford, um dos autores do estudo, a investigação começou quando, nas ilhas Belcher, no Canadá, foi recolhida uma amostra de “barite”, um mineral com mais de 2 bilhões de anos. Amostras como essa têm traços químicos e formações inscritas que permitem descobrir e entender o passado, ainda que ele se refira a momentos muito anteriores à primeira existência do homem na Terra. De acordo com os investigadores, a alteração drástica da atmosfera teve origem na fotossíntese excessiva dos micro-organismos, o que levou a um boom de oxigênio a que nem esses micro-organismos conseguiram subsistir. O fenômeno já era conhecido. A...
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Crânio descoberto na Etiópia pode mudar o que sabemos sobre evolução humana

Pesquisadores descobriram um crânio quase completo de um ancestral do homem que viveu há 3,8 milhões de anos na Etiópia. A descoberta, publicada na revista científica Nature, desafia a ideia que temos sobre evolução humana. E pode nos fazer repensar a tese de que os humanos vieram de uma espécie em particular de primata, a que pertence Lucy - cujos restos mortais foram encontrados em 1974. O crânio foi encontrado pelo professor Yohannes Haile-Selassie em um local chamado Miro Dora, na região de Afar, na Etiópia. O cientista, ligado ao Museu de História Natural de Cleveland em Ohio, nos EUA, afirmou que reconheceu imediatamente o significado do fóssil. "Pensei comigo mesmo: 'Meu Deus, estou vendo o que acho que estou vendo?'. E, de repente, estava pulando de um lado para o outro, foi quando percebi que era o que tinha sonhado", contou. Segundo Haile-Selassie, trata-se do melhor exemplar encontrado até agora de um ancestral do homem, semelhante a um primata, chamado Australopithecus anamensis - o...
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Escassez: Areia, gás hélio e outros 4 recursos naturais estão acabando

Cada vez mais, estamos nos dando conta da escassez dos recursos naturais. Você provavelmente já ouviu falar sobre a crescente escassez de água, do petróleo e de abelhas, mas há mais recursos que estão acabando e cujo desaparecimento pode modificar vários aspectos de nossas vidas. Aqui estão seis deles que talvez você não saiba que caminham para um esgotamento. 1. Espaço em órbita Desde 2019, há cerca de 500 mil objetos em órbita ao redor da Terra. Apenas cerca de 2 mil deles são realmente funcionais, satélites que usamos diariamente para comunicações, GPS e para assistir a nossos programas favoritos. Os demais são restos de lançamentos de foguetes e colisões passadas de objetos em órbita. O problema é que essa cifra de 500 mil cobre só os objetos que estão sendo ativamente rastreados. E, na medida em que a tecnologia melhora, fica mais fácil introduzir algo em órbita. Não há controle de tráfego aéreo para todos esses objetos que voam sobre o planeta, e ainda não há...
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Os chips que irão revolucionar a pesquisa médica e diminuir uso de animais de laboratório

Quando Ken-Ichiro Kamei, engenheiro da Universidade de Kyoto, sai para beber com seus amigos, ele geralmente leva consigo um de seus "corpos em um chip". Quando o tema do trabalho inevitavelmente surge, ele pega o chip – que se parece a uma lâmina de laboratório, com minúsculos canais cobertos por uma camada de silicone - e declara: "Faço estes dispositivos para recriar humanos e animais". Reações de surpresa inevitavelmente surgem. "É como se eu fosse um mágico e meus amigos me pedissem para fazer truques", Kamei ri. Kamei está na vanguarda de um novo campo da biotecnologia que busca replicar órgãos, sistemas e corpos em formato de chips. Enquanto experimentos bioquímicos realizados em placas tradicionais são estáticos e isolados, os chips usados por Kamei têm um sistema de canais, válvulas e bombas que permitem interações mais complexas - a ponto de poderem imitar a fisiologia de um sistema vivo. Reconhecendo o potencial que tais chips têm de revolucionar a pesquisa médica,...
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Os ‘humano-animais’ que o Japão quer começar a desenvolver

