Mascotes

O melhor cachorro do mundo vira latas, fura sacos, rouba nossa comida. Isso lá é vida de cachorro?

Imagine quando ele vê você e vem correndo a 150km/h, numa felicidade de invejar o mais feliz dos seres. Ele chega, pula no seu colo com aquelas patas cheirando a terra ou a qualquer outra coisa indefinida. E você não tem voz de comando, simplesmente porque a raça dele é indefinida. Rottweiler? Pitbull? Dogo Argentino? Pastor Alemão? Belga Malinois? Nada disso, ou tudo disso num mesmo tufo de pelos. Uma pessoinha (sim, pessoinha, gentinha, coisinha) dessas, privilegiada por ter as raças misturadas para que ele tenha qualidades de raças cheias de pompa, de trelelês, de não me toques. Vira-lata é a melhor de todas as raças depositadas ali na mamãezinha e nos papaizinhos deles, porque aquela cadela de rua não pôde ter o luxo de escolher quem seria o pai das crianças, então no sangue deles também outras raças, de outras vidas, de outras manias. Genéricos. Quando falo de vira-lata, também posso fazer uma mistura simples, desde cocker a labrador,...
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Teve festa no céu, o Dia dos Namorados passou e ninguém o sapo beijou

Todo ano é a mesma história: Dia dos Namorados, meninas procurando seu príncipe, cada vez mais desencantado. Quando crescem, não sabem mais que porcaria de conto foi esse e, pior, mal sabem a cara que um sapo pode ter. Pois eu vos aviso: o sapo do vizinho pode ser maior e mais bonito que o seu. Pergunte a você mesmo: quantos sapos você viu durante sua vida até hoje? E quantos deles podem ter virado príncipe e você, de novo, nem viu? Vos digo novamente: sapo bom é sapo de brejo, daqueles bem nojentos, que andam pelas ruas como um saco de cimento. Esses são os sapos de verdade. Engoli-los também faz parte e cuspi-los não é nada aconselhável. Se procurar um pouquinho só no Google, vai achar ao menos 15 tipos de sapos. Tenho certeza de que existem muito mais, principalmente aqueles sapos diários, que surgem do nada e se transformam a todo momento. Devem ser de outros contos....
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É rabo ou cauda? Tanto faz, é só abanar

Como não poderia deixar de ser, essa semana recebi uma missão, uma das melhores da vida: abrigar a cadelinha da minha sogra/mãe e cunhada/irmã, pois uma mudança para um lugar menor, sobrecarregaria demais, tanto as humanas como a quase humana. Veio para minha casa, num terrenão enorme, tudo de acordo com a velocidade da mocinha. Seu rabo já a denunciava: vira-lata pura. Manchinha branca no peito, aquele rabo em formato de gancho. Tipicamente vira-lata, sem raça definida, fura-saco. Preta, nega, zulu, qualquer um deles serve para ela, sem ofensas raciais, sem frescura. Por aqui, só carinho. E o rabo com cara de gancho já nos diz como está o humor de hoje: abanando freneticamente para todos os lados, ininterruptamente mostra que a cadelinha está muito, muito, muuuuuito feliz. Ou com uma coceira danada nas partes baixas. O meu outro, o Barbosa, tem um tipo de abano de rabo peculiar: gira como uma hélice. E nunca assistiu um dia...
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O nosso café quente num dia gelado pra cachorro

É claro que hoje falaria do Dia Nacional do Café, que é exatamente hoje, 24 de maio. Nada mais me vem à cabeça que um cafezinho quentinho, na beira da lareira, entre meus Golden Retrievers e São Bernardos de pelos longos aos meus pés. Dormindo placidamente, eles mal levantam as pestanas para ver que os meus 5 gatos Maine Coon estão tamborilando nos meus ombros. Na hora tocou o despertador, caí da cama, gelada, e ainda levei uma arranhada do meu gato de pelos curtos que estava no meu colo se esquentando. Como sonhar ainda é de graça e sem impostos, sonhei também que todos tinham direito a um cobertor, a uma cama macia e a uma lareira portátil, que podia ser carregada por onde você fosse, sem bloqueios, sem filas, sem ladrão querendo te matar pra pegar essa porcaria, sem gente e bichos nas ruas no outono mais gelado desde a Era do Gelo. Obviamente, no meu...
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As borboletas do seu jardim não são as mesmas das minhas flores

Outono, época de renovação, de folhas caindo, de pré-gelo do inverno. É também de borboletas se escondendo, afinal, logo mais o frio chega e tudo para. Menos a Suellen, minha gata ex-grávida de mentira, ex-gata de rua. Minha amadinha. Atualmente ela faz bicos aqui em casa como chefe de oficina, babá de bolinhas, esquentadora de cadeira, dona dos ronrons mais lindos. E, claro, caçadora de borboletas no outono. Mas vem a pergunta: se as borboletas voam principalmente na primavera, coisa de pólen e tal, que raios essas moças estão voando aqui em pleno outono? Simples como o sol que nasce todos os dias, veio a resposta de um milhão de reais: "Assim como baixas temperaturas e pouca incidência da luz do sol podem levar ao congelamento deste inseto, períodos de altas temperaturas e aquecimento solar levam as espécies ao risco de dessecação. Nos horários de muito calor elas normalmente procuram por sombra na vegetação." Senti uma voz de Cid...
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Eu e a minha EUquipe

