Curiosidades

Bacalhau não é um peixe, mas vários

Talvez dentro da gastronomia não exista um ingrediente tão consumido, tão adorado mundialmente, mas que ao mesmo tempo poucas pessoas conhecem de fato a sua origem, se enganando ou confundindo na maioria das vezes. O bacalhau é um dos produtos mais consumidos do mundo, dono de uma história muito interessante, e ganhou adeptos por todos os lados. Por mais que seja estranho dizer isso, a verdade é que o bacalhau não é um peixe. O bacalhau pode vir a ser vários peixes, desde que seja feito um processo de transformação com ele. Por mais que seja complexo e novidade para a maioria, é simples de compreender. Para se obter um bacalhau, existe um processo que é resultante da salga e secura de alguns peixes específicos, e que irão originar o bacalhau. São eles: Gadus morhua (cod), ling, saithe e zarbo. Ou seja, o bacalhau fresco na teoria não existe, e na pratica é apenas um peixe comum, sem o sabor marcante que é resultado...
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Relógio do Apocalipse indica que estamos perto de uma catástrofe global

Existe um relógio que, em vez de medir a passagem do tempo, indica o quão perto o planeta está de ser destruído. Atualmente, seus ponteiros marcam dois minutos e meio para meia-noite, horário previsto para o fim do mundo. É o chamado Relógio do Apocalipse, criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos (BPA, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Não se trata de um objeto, mas de uma ilustração simbólica. Os ponteiros do relógio não se movem por meio de uma medida científica, mas de acordo com o parecer dos integrantes do conselho de ciência e segurança do BPA, que se reúne duas vezes por ano para determinar o quanto falta para meia-noite. "É um símbolo que representa o quão perto ou longe estamos de uma catástrofe global. O que queremos mostrar com isso é o quão próximos estamos de destruir a vida na Terra como a conhecemos", explica Rachel Bronson, diretora-executiva e editora do boletim. O último ajuste nos...
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Jogo do bicho: a maior loteria ilegal do mundo

Como explicar a um estrangeiro uma instituição tão brasileira como o jogo do bicho, uma antiga rifa de zoológico que existe há 125 anos, é proibida por lei e se tornou uma das maiores loterias ilegais do mundo? A pergunta surgiu em um bate-papo sem pretensão, mas motivou o cientista político paulistano Danilo Freire a investigar o assunto a fundo. Usando ferramentas da economia, ele chegou a conclusões inéditas sobre as regras informais e mecanismos de força que ajudaram essa bolsa ilegal de apostas a sobreviver a mais de 30 governos no Brasil, de ditaduras a democracias. Estudos sobre jogo do bicho no país foram feitos, sobretudo, dentro da antropologia e da história. Trabalhos excelentes, diz Freire, mas com foco em aspectos simbólicos - como a influência de sonhos e fatos cotidianos nos palpites dos apostadores - ou momentos do jogo em determinada época. "Tentei analisar o jogo do bicho como uma empresa capitalista, pois, antes de tudo, é isso o que...
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Antonio Vicente: um brasileiro chamado de louco pelos vizinhos por plantar a própria floresta

"Quando era criança, os agricultores cortavam as árvores para criar pastagens e pelo carvão. A água secou e nunca voltou" Antonio Vicente era chamado de louco pelos vizinhos. Afinal, quem compraria um pedaço de terra a 200 km de São Paulo para começar a plantar árvores? "Quando comecei a plantar, as pessoas me diziam: 'você não viverá para comer as frutas, porque essas árvores vão demorar 20 anos para crescer'", conta Vicente. "Eu respondia: 'Vou plantar essas sementes, porque alguém plantou as que estou comendo agora. Vou plantá-las para que outros possam comê-las." Vicente, prestes a completar 84 anos, comprou seu terreno em 1973, uma época na qual o governo militar oferecia facilidades de crédito para investimentos em tecnologia agrícola, com o objetivo de impulsionar a agricultura. Mas sua ideia era exatamente a oposta. Criado em uma família numerosa de agricultores, ele via com preocupação como a expansão dos campos destruía as fauna e flora locais, e como a falta de árvores afetava os recursos...
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Brecha na lei cria mercado de ‘doação de maconha’ nos EUA

Todos os domingos, em um cruzamento entre um restaurante de uma rede de fast-food e uma delegacia em Adams Morgan, bairro boêmio da cidade de Washington D.C., nos Estados Unidos, pedestres são abordados por um homem vestindo moletom largo com capuz que entrega cartões de visitas e agradece aos que os aceitam com um "Jah seja louvado" - Jah é o nome dado a Deus por rastafaris. Ilustrado com uma folha verde sobre fundo preto, o cartão anuncia: "Delivery de adesivos com brinde". Quando alguém pede detalhes, o homem caminha até a outra esquina, abriga-se sob a marquise de uma cafeteria Starbucks e tira da bolsa uma cartela de adesivos como os vendidos em bancas de jornal, do modelo mais simples, com 18 imagens de caras sorridentes amarelas, azuis e vermelhas. "São US$ 60 (R$ 195) pelos adesivos", diz o vendedor. Ao receber o dinheiro, o homem entrega a cartela junto a um saquinho transparente com 3,5 gramas de maconha....
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Os estranhos animais híbridos criados pelas mudanças climáticas