Há muito tempo que os cientistas tentam criar embriões de animais com células-tronco humanas. São os chamados "humano-animais" ou "quimeras", como eram conhecidos os seres híbridos na mitologia grega. Mas esta é a primeira vez que um governo apoia expressamente essa tentativa. O governo japonês deu sinal verde, em março deste ano, para que o cientista Hiromitsu Nakauchi, que lidera grupos de pesquisa nas universidades de Tóquio (Japão) e Stanford (EUA), possa desenvolver órgãos humanos em animais a partir de células-tronco humanas. A ideia não é pioneira, mas é a primeira vez que um governo apoia esse tipo de experimento, segundo a revista científica Nature. Já houve tentativas antes, nos Estados Unidos e outros países, de cultivar células humanas em embriões de camundongos, ratos e até ovelhas para depois transplantar esses embriões em outros animais. Em todos esses casos, no entanto, os experimentos foram interrompidos, seja por obstáculos legais ou por terem sido malsucedidos. Permissão do governo japonês Em março, após um pedido da equipe de...
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Cientistas brasileiros abrem caminho para que humanos regenerem membros como salamandras

Uma pesquisa liderada por cientistas brasileiros poderá fazer com que os seres humanos, assim como as salamandras, tenham a capacidade de regenerar membros perdidos e até a medula espinhal danificada. Não é para já, mas o caminho está aberto. Eles estudaram o programa genético que dá a esses anfíbios e a algumas espécies de peixe essa incrível característica, que faz renascer pernas e nadadeiras, quando amputadas, e descobriram um grupo de genes que dá início a esse processo. O trabalho foi coordenado pelo biólogo Igor Schneider e seu grupo de pesquisa do Laboratório de Evolução e Desenvolvimento (LED), da Universidade Federal do Pará (UFPA), e contou ainda com a participação de cientistas do Instituto Tecnológico Vale, do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), do Museu de História Natural de Berlin, da Alemanha, da James Madison University da Michigan State University, ambas dos Estados Unidos. "Começamos o estudo em 2015, quando iniciamos o sequenciamento dos genes que salamandras e peixes ativam durante...
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Descoberta de brasileiros pode mudar história da humanidade

Uma equipe de pesquisadores brasileiros e italianos encontrou materiais que teriam 2,4 milhões de anos em um sítio arqueológico na Jordânia. A descoberta coloca novos elementos que podem mudar o conhecimento consolidado sobre o desenvolvimento da humanidade e das dinâmicas de migração do gênero homo a partir da África para outras regiões do planeta. O resultado do estudo foi divulgado em uma revista científica. Nos debates acadêmicos, a tese predominante, em que pese polêmicas e hipóteses divergentes, dá conta que o gênero homo surgiu há cerca de 2,4 milhões de anos na África, tendo como primeiro representante o homo habilis. Há 2 milhões de anos, teria surgido o homo erectus. As primeiras evidências da presença de homo erectus fora do continente africano ocorreu em um sítio arqueológico da Geórgia, datada de 1,8 milhão de anos. Os pesquisadores não identificaram fósseis, mas material de pedra lascada no sítio da Jordânia. As escavações ocorreram entre 2013 e 2015. “Na hora que um homíneo lascou. Isso quer dizer um evento de lascamento....
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Descoberta nova espécie de verme que tem olhos na cabeça e no traseiro

Uma nova espécie de verme que tem olhos na cabeça e também no traseiro foi descoberta no mar da Escócia. Os cientistas encontraram o animal durante uma pesquisa na Área Marinha Protegida de West Shetland Shelf. Com apenas 4 milímetros de comprimento, ele foi descoberto em uma parte inexplorada do fundo do mar da vasta área protegida. O verme marinho recebeu o nome científico de Ampharete oculicirrata. Ele é da família dos poliquetas, uma classe de anelídeos comumente encontrada no mar. Segundo o site Live Science, a presença de pares de olhos múltiplos ao longo do corpo "não é incomum em poliquetas", mas cientistas dizem que olhos no traseiro são raros na espécie. A pesquisa foi conduzida pelo Joint Nature Conservation Committee (JNCC), a Marine Scotland Science, divisão científica da marinha escocesa, e a consultoria ambiental Thomson Environmental Consultants. O verme coletado durante a exploração do fundo do mar faz parte agora do acervo do Museu Nacional da Escócia, em Edimburgo. "O fato de ter sido...
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