Mascotes

O cupim nosso de cada dia

Mudamos de estação. Primavera, essa linda, com todas as nuances de cores de flores variadas. Esse plural também combina com a variedade de insetos, sejam eles rasteiros ou alados. Todos inescrupulosamente voam no seu nariz, ouvido, boca e qualquer orifício exposto. Está certo que a Primavera já está quase no fim, em breve teremos o Verão a pino sobre nossas cabeças e sob nossos mosquiteiros. Enquanto o calor máximo não chega, vem à tona uma praga de um inseto pentelho além do normal: os siriris. Esses bichinhos irritantes, para nossa alegria, quando perdem as asas se tornam cupins e, pasmem, comem todas as madeiras que aparecerem na frente. Mas tudo tem sua compensação e nenhum inseto está aqui na Terra para nos azucrinar. Na verdade, todos têm sua função. Menos a barata, que essa está aqui com o intuito único e exclusivo de meter medo nas meninas mais frágeis e em alguns meninos também. Essa cidadã um dia vai...
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Controle seu drone antes que ele controle você

Toda IA, ou Inteligência Artificial, que se preze deve ter um nome. SIRI, Alexa, Cortana, Bia e por aí vai. O meu IA é um drone e eu o batizei de Abner. Para quem não se lembra, ou nasceu muito tempo depois e não viveu o ápice das séries em preto e branco numa TV de tubo, Abner era o marido da Sra. Kravitz, a fofoqueira da janela ao lado da Samantha Adams, a feiticeira e que não vem ao caso agora. Melhor procurar no Google para se inteirar. Abner era o marido da Sra. Kravitz, a qual já tinha batizado minha vizinha fofoqueira, que fazia isso com a vassoura dela aqui. Sendo assim, Abner era o cordial e cordato saco de pancadas da esposa, a qual não tinha nada a fazer se não ficar espionando a casa - e a vida - dos outros. E para quem tem a memória curta ou não sabe, tenho essa mania...
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Mente quem diz que a Lua é velha

Na rua, semana passada, vi uma tatuagem no braço de uma cidadã qualquer, numa fila de pastel, em que estavam tatuadas todas as fases da Lua, num tríceps que um dia vai chacoalhar mais que plantação de milho. Mas a Lua estava lá, com suas nuances todas. Me lembro que ela sempre esteve comigo nos meus melhores dias, brilhando lá no céu; noutras vezes ela estava nascendo enquanto o Sol se punha. Foi quando percebi que a Lua é minha mascote, as estrelas e os planetas são meus guias e é por isso que mudo sempre de humor. Sim, a culpa é toda dela, da Dona Lua linda. A Lua é dona de todas as coisas, das marés, dos animais e, claro, das mulheres. Homens não, nunca, jamais. Sei. Então vem o ser impreciso e sempre indelicado, que tem ímpetos e rompantes nada adestrados, visto que também é quase um cachorro, meio lobo: lobisomem. Ele, o...
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Clark Kent, quem diria, parou onde?

Qual é seu super- herói favorito? Nem venha dizendo "meu pai, minha avó, meu irmão mais velho". Não esse tipo de super-herói, todos eles são mesmo. Ou somos. Quero saber com qual se identifica, tipo Super-Homem, Mulher Maravilha, X-men e por aí vai. Super-heróis mesmo, daqueles que voam, somem, fazem o mundo terráqueo parecer mais protegido, mesmo que para isso eles tenham que explodir uma grande parte do mundo. Dessa forma, fiquei vendo toda a balbúrdia que fizeram em torno da sexualidade do Super-Homem, o filho de Khal-El, vindo de lá de Krypton, planeta que foi dizimado, e enviado à Terra numa nave-berço por seus pais. Analisando sob esse lado, é mais do que claro que ele veio para uma Terra imaginária, caindo nos Estados Unidos imaginário, criado numa fazenda por uma família imaginariamente perfeita e tomou as características terráqueas para si. Mas é um alienígena. Sempre foi, assim como a Mulher Maravilha, linda, gostosa. E alienígena. Oras,...
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Parole, parole, parole…

Tenho um fetiche por canetas. Canetas que vão a um papel, guiado pelas minhas mãos e que viram palavras. Aqui em casa, como toda paranoica viciada por canetas, todas elas somem para indefectivelmente aparecerem nas minhas coisas. Eu nego. Eu escondo. Eu escrevo. Canetas tinteiro, esferográficas, gel, rollerbal, ponta de feltro…todas!! Agora com o advento da modernidade do computador, rabisco muito menos com as canetas e muito mais com o teclado. Mas o fetiche continua firme e forte, afinal, é como uma mascote de bolso, de bolsa, de vida. Escrever é, para mim, como uma religião, sem padres ou igrejas, mas a fé e a energia que me dão fazem eu sentir o vento das asas dos anjos no meu cangote. Na verdade, podem ser meus gatos passando por perto, respirem atrás de mim e eu acho que são anjos. Mas os gatos também são anjos. De quatro patas, de bigodinhos e rabos quilométricos, mas são anjos. E...
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O perfume do charuto cubano e as vespas sob nossas cabeças