Casos de espécies diferentes cruzando entre si, e gerando estranhos animais híbridos, vem se tornando cada vez mais comum em meio às mudanças climáticas. Pesquisadores da Universidade de Tuscia, na Itália, flagraram a cena da imagem acima no parque de Partenio, no sul do país. A fêmea é um exemplar do sapo-europeu (Bufo bufo), uma espécie encontrada em quase todo o continente, enquanto que o macho é um sapo-balear (Bufotes balearicus), característico do sul da Itália, Córsega e Ilhas Baleares (Espanha). Há vários casos naturais de hibridização, especialmente quando as espécies têm genomas semelhantes. O que espantou cientistas no flagra dos sapos foi que as duas espécies estão geneticamente separadas por 30 milhões de anos no processo de evolução. As duas espécies voltaram a se misturar na reprodução por causa do aquecimento global, o que pode se tornar uma tendência cada vez mais frequente, segundo um estudo publicado no periódico científico PeerJ (em inglês). "A hibridização é muito mais comum entre espécies...
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Quase 100 mil brasileiros conseguiram cidadania portuguesa desde 2010

A procura de cidadãos brasileiros pela nacionalidade portuguesa tem aumentado nos últimos anos. Segundo dados do Ministério da Justiça luso, 87.033 cidadanias foram concedidas a brasileiros somente entre 2010 e 2016. A concessão de cidadania por naturalização a netos de portugueses, vedada até 2006, tem intensificado o fenômeno da dupla cidadania entre as antigas metrópole e colônia. E uma mudança nas regras, que está para ser aprovada pelo Executivo luso, pode tornar o processo ainda mais simples. Segundo especialistas em migração, a facilitação do processo de nacionalidade é benéfica para Portugal, uma vez que estimula a chegada de brasileiros em idade ativa a um país que luta contra a diminuição e o envelhecimento de sua população. O relatório "Estado da População Mundial", publicado no fim do ano passado pela ONU, aponta que a população lusa reduziu em média 0,4% por ano entre 2010 e 2016. Além disso, 21% dos moradores de Portugal já completaram 65 anos de idade, o que coloca...
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A pouco conhecida ‘origem árabe’ da Estátua da Liberdade

A Estátua da Liberdade, um dos grandes símbolos dos EUA, desde 1886 "guarda" a entrada de Nova York pelo mar. O monumento, que a França deu de presente aos Estados Unidos como parte das comemorações pelo primeiro centenário da independência americana, rapidamente se transformou em um símbolo de esperança para os imigrantes, que já naquela época chegavam aos montes ao país. A obra, mais especificamente o poema gravado em sua base, que fala em solidariedade e acolhimento, voltou ao imaginário americano depois da publicação dos controversos planos do presidente Donald Trump para a imigração, em especial sua tentativa de vetar a entrada de indivíduos de sete países majoritariamente muçulmanos - que atribui a questões de segurança. Essa medida, bloqueada pela Justiça, também trouxe à tona um detalhe pouco conhecido - e irônico - do passado da estátua: a obra do escultor francês Frédéric Bartholdi, afirma o professor de história da Universidade de Nova York Edward Berenson, tinha como objetivo representar uma...
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A história do gorila adotado por família britânica e criado como criança

O povoado de Uley, no sul da Inglaterra, foi palco de uma insólita história nas primeiras décadas do século 20: lá, um gorila foi criado como uma criança. Batizado de John Daniel, o primata foi adotado por Alyce Cunningham, depois de seu irmão tê-lo comprado pelo equivalente a R$ 1.200 em Londres. John Daniel foi vendido depois de ter ficado muito grande. O gorila morreu em 1922. O caso foi revisitado por Margaret Groom, uma arquivista que publicou um livro sobre a história de Uley. Impossível Margaret encontrou uma série de fotos do gorila no arquivo público do vilarejo. A história incomum, segundo ela, mereceu sua inclusão no livro. "Muita gente que toca no assunto não acredita que isso tenha realmente acontecido", disse a arquivista. John Daniel foi capturado ainda filhote no Gabão (África) e levado para Londres, onde o irmão de Alyce, Rupert Penny, viu o primata à venda em uma loja de departamentos. Alyce apelidou o gorila de Sultão. De acordo com Margaret...
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Auroville, a cidade onde é possível viver totalmente sem dinheiro

É preciso ter muito senso de humor quando o governo declara que a maioria das notas que você tem na carteira não vale mais nada. Foi o que aconteceu na Índia: no fim do ano passado, o país retirou de circulação as cédulas de alto valor mais alto. Em um país com 1,2 bilhão de habitantes, a corrida para trocar as notas de 500 (R$ 25) e 1 mil (R$ 50) rúpias ou depositar o valor em contas provocou grandes filas nos bancos - as cédulas que deixaram de valer correspondiam a 85% de todo o dinheiro em circulação no país. A decisão do governo indiano pretende combater a corrupção, o mercado negro e a evasão de divisas, já que muitos trabalhadores recebem em dinheiro vivo. Em novembro, poucos eram os sinais de revolta nas filas: as pessoas concordavam com a medida. Mas assim que as notas saíram de circulação, os jornais noticiaram que qualquer transação exigia negociações complicadas. Houve festas de...
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