Mundo do Samba

O samba resiste, agora com melhores perspectivas

Várias cidades brasileiras reconheciam o perigo que rondava o sistema de saúde e começavam a adotar medidas de fechamento de várias atividades sociais, visando deter a proliferação do vírus. Com isso as quadras das escolas de samba tiveram seus eventos paralisados. No início, os mais otimistas esperavam uma interrupção passageira e que logo voltariam as feijoadas, as rodas de samba, os ensaios. Entretanto, passado um ano, nem o mais pessimista imaginaria que em março de 2021 a situação estaria ainda pior, sem a volta das atividades do samba tão cedo, pelo menos nesse primeiro semestre. A previsão é que no segundo semestre, com grande parte da população já vacinada, as atividades possam ir voltando gradualmente. O mundo do samba aguarda esse momento ansiosamente. Agora com uma gestão municipal mais preocupada com as vocações do Rio de Janeiro e que reconhece as escolas de samba e o Carnaval como essência da cultura da cidade, as perspectivas melhoraram sensivelmente....
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É Carnaval!

Afinal, está lá no calendário para nos lembrar a efeméride que antecede o período da quaresma estabelecido pelo Cristianismo. Ou seja, há carnaval, mas não há carnaval. Em tempos normais, a esta hora a cidade já fervilhava, com milhões de pessoas nas ruas, puxadas pelo Cordão da Bola Preta, que abre oficialmente os festejos de Momo no Rio de Janeiro. As escolas de samba já estariam com seus carros alegóricos na concentração, as imediações da Marquês de Sapucaí já interditadas, com aglomeração de turistas curiosos para conhecer aquela magia. As autoridades médicas e governamentais fizeram um enorme esforço para convencer o povo a ficar em casa e evitar festas e blocos clandestinos. Além da proibição oficial, com decretos e ameaças de prisão e multa para quem descumprisse a ordem, diariamente os meios de comunicação anunciavam que este ano não haveria carnaval. Por trás desse esforço de convencimento, havia no fundo o temor de uma desobediência civil. O carnaval tem...
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Adeus ano velho, feliz 2022

Esta semana, comentando a atual situação em que vivemos, brinquei com um amigo que não irei comemorar o meu aniversário, em março. Tão pouco aumentarei a minha idade. O cancelamento do Carnaval já é um presságio disso. O que antes havia sido adiado para julho, agora só em 2022. Quando eu era adolescente e comecei a me apaixonar pelo samba e o Carnaval, eu costumava pensar que quanto tempo eu vivesse, eu teria presenciado carnavais. Se vivesse 100 anos, teria passado por 100 carnavais. Mas, definitivamente, essa minha conta de quem começava a vida, foi por água abaixo. Se eu viver 100 anos, só terei passado por 99 carnavais. Isso se outra catástrofe dessa não acometer novamente a humanidade. Nem nos períodos de guerras mundiais ousaram cancelar o Carnaval. Em 1912, quando o Barão do Rio Branco morreu, o governo decretou luto e adiou os festejos momescos para o início de abril. Mas o povo, no seu mais autêntico...
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Ano Novo, mais dúvidas do que certezas

Era um consenso, não só entre as agremiações, mas entre diversas entidades da sociedade, governos e autoridades médicas, que o Carnaval na data original de fevereiro se tornou inviável, devido a permanência da pandemia no mundo. Este adiamento despertou um certo otimismo no mundo do samba, já que até então muitos apostavam simplesmente no cancelamento total da festa e a sua realização apenas em 2022. Entretanto, os dirigentes da Liesa deixaram claro que a realização dos desfiles em julho estava condicionada a que neste período a maior parte da população já estivesse vacinada. Um outro ponto é que as escolas de samba precisavam de recursos financeiros, já que estavam com suas atividades paralisadas desde março do ano passado, com a dispensa quase total dos profissionais envolvidos. Eis que um novo ano se inicia e o que era otimismo virou dúvida e baixo astral. A disseminação da doença recrudesceu, com aumento do contágio e do número de mortos no país. Nesta...
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Carnavalesco cria projeto para ajudar trabalhadores

Na coluna passada abordei as várias ações que vêm ocorrendo no mundo do samba, visando ajudar os trabalhadores do Carnaval que estão em dificuldades e se encontram sem renda, devido a interrupção das atividades por causa da pandemia. Citei especificamente uma delas, que é a #nãoésófolia. Hoje, vamos falar de um outro movimento, que também tem o mesmo objetivo: o Barracão Solidário, coordenado pelo carnavalesco Wagner Gonçalves. Segue o texto que circula nas redes. O PROJETO #BarracãoSolidario é uma iniciativa em prol dos trabalhadores do Carnaval Carioca (aderecistas, ferreiros, pintores, seguranças...). Sem renda por conta da indefinição quanto à realização dos desfiles carnavalescos por conta da pandemia, alguns profissionais que prestam serviços nos barracões das escolas de samba do Rio de Janeiro estão enfrentando sérias dificuldades financeiras para conseguir sobreviver. Para tentar amenizar o sofrimento desses profissionais que são essenciais para a realização do espetáculo que anualmente encanta milhões de pessoas no Brasil e no mundo, está sendo lançado o...
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Mobilização do samba ajuda trabalhadores