Sinto uma sensação de que essa minha profissão já não tem aquele glamour, aquela coisa linda que éramos há um pequeno tempo atrás. Pessoas cada vez mais se tornando ilustres em cima de uma profissão, ainda que sem diploma ou sem aquela experiência linda que caiba num cargo desse porte. Escrevem postam, filmam fotografam como se não existisse um amanhã. A vida vai cobrar caro por isso tudo. Bobeiras na maior parte do tempo, mentiras, fotos, mortes sem fim, fofocas. Muitas, principalmente daqueles que estão num patamar diferenciado, que deveriam apenas cuidar das milhares de vidas, das cidades, do mundo. Publicam, postam e espalham como sarna. Às vezes funciona: coça. Um milhão de cliques, de likes, de seguidores. Pronto: A mentira se tornou verdade. E que interferem no movimento da Terra, das estrelas, essas mixarias que nunca brilharam e se aproveitam do momento para se postarem como planetas. Que nunca brilharam e que vão cair feito pedra pomes, antes...
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Nem águia, nem falcão

Viver fora dos centros urbanos é uma dádiva. Para alguns, mas para quem veio da capital pode ser um tormento sem fim. Não é o meu caso, amo animais, odeio som alto, funk, fumaça. Amo o amanhecer sem ônibus brecando e carros e motoboys buzinando até que a vida os leve. Ou pores de sol indescritíveis. E, nessa tocada, tenho por aqui animais que jamais ousei pensar que realmente existiam: siriemas, as quais eu delicadamente chamo de Geraldas, barulhentas e loucas pra se jogarem na frente dos carros, já disse isso por aqui; quatis, esses sim eu já sabia que existiam, mas nunca os tinha visto correr em bando, quase um arrastão, bem na minha frente! Tucanos, urubus, pombões, tico-ticos, sabiás. E carcarás, essas aves de rapina, oportunistas, primas distantes dos falcões - que também têm livre acesso por aqui. O carcará é tão imponente quanto seu nome e tem sim, um nome científico e chique de Caracara...
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‘Carma’, minha filha, esse é seu karma, carregue-o com carinho até que seja pago

Sim, pago, não tenho outra opção. E se tiver ainda milianos de "castigo"? E se não forem divinos? "Carma, carma, tudo se arresorve", no final você nem vai perceber o quanto já mexeu nas suas cicatrizes. E o que é ter um carma, pagar um carma? Pela filosofia hinduísta e budista, o karma ou carma é a "lei que afirma a sujeição humana à causalidade moral, de tal forma que toda ação (boa ou má) gera uma reação que retorna com a mesma qualidade e intensidade a quem a realizou, nesta ou em encarnação futura. A transformação pode dar-se em direção ao aperfeiçoamento (mocsa, o fim do ciclo das reencarnações) ou de forma regressiva (o renascimento como animal, vegetal ou mineral)". Animal, mineral ou vegetal. Interessante. Posso ter sido, então, uma bolinha de gude, que bateu na vidraça do senhorio, daí renasci com esse karma de ser estabanada e quebrar tudo o que aparece na minha frente. Faz...
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Vaga, vaga-lume. Só abaixe a luz para ninguém te ver

Um dia, um vaga-lume entrou na minha sala. Eu era pequena e nunca tinha visto uma coisinha com lâmpadas na cabeça. Ele era tão fofo, mas tão fofo que eu queria colocá-lo num pote. Peguei, pus e fechei o pote. O carinha começou a apagar sua luzinha e eu, imbecilzinha que era, fiquei olhando, olhando e olhando. Cansei. Fui embora, mas antes que ele secasse, porque achei que eram bichinhos acesos por fogo, o soltei. Mas não vi seu farolzinho de novo. Anos se passaram, muitos na verdade, e nunca mais tranquei essas criaturinhas fofas como ele num pote. Anos depois, voltei a vê-lo, só que sempre com dois faróis, tipo bi-iodo, não mais o de luzinha mono. E então vem o pirilampo e o vagalume. Qual é o quê? Titio Google explica: os pirilampos geralmente são de cor marrom escuro e possuem esse nome porque suas luzes ficam na cabeça. Para esclarecer, eles têm dois pequenos órgãos de luz bioluminescentes na parte de trás da...
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É fato: urubu não tem pelo, muito menos no pé

É engraçado como nos embevecemos quando uma ave vem voar perto da gente, quando um bichinho fofo chega e nos rodeia. Lindo e acalentador. E quando essa ave enorme é um urubu? Temos medo, nojo? Coitados, eles são os animais mais ecologicamente corretos de todos. Qual ave, em sã consciência, iria comer carne morta e podre, senão eles? Urubus, abutres, condores. Todos eles comem carne putrefata. No entanto, todos têm um voo lindo e elegante. Acho que não damos o devido crédito para essa criatura, tão feia, tão nojenta, mas é ela que limpa a sujeira que fazemos, sem deixar vestígio nenhum. Só sobram os ossos limpos. Quem é o nojento, afinal? O urubu tem um voo magistral, elegante e lindo, porém quem o vê no céu só consegue pensar que tem alguma coisa morta ali perto. Uma professora de zoologia do Amazonas explica que, na verdade, eles se aproveitam dos bolsões de ar criados pelo movimento das...
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