Meu marido começou a fumar charutos. Por mais que eu deteste a fumaça, percebo que o ato em si tem lá seu ritual: retira da caixa, abre o celofane da embalagem, corta a ponta, logicamente com um cortador especial de charutos para não estragar toda a peça. E, realmente, o perfume que vem do charuto, antes de ser queimado, chega a ser inebriante. O bom charuto, de qualidade, porque os outros, nem para espantar mosquitos serve. Assim que ele acendeu os charutos, percebi que muitas vespas começaram a voar ao redor dele. Imaginei que elas fossem sumir dali com a fumaça, como todos os insetos fazem. Mas não. Cada vez mais vespas apareceram e comecei a me preocupar, pois sei que existem as "vespas negras". Claro, toda vespa é negra e, sem discurso racista, essas vespas que me preocupam são diferentes. "Vespas Negras" é o nome das forças especiais de elite das Forças Armadas Revolucionárias Cubanas (FAR). O...
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Um instante, maestro

Poderia escrever hoje sobre ontem, mas faltaria imaginação para dizer o que todos os jornais, revistas, sites e redes sociais ainda não disseram à exaustão. Sem Whatsapp, Facebook e Instagram, como viver? Dia do Saci, 31 de outubro, além do Dia dos Animais, Dia da Natureza e, obviamente, Dia de São Francisco de Assis, 4 de outubro, ontem. Tudo isso só ontem. Falta de assunto não deixaria de ser. Foi falta de sinal. Morar no interior tem dessas coisas. Passeando à noitinha pelas ruas de casa, olho uma pedra no meio do asfalto e estranhei, pois havia passado lá mais cedo e não tinha pedra nenhuma. Foi quando a mesma se mexeu, bem devagar, meio escorregando, e veio a minha ignorância de quem nasceu na Capital. Era um sapão que estava ali no chão de barriga cheia de tanto comer içás, siriri, cupins. O chão parecia uma zona de guerra, forrado de asinhas dos coitadinhos. Mas, também, que...
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Pombos-correio, sua eficiência sem fim e sem meias palavras

Antigamente, mas nem tanto, eu adorava escrever cartas e por elas esperar a resposta por dias, semanas até, mas esperava. E elas chegavam. As notícias vinham sem pressa e a vida era bem menos estressante. Os correios eram bem menos eficientes do que hoje, não havia Sedex, muito menos internet e mensagens instantâneas. Instantâneo era saber que não tinha carta na caixa de correios ou que o telefone não dava linha. Era o que tínhamos. E sobrevivemos! Ainda adoro escrever cartas, hoje e-mails, sem selo e a expectativa da resposta vinda pelas mãos do carteiro, não ter frios na barriga a cada vez que o carteiro passava reto no portão de casa. Hoje ele só entrega as contas. Voltando aos pombos de grife, Os pombos-correio são uma raça diferente dos pombos comuns. Usados há muito tempo, inclusive na Primeira Guerra Mundial, quando não havia comunicação por rádio, levavam recados entre os batalhões. Os pombos-correio são muito eficazes e utilizados...
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O cavalo é a mais nobre conquista do homem

A frase é do naturalista francês do século XVIII, Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon. O cavalo existe há cerca de 55 milhões de anos e tem no Eohippus um de seus mais antigos ancestrais. Por volta de três milhões de anos, a espécie Equus já apresentava cascos e teve a capacidade de se espalhar por diferentes partes do mundo. E assim, alguns milhares de anos, homem e cavalo se encontrariam para a realização de várias tarefas que envolveriam a agricultura, o transporte, a guerra e até mesmo o esporte. E assim o amor foi consolidado. Não importa o seu nível de conhecimento e/ou afinidade, um cavalo é um cavalo e não é apenas um cavalo. Cavalo não é para maltrato, não é trabalho até as últimas, não é no chicote. Cavalo tem que ser tratado mesmo como um ser supremo, visto que é sobre seu lombo que aconteceram os maiores fatos históricos. Quem estava às margens do rio...
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Brava gente Brasileira

Fim de mês. É hoje. Já prontos para o Setembro que vai acabar em história? Antes que esse mês acabe, nada melhor que relembrar algumas partes da nossa existência que não devemos nos esquecer nunca, afinal, a nossa vida é feita de lembranças e são elas as nossas melhores - às vezes as mais fiéis - mascotes. Procurando datas para esquecer o mínimo possível e, por serem muitas, fui checar no site do governo, para lembrar as datas com mais fidelidade. O ruim é que tudo está travado desde 2016, e vai de março até junho. Isso não significa uma Data Sem Nenhuma Homenagem Digna, devem existir coisas mais importantes no governo do que preservar a nossa história, como reclamar sobre o fundo eleitoral, CPI do uso abusivo de calças jeans no Congresso e, não menos importante, a data em que as cadelinhas de raça do governo entram no cio. Fui procurar, então, em outras vizinhanças e acabei...
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