Esses movimentos estão arrecadando alimentos, material de limpeza e recursos financeiros, para serem doados aos trabalhadores. Muito deles, estão completamente sem renda para sobreviver. Uma dessas ações, que circulam nas redes é a #nãoesófolia. A coluna presta aqui seu serviço de utilidade pública e reproduz o texto do movimento, onde estão as informações sobre as formas de doação. "Os trabalhadores que fazem o “maior espetáculo da terra” acontecer precisam do nosso apoio. O Carnaval é um momento muito esperado e de muita alegria para a maioria dos cariocas, seja para quem desfila ou assiste os desfiles das escolas de samba na Sapucaí ou para quem curte os blocos que tomam as ruas da Cidade Maravilhosa. Mas tem um grupo que curte o Carnaval de outra maneira: suando a camisa no trabalho, garantindo que a festa aconteça da melhor maneira possível. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a festa movimentou R$...
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Fernando Pinto, um gênio inesquecível

Alguns carnavalescos fizeram história no rastro das grandes transformações que o desfile das escolas de samba sofreu a partir dos anos 60. Entre eles, um pernambucano chamado Carlos Fernando Ferreira Pinto, que emerge em 1971, no Império Serrano, com o enredo "Nordeste, seu povo, seu canto, sua gente ". Em 1972 conquista o campeonato com uma célebre homenagem, que fez a verde e branca de Madureira levantar a avenida com o seu "Alô, alô, taí Carmem Miranda", lembrado e cantado até hoje. Cenógrafo, figurinista e diretor teatral, participou da primeira montagem de Ópera do Malandro, de Chico Buarque, além de ter integrado o grupo Dzi Croquettes. Também se aventurou como cantor e chegou a lançar um disco, "Estrelas ", em 1986. No Império Serrano fez ainda outros carnavais memoráveis, como "Viagem encantada Pindorama adentro", em 1973, "Dona Santa Rainha do Maracatu", em 1974, "Zaquia Jorge, a vedete do subúrbio", em 1975 e "A lenda da sereia, rainha do mar...
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Os carnavalescos e as revoluções do samba

A partir dos anos de 1960, há uma intensa transformação dos desfiles das escolas de samba, com a entrada em cena de um novo personagem. É o artista plástico de formação acadêmica em Belas Artes, que assume o papel de carnavalesco, responsável por toda a parte visual do desfile. O pioneiro foi o professor da Escola Nacional de Belas Artes, Fernando Pamplona, que em 1960 assume essa função no Salgueiro, trazendo uma nova proposta de temática para os enredos das escolas. Até então, prevaleciam temas da história oficial, que exaltavam vultos e heróis tradicionais, imperadores, reis, rainhas, princesas, duques e efemérides nacionais. Pamplona passa a propor enredos relacionados a personagens antes ignorados como Zumbi dos Palmares, Ganga Zumba, Chica da Silva, Chico Rei e histórias da cultura e religiosidade afrobrasileira. Com isso, a Acadêmicos do Salgueiro, até então uma jovem agremiação, fundada em 1955 como fruto da fusão de três outras existentes no morro, passa a inovar e...
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Ter ou não ter, eis a questão

A grande dúvida instaurada no mundo do samba atualmente é a realização ou não do próximo Carnaval, devido a pandemia do Covid 19, da qual ainda não nos livramos. Todos depositam profundas esperanças na descoberta de uma vacina, que devolva vida normal à humanidade. Para os sambistas não é diferente. Na semana passada, a Liesa - Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, realizou a reunião em que esperava-se uma decisão sobre os desfiles em 2021. Entretanto, a entidade preferiu aguardar até setembro para bater o martelo, na esperança que até lá tenhamos um cenário mais favorável. Por mais que muita gente imagine ser fácil simplesmente cancelar o evento, essa medida envolve uma complexa situação, com fortes argumentos. Para quem é a favor do cancelamento, há um único e irrefutável, baseado em ciência e nas orientações médicas. Mas é preciso também ouvir quem ainda acha prematuro decisão tão extrema para um acontecimento previsto para fevereiro....
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O que será do Carnaval?

Uma grande pergunta paira no ar atualmente no mundo do samba, sem que ninguém possa responder: Haverá Carnaval em 2021?Dessa resposta dependem milhões de p essoas. Não apenas os foliões que saem às ruas para se divertirem, mas principalmente os que trabalham nos vários setores envolvidos na realização da festa. Um consenso existente no momento é que, mantidas as atuais condições sanitárias e os índices da pandemia do covid 19, dificilmente as autoridades irão permitir a realização de eventos que aglomeram multidões, como é o Carnaval. A única saída para a sua realização de forma segura e sem medo de um surto de contágio, seria a descoberta de uma vacina até o final do ano ou um remédio eficaz no tratamento da doença. Diante disso, alguns já trabalham na perspectiva de um adiamento de fevereiro, quando o calendário marca a data do Carnaval do próximo ano, para abril, no feriado do dia 21, uma quarta-feira, quando haveria...